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sábado, janeiro 05, 2008
Novo Modelo de Gestão das Escolas - Debate
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terça-feira, janeiro 01, 2008
Em jeito de balanço
Todos sabemos que a prioridade de Maria de Lurdes Rodrigues como ministra da Educação foi de natureza economicista, o que, por muito que se compreenda o problema do deficit, se afigurou desde logo muito pouco conciliável com uma verdadeira prioridade à Educação no sentido de uma efectiva melhoria do nosso sistema de ensino público, tão necessária ao progresso do país. Mas, até é possível que Maria de Lurdes Rodrigues também tenha tido algumas boas intenções com vista a essa melhoria. De qualquer modo, boas intenções não bastam, elas precisariam de ser baseadas quer num profundo conhecimento das questões em causa - o que não consigo vislumbrar que esta ministra tenha - e das realidades das escolas, quer numa visão de futuro a médio prazo e respectivo planeamento, em vez de uma precipitação em medidas avulsas, numa pressa de mostrar trabalho e de propagandear resultados mediante números obtidos a quase qualquer preço e de significados pouco claros.
Do montão de decretos, despachos e ofícios emanados do nosso actual Ministério da Educação, vou referir-me apenas a duas medidas tomadas. Escolho-as porque, para elas, os professores estariam totalmente disponíveis e receptivos em princípio, não tivesse Maria de Lurdes Rodrigues uma enorme falta de noção de quanto é incompatível com um trabalho docente preparado e exercido com a competência, a iniciativa, a criatividade e a dedicação que a profissão requer para ser bem sucedida, de quanto isso é incompatível, dizia, com, por um lado, a burocracia, a papelada em resmas, por outro lado, com a falta de convicção dos professores em medidas tomadas arrogantemente no desprezo pela sua opinião fundada no conhecimento das realidades das escolas e na experiência, e, por outro lado ainda, com pressões ameaçadoras como se a baixa do insucesso e do abandono escolar apenas dependesse dos docentes e devessem estes (e só estes) ser punidos pelo não alcance dos objectivos desejados.
A primeira medida que quero referir é a da avaliação de desempenho. A generalidade dos professores já reconhecia a necessidade de implementação de uma avaliação de verdade; mas também sabia que não é fácil instituir um sistema de avaliação sério e justo, garantindo a isenção e sendo exequível nas condições de trabalho das escolas. Além de que uma avaliação que não tenha condições para ser essencialmente formativa não será, decerteza, uma avaliação útil ao próprio sistema de ensino.
A outra medida que refiro é a do plano de acção para a Matemática. Ela abrange directamente apenas os professores dessa disciplina, mas todos os outros reconhecem quer a necessidade de um reforço de investimento nela, quer o facto de o insucesso em Matemática não ter a ver apenas com essa disciplina nem ter só consequências no âmbito dos respectivos conhecimentos propriamente ditos.
Quanto a tudo o mais nas medidas de Maria de Lurdes Rodrigues, limito-me a repetir que (na minha opinião) o mais crasso e profundo erro desta ministra foi o de ignorar arrogantemente que nenhuma reforma pode ser bem sucedida sem se ganhar uma convicção mínima nessa reforma por parte dos professores, e muito menos impondo-a contra eles. E, se é verdade que não há só professores muito bons ou bons, se é verdade que também há os assim assim e até maus mesmo, se é ainda verdade que não sabemos contabilizar isso, outra verdade se constatou já - a maioria dos melhores professores foram desmoralizados, assoberbados de acréscimos de trabalho de utilidade duvidosa, e bastantes foram injustiçados na sua carreira. O sistema educativo não se podia dar ao luxo de perder o entusiasmo e empenho de muitos dos seus melhores docentes, mas nem cuidado houve para que tal não acontecesse ou não aconteça a curto prazo.
Termino voltando ao artigo sobre a Finlândia acima indicado, não porque não saiba que a diferença abissal entre as condições desse país e as do nosso não se ultrapassam do pé para a mão nem pouco mais ou menos, mas porque as medidas viáveis a curto prazo não deveriam deixar de se inserir numa visão de futuro para a qual se procure caminhar a passo e passo (mas essa visão é ideologicamente variável, claro... - infelizmente para os que nascem em condições desfavorecidas):
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Adenda 2
segunda-feira, dezembro 31, 2007
... E não desistam de sonhos!
Deixo só a canção...
Ah... pensando melhor, tem que ser também na voz de John Lennon, e aproveito para um vídeo de recordações...
quarta-feira, dezembro 19, 2007
BOAS FESTAS!
E como eu festejo o Natal por causa dos sonhos das crianças...
Inté... Volto no próximo ano... ;)
domingo, dezembro 09, 2007
Sugestão de leitura
O meu destaque vai para a formação de professores nos países que o PISA indicia terem melhor qualidade de ensino, particularmente o que o artigo revela sob o subtítulo Formação prática, e para o apoio extra dado por esses países aos alunos que se encontram mais atrasados.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Educação para a sustentabilidade
A minha pergunta (porque eu sou muito distraída, às vezes não me dou conta de importantes iniciativas governamentais aqui pelo nosso país), é esta: Que medidas tomou Maria de Lurdes Rodrigues com vista ao objectivo acima referido, definido pelas Nações Unidas para o decénio de 2005 a 2014?
Hum... já estou a achar que é uma pergunta ingénua e também pouco importante já que os nossos políticos não a têm feito... Nem sei o que me deu para voltar a este meu cantinho, mas, pronto... já estou em retirada!
sábado, novembro 03, 2007
... (Poema *)
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
Carlos Drummond de Andrade
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* Foi-me facultado pela Amélia Pais
quinta-feira, novembro 01, 2007
Do Inimaginável... Um conselho de turma disciplinar
sexta-feira, outubro 26, 2007
A escola básica com os piores resultados nacionais em Português
De acordo com a notícia, terá sido a escola básica com piores resultados na disciplina de Português. Mas, como também nos revela a mesma notícia (ler aqui), o trabalho por ela realizado é frutífero e exemplar.
terça-feira, outubro 23, 2007
Flores
Van Gogh (1890). Roses et Anémones
domingo, outubro 21, 2007
sexta-feira, outubro 19, 2007
quinta-feira, outubro 18, 2007
terça-feira, outubro 16, 2007
Intervalando...
Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as cousas humanas postas desta maneira.
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as cousas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as cousas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!
segunda-feira, outubro 15, 2007
Para lá do sistema educativo
quarta-feira, outubro 10, 2007
escola e cultura...
Vem isto a propósito do rumo que cada vez mais os seguidismos político-ideológicos de governos, em particular do actual e da sua equipa do ME, vêm impondo à nossa escola pública. Que fazer (?) para contrariar esse rumo fazendo prevalecer a importante e decisiva prioridade da escola, prioridade que o Miguel Pinto tão bem define nesta sua crónica aqui - "realizar a inserção dos sujeitos na cultura" .
Que fazer? Como fazer para contrariar o rumo para que estão empurrando a escola - o de uma escola essencialmente utilitária na perspectiva dos interesses do mercado (e, mesmo assim, de forma duvidosa)?
Mantendo-me hoje em citações, lembro-me do título Pedagogia: o dever de resistir , de um post do JMA, que tem insistido em que os professores têm mais poder do que pensam ter, e deixo no ar também a pergunta: Como organizarem esse poder?
(13-10.2007)
Estou com pouca inspiração e, como ainda não tive resposta à pergunta acima, vou deixar o post uns dias a marinar ;)
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terça-feira, outubro 09, 2007
Breve aparte - Destaque de imprensa
segunda-feira, outubro 08, 2007
Memórias do uso das TIC na sala de aula - III
A minha escola acabara de receber sete computadores devido a uma candidatura mediante projecto. Ficou, pois, com uma sala de Informática e foi logo incluída no currículo do 6º ano a disciplina de "Iniciação à Informática", a funcionar em desdobramento das turmas.
Essa disciplina deixava suficientes tempos livres na sala para que pudesse ser requisitada para outras aulas. Não tive dificuldade durante esse e os aninhos seguintes (até à minha aposentação), pois comecei por ser quase o único professor da escola que a requisitava e, mais tarde, quando outros (não muitos) o faziam para a Área de Projecto, tivemos mais uma sala apetrechada com computadores na sequência da introdução da disciplina TIC no currículo do 9º ano, do qual tínhamos só ora duas, ora três turmas. (Hoje essa situação de facilidade não se verificaria, é um tipo de situação própria de fases iniciais nas quais começa por haver apenas uns poucos pioneiros, mas agora há os portáteis - e quanto a ter o professor um só computador na sala de aula para seu uso poderá ser bastante útil noutras disciplinas, mas para a minha pouca utilidade teria, a meu ver)
Nessa minha primeira fase, eu não deixava de ter a perspectiva do uso dos computadores pelos alunos como meio propício à construção, produção, criação pelos próprios, mas eram poucas as unidades do programa da disciplina que se prestavam a isso, tanto mais que não tinha software específico para a matemática. Assim, comecei a deslocar de vez em quando a aula para a sala dos computadores também para meros exercícios que só diferiam de exercícios de rotina da aula pela interactividade, o ambiente visualmente atraente e por darem automaticamente a pontuação obtida pelos alunos, o que conferia algum carácter de jogo/desafio. Mas, nessa altura, eram raros os meus alunos que tinham computador em casa, este era novidade para a maioria, todos sem excepção ficavam contentes e entusiasmados quando eu anunciava que teríamos a aula na sala dos computadores.
Foi, pois, uma fase em que também usei o computador como quase mero elemento sedutor - como factor de maior gosto ou de motivação para os menos motivados. Tinha algum trabalho acrescido, até porque inicialmente ainda não tinha descoberto esse prático e fácil recurso que era (e é) o HotPotatoes, preparando as actividades com base no FrontPage mas com inclusão de códigos buscados na net. E os alunos gostavam muito, não se importavam de se sentarem incomodamente em grupos e organizavam-se muito bem para corresponderem à minha exigência de que todos participassem (o que controlava e verificava, claro).
Mas, como já disse, essa foi uma fase. Toda a vida considerei que os alunos não precisam de ser infantilizados, puxar/desafiar com o devido apoio e confiança sempre foi uma constante que me deu muitas oportunidades de constatar que não só correspondiam quase sempre às minhas expectativas, como as excediam bastantes vezes.
Assim, aquele tipo de actividades/exercícios passaria a ser reservado para aulas de final de período, para descontracção, bem como para o contributo do meu departamento para as actividades não curriculares de escola no último dia do período lectivo.
Deixo umas recordações (print screen)...
(O primeiro da Páscoa não era só para a Matemática, pedi perguntas a outros professores)
domingo, outubro 07, 2007
Memórias... (?)
sexta-feira, setembro 21, 2007
Intervalo forçado
quarta-feira, setembro 19, 2007
terça-feira, setembro 04, 2007
Memórias do uso das TIC na sala de aula - II
Eu já aprendera a construir páginas web com o FrontPage e mais umas inclusões manuais no html, procuradas e achadas na net. Aprendera, com umas dicas de um amigo, criando uma página para o meu neto, que acabara de fazer cinco anos. Podia dizer que ainda nem passaram nove anos, mas é mais adequado dizer que já passaram quase nove anos, pois, neste campo, isso é imenso em termos de novos recursos e técnicas.
A minha escola ainda não tinha recebido aqueles sete computadores que ganhara num concurso mediante projecto, mas havia de um a três no Centro de Recursos (variação consoante avarias à espera de reparação), herdados de "velharias" de outra escola com mais sorte no apetrechamento devido a ser a sede do nosso centro de formação. Lancei numa minha turma de nono ano (a da minha direcção de turma) a proposta de construirmos uma página de Matemática da nossa escola, a ser alojada após aprovação do presidente simultaneamente do CE e CP (a escola ainda não tinha site).
Não tínhamos horário para lhes ensinar a parte técnica(*), eles participariam (após a parte inicial de sugestões para a estrutura, componentes e 'visual') nos conteúdos - procura de curiosidades relacionadas com a Matemática para uma das secções, de passsatempos matemáticos para outra secção, e de problemas um pouco do tipo quebra-cabeças de níveis de dificuldade apropriados respectivamente para 2º e 3º ciclo e destinados a um concurso mensal a que qualquer aluno poderia responder por mail desde que se identificasse, incluindo turma e escola (o prémio era apenas ver o seu nome na net, na lista dos vencedores do mês, mas os miúdos gostavam - nessa altura, a net ainda era novidade para a maior parte deles).
O nome da página - RacioMat - foi proposto por um deles entre outras propostas e escolhido quase por unanimidade em votação nessa turma e na minha outra.
Numa fase logo a seguir, constituiu-se um grupo de alunos voluntários que assumiram dinamizar a página. Mas ninguém na turma podia concorrer ao referido concurso, pois era condição para que fosse integrado um problema por eles trazido que todo o grupo soubesse previamente não só a resposta, como também explicá-la à restante turma (eles não se importavam de não poderem concorrer, sentiam-se todos co-autores da página).
Esse grupo empenhou-se nas suas responsabilidades até ao final do ano lectivo (em que partiram por terem terminado o 3º Ciclo). A página, que prosseguiu depois deles partirem, já está desactivada, mas guardo os ficheiros, pelo que posso deixar aqui a recordação desse grupo - recordação e saudades :)
Bem... agora viria o relato das decepções que eles teriam se eu não tivesse outra turma - só nesta havia concorrentes, mas ao menos o concurso funcionou com vencedores todos os meses, e até houve envio de uma ou duas curiosidades, por iniciativa de alunos da mesma. E não foi porque a página não estivesse divulgada, mas até na minha escola os colegas de disciplina se limitaram a manifestar contentamento porque "já temos uma página de Matemática", e depois, quanto aos alunos... ponto final. :(
Adenda
Acrescentei esta referência porque passou então a ser frequente alunos fraquitos acertarem e tornarem-se muito assíduos a concorrer, enquanto acontecia bons alunos errarem. E, no último ano em que funcionou, o primeiro dos três vencedores do ano (também havia esse apuramento) foi um dos meus alunos mais fraquitos, que teve um sorriso de orelha a orelha quando recebeu as palmas da turma.
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Adenda 2
A propósito da nota de rodapé (alusiva à construção de uma página pessoal por um dos alunos), lembrei-me de que o meu neto, agora também a iniciar o 9º ano, criou um blogue há uns meses atrás sem precisar de ajuda, pois agora basta seguir os passos indicados e ele surge quase automaticamente. Mas disse-me, passado pouco tempo, que o abandonara porque não sabia o que escrever nele. Decerto não dirão o mesmo os adolescentes e jovens que tenham passado por experiências tais como as conduzidas pela 3za - como se pode ver aqui e aqui -, ou pelo Pedro - referidas aqui e aqui.
domingo, setembro 02, 2007
Memórias do uso das TIC na sala de aula - I
Dispenso-me de citar autores que mais recentemente e com bem maior desenvolvimento colocam essa questão (colegas os têm citado na blogosfera), limitando-me a recordar a ideia essencial de um dos primeiros artigos que li sobre a mesma questão, ainda a minha escola não tinha quaisquer computadores a serem usados por professor com alunos. Perdi o artigo, também o nome do autor, mas a ideia não esqueci por ser uma das primeiras abordagens ao assunto que li. Alertava o autor para que "a introdução dos computadores na sala de aula" tanto poderia significar inovação, como poderia simplesmente perpetuar métodos tradicionais e estagnados introduzindo nestes apenas 'ambientes' e 'visuais' mais vistosos e modernos.
Ora, da parte do actual ME, vieram anúncios de investimentos (ou intenções de investimentos) na formação dos professores no âmbito das TIC. Claro que, antes de mais, os professores precisam de aprender a manejar as novas ferramentas. Mas isso, a meu ver, não basta. E, se é verdade que o professor reflecte, repensa, evolue e assume a sua formação contínua, também é verdade que tem direito a uma formação inicial e à existência de acções de formação posteriores que, no domínio das TIC, lhes abram perspectivas do uso das mesmas no sentido de elas contribuirem para maior e melhor alcance dos objectivos acima referidos. E, pelo que conheci das ditas acções de formação, já existentes, (conheci pouco diretamente, mas vi guiões e ouvi relatos), a maioria tem-se destinado a que os formandos aprendam a manejar programas e outros recursos de modo alheado a (ou independente de) perspectivas da sua aplicação no processo de ensino-aprendizagem de forma efectivamente inovadora - a aprendizagem 'técnica' já é alguma coisa, poupam muitas horas a deslindar por si, só com umas dicas de amigos, mas é pouco.
sábado, setembro 01, 2007
Blogue regressando de férias
Eu sei que se quiser um blogue não apenas para recanto comigo mesma, mas para alguma partilha, intervenção ou combate (ainda que de visualidade muito limitada), ele terá que ter uma postagem regular e frequente. Mas não penso nisso e decidi assumir de uma vez por todas este cantinho como de escrita espaçada, incluindo a retoma de uma ou outra memória de prof, sem compromisso comigo mesma sobre maior ou menor frequência - esta será a que acontecer, e pronto.
Já terei dito mais do que uma vez que a política de Maria de Lurdes Rodrigues e Compª me afastou de memórias de professora pouco depois de iniciar o blogue porque o clima provocado nas escolas tornou aquelas, a meu ver, pouco oportunas. Também, posteriormente, deixei de ter alunos, os quais sempre nos dão motivo para escrever 'memórias' não de ontem, mas de hoje. Mas não seria honesta se omitisse que, juntamente com as medidas da actual ministra, também me desmotivaram, no meu último ano de ensino, o conformismo, seguidismo ou extremo zelo de muitos professores e presidentes de ce, aumentando nomeadamente a burocracia que já de si algumas medidas comportavam, em vez de, com iniciativa, criatividade e ausência de excessivos medos, a simplificarem tanto quanto possível.
Em suma, este passará a ser um blogue assumido como de postagem espaçada - se se tornar ao menos semanal (após uns escritos de arranque agora), tanto melhor, já será uma boa meta para mim -, mas sem obrigações comigo mesma, ao sabor de motivação que me venha ou não venha.
terça-feira, agosto 21, 2007
The Power of Schmooze Award
«Este prémio é uma tentativa de reunir os blogs que são adeptos aos relacionamentos "inter-blogs" fazendo um esforço para ser parte de uma conversação e não apenas de um monólogo. Foi criado pelo Mike do Ordinary Folk."Regras:
1. Se, e somente SE, você receber o "Thinking Blogger Award" ou "The Power of Schmooze Award", escreva um post indicando 5 (cinco) blogs que tem esse perfil "schmoozed" ou que tenha te "acolhido" nesta filosofia. (se não entendeu, leia a explicação no parágrafo anterior de novo).
2. Acrescente um link para quem te indicou .
3. Opcional: Exiba orgulhosamente o "Thinking Blogger Award" ou o "The Power of Schmooze Award" com um link para este post que você escreveu."»
E, como sou (fui) professora dessas "coisas terríveis" lá das matemáticas, ia ficar-me muito mal confundir 5 com 5+5 (mas gostava mais de indicar 5+5), pelo que facilitei um nadinha a questão do reduzido número optando por um único critério: Blogues que eu gostaria que fizessem "parte de uma conversação" alargada a muitos mais professores (serão numericamente bastantes os que frequentam a blogosfera, mas a percentagem no total é ainda muito pequena) porque considero que são blogues que, cada um no seu estilo (todos diferentes), 'abanariam' acomodações, estagnações e/ou conformismos.
Aqui ficam as minhas cinco indicações:
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E agora volto a deixar o meu bloguezito repousar...
quarta-feira, julho 25, 2007
Boas férias!
sábado, julho 21, 2007
Para o fim de semana deixo...
(...)
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P.S.:
Já tinha entrado em fim de semana, mas o artigo de Carlos Ceia no Público de hoje (só acessível online a assinantes) relativo ao regime jurídico da habilitação profissional para a docência faz-me transcrever um excerto, no qual consta o endereço para documento mais completo do mesmo autor.
«(...)Já expliquei em longo documento técnico os vários problemas que o decreto-lei levanta (ver www.fcsh.unl.pt/docentes/cceia/Educacao/que_profs_formar.pdf). Este parecer, o do Conselho Nacional de Educação, e todos os que as universidades e politécnicos enviaram foram ignorados até à data. Este decreto-lei não tem uma filosofia, uma literatura, uma bibliografia ou uma ciência a apoiá-lo ou a justificar as suas opções, logo o debate parece ser inútil. Mas as consequências graves que transporta para o futuro da formação inicial de professores, hipotecando a qualidade da formação das próximas gerações e afastando-se de todas as tendências internacionais nesta área, obrigam-nos a continuar o protesto. (...)»
quinta-feira, julho 19, 2007
De como um(a) aposentado(a) também precisa de férias
[Não só não me falta em que me ocupar, como continuo com coisas pendentes, à espera de tempo. Aliás, é espantoso como aquela grande organização que o trabalho profissional exige para que se consiga que o tempo chegue para todas as prioridades da nossa vida faz que se encaixe tudo nas horas de cada dia ou semana e depois, quando deixa de haver horários e obrigações a cumprir (pelo menos em boa parte do tempo, pois continua a ter-se responsabilidades e obrigações - na vida elas não são só as profissionais), parece que cada dia não chega para quase nada.]
Mas, dizia eu, não consigo alhear-me especificamente das questões da educação, e pergunto-me porquê (ou para quê), dado que já não tenho que - nem posso - lidar com elas. Poder, até podia ainda escrever - não importava que fosse lida só por dois ou três, cada um dá o seu minúsculo grãozinho de contributo e, se todos dessem, já fazia um saco cheio. Mas, a verdade é que a experiência dos 'velhos' fica ultrapassada nestes tempos de mudanças vertiginosas e não faz muito sentido que os velhos continuem a ler-estudar tudo o que é necessário só para actualizarem a sua experiência quando já não a podem aplicar no terreno próprio.
E todo este palavreado só para dizer que também estou a precisar de umas férias - férias de observar todos os dias esta política (des)educativa em curso, escape desse clima de mediocridade e de obsessões a resvalarem para doença maníaca que sinto emanar dos gabinetes que decidem, regulamentam e despacham essa "política" quer nas suas linhas de fundo, quer em múltiplos pormenores absurdos, contraditórios e impositivos de uma burocracia insana. Não sei é se consigo fazer essas férias antes da semaninha em que vou mudar de ambiente, e sem net fico sem informação, que pela tv mal chego a ela - mas falta pouco, é já de hoje a oito dias, e depois, quando voltar, apesar do Agosto no calor de Lisboa, sempre respiro ar menos poluído durante mais um mês, pois estarão os senhores governantes em férias, e os senhores deputados também (mas certos silêncios destes últimos nem se vão notar - serão só uma continuação).
terça-feira, julho 17, 2007
Compartimentos
Como não vou descrever em público conversas particulares, deixo apenas um ou dois exemplos vagos e não situados:
1 - Se eu abordar a questão do novo regime jurídico da habilitação profissional para a docência no ensino não superior e, nomeadamente, a do professor generalista, já sei que é melhor preparar-me para ouvir alguma resposta no género de 'já é assim em muitos países da Europa'. E cá temos a ideia falaciosa instilada pela "política global" de que o que é é o que deve ser ou o que tem que ser.
2- E se eu for mais longe e lembrar a ideia (que ainda não é uma proposta, mas que já apareceu publicamente como hipótese a considerar) de fusão dos 1º e 2º ciclos do Ensino Básico num só, a resposta então é certa: "Isso não é possível, é claramente contra a Lei de Bases do Sistema Educativo". E cá fico eu com a sensação de que o meu interlocutor do ensino superior se anda a dar pouco conta do que, dizendo mais respeito ao ensino não superior, tem vingado com atropelos de direitos adquiridos e ambiguidades em termos constituicionais, ultrapassando-se rapidamente ilegalidades mediante revogação de decretos e aprovação de novos. (Alterações profundas a uma lei são mais difíceis? Ora! Vamos ver o (pouco) tempo que vão demorar alterações à Lei Sindical...)
Podia dar outros exemplos mais elucidativos dessa percepção de compartimentação das preocupações de professores de graus diferentes de ensino, mas já teria que descrever conversas tidas - não que elas tenham algo que não se possa contar (apenas significam que cada um está envolvido no seu 'terreno', e isso até é natural, ainda que, a meu ver, não deva bastar).
P.S.:
sábado, julho 14, 2007
Bom fim de semana!
(Clicando na imagem tranporta-nos melhor para ele)
Thomas Moran (1909)
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ADENDA
E, já agora, deixo um artigo do Público de hoje (clicar no excerto para leitura do texto integral).
«(...)
Sobre a ideia consequente apontada de falta de estruturas pessoais que definam os indivíduos para as metas da competitividade laboral, sobre esta obsessão pela máquina liberal, como professor, defino como minha prioridade absoluta a formação dos indivíduos como seres pensantes e capazes de actuar em sociedade, de se reconhecerem pessoal e humanamente (e daí também como seres capazes de se integrarem na organização social e profissional). A primeira linha da competitividade na formação dos jovens é o conhecimento nas suas mais diversas vertentes. Os padrões económicos são uma necessidade de sobrevivência, não uma necessidade de essência do ser humano. (...)»
Jorge Silva, professor
Braga
sexta-feira, julho 13, 2007
A minha estranha rejeição de escrever
De náusea, ou enjoo, já falei aqui. É uma náusea espantada, também um tédio que não consegue limitar-se a tédio porque a situação não me é indiferente - a escola foi parte da minha vida e o sistema educativo foi parte das lutas em que participei, não me é possível ficar agora indiferente. Mas tanto disparate, tanta estreiteza de vista na catadupa de medidas legislativas (agora mais uma série de regulamentações que mais uma vez nenhuma negociação concreta vão aceitar), tanta avaliação que não deixa tempo para mais nada (mais parecendo doença maníaca), tanta incapacidade para perceber que todo o clima de sufoco que é gerado nas escolas (sufoco em papelada/burocracia e sufoco sob múltiplas pressões externas) só contribuirá para as afundar esvaziando-as dos objectivos e preocupações essenciais... Está a ser demais!
Talvez eu ande com uma rejeição a escrever, apesar de tanta coisa que me vem à mente, para proteger as minhas memórias. No entanto, também sei que ando como uma balança a que falta um prato - tenho só o prato, e pesado, da actual política educativa, faltando-me o outro, o das aulas, o dos alunos. Falta-me porque não o posso ter não estando já na escola, falta-me também porque dos alunos não ouço falar - a não ser por números estatísticos - nas intervenções da ministra da educação e seus colaboradores (incluido-se nestes muitas vozes "sonantes" deste país), que nem pejo têm de fazer dos alunos cobaias.
Enfim, eu, que nunca fui pessoa para ficar calada (bem o sabem todos os que me conhecem de perto), ando cada vez mais a encarar com estranha recusa este cantinho onde tenho oportunidade de falar se quiser. Talvez porque, como já tenho dito, faço questão de persistir na esperança e, estando a ficar sem ela em termos de curto prazo, prefiro não mostrar o pessimismo (ou descrença) que começa a ser inevitável. Entretanto, estou a dizer isto porque tenho a acrescentar que acredito que este meu estado de espírito seria diferente se tivesse ainda o tal outro prato da balança que agora me falta - os alunos. Porque o trabalho com estes e para estes tem que continuar, é por isso que se escolheu a profissão de professor, e essa razão maior há-de prevalecer como motivação.
quarta-feira, julho 11, 2007
Resultados em Matemática - Acusar e pressionar professores não resultou
Não me pronunciei aqui sobre o grau de dificuldade da prova (ou grau de facilidade - como preferirem), mas comentei em mais do que um post publicado sobre o assunto noutros blogues que não estava tão certa como muitos acharam da facilidade dela para os nossos alunos, quer porque conheço o tipo de dificuldades que têm 'à primeira vista' de um teste (e, num exame, não pode haver quem os faça ler com uma 'segunda vista'), quer porque as notícias que tive na altura iam bastante no sentido de os alunos terem saído do exame considerando-o difícil. E, embora a prova não tivesse itens que ultrapassassem os conhecimentos e o nível de desempenho que é de exigir, a verdade é que a facilidade que parece haver aos olhos dos adultos não é confirmada pelos alunos que temos.
Mas, como comecei por dizer, não posso analisar as causas destes resultados - e não penso, de modo nenhum, que seja ao conteúdo da prova que elas se podem atribuir.
O que me parece óbvio (aliás, sempre me pareceu - não é apenas hoje que o digo) é que acusar professores, intimidá-los e pressioná-los para trabalharem para um exame treinando e treinando os alunos para ele não resulta. A educação matemática das nossas crianças está cada vez mais difícil (e, claro, os professores têm responsabilidade pelo facto, mas também a têm os ministérios da educação, as famílias e a sociedade em geral), mas não é a trabalhar com os olhos postos nas estatísticas a obter que alguma vez se irá longe numa verdadeira educação matemática (a qual, aliás, começa incutindo-se nas crianças o gosto por ela).
E, como a paciência me anda a faltar, fico por aqui.
sábado, julho 07, 2007
E para fim de semana deixo...
... deixo um quadro de Chagall (1887-1985), pois hoje seria seu aniversário - agradeço à Amélia Pais ter lembrado.
Marc Chagall (1974). L’Ange du Jugement.
Mas o que é isto??
Por agora, deixo dois destaques elucidativos:
E faço também as perguntas que faz a FENPROF:
«Surpreendente é que, apesar dos sucessivos ataques movidos pelo Governo aos Sindicatos, à liberdade de exercício da actividade sindical, às regras da negociação e, de uma forma geral, às mais elementares normas do Estado de Direito Democrático, se tenham deixado de ouvir os verdadeiros socialistas que é suposto existirem no Grupo Parlamentar do PS. Por onde andarão?! Por que continuam a assumir este insuportável silêncio?!»
sexta-feira, julho 06, 2007
Gerações...
«Houve quem dissesse um dia que as gerações dos homens são como as das folhas, passam umas e vêm outras.
Está na nossa mão o desmentir o significado pessimista desta frase.
Só figuram de folhas caídas, para uma geração, aquelas gerações anteriores cujo ideal de vida se concentrou egoisticamente em si e que não cuidaram de construir para o futuro, pela resolução, em bases largas, dos problemas que lhes estavam postos, numa elevada compreensão do seu significado humano.
Essa concentração egoísta tem um nome - traição, e, se hoje trairmos, será esse o nosso destino - ser arredados com o pé, como se arreda um montão de folhas mortas.
E não queiramos que amanhã tenham de praticar para connosco esse gesto, impiedoso mas justiceiro, exactamente o mesmo que hoje nos vemos obrigados a fazer para com aquilo que, do passado, é obstáculo no nosso caminho.»
quinta-feira, julho 05, 2007
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quarta-feira, julho 04, 2007
Excertos de uma Conferência* (1933). II - E aqui reside o grande drama
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E aqui reside o grande drama em que, de todos os tempos, se tem debatido a humanidade - condenada a só poder evolucionar e progredir sob a acção vivificadora e fecunda de alguns dos seus indivíduos, ela vê-se ao mesmo tempo impotente para impedir que esses indivíduos se tranformem em seus verdugos. Ela assiste, incapaz de o evitar, à criação das castas que são como outras tantas sanguessugas sobre o seu corpo, sem, ao menos, lhe restar a solução de as eliminar, porque isso equivaleria à sua morte no pântano estéril da incapacidade.
Encarada sob este ângulo, a História da Humanidade aparece-nos como uma gigantesca luta, gigantesca no espaço e no tempo, entre o indivídual e o colectivo. Luta gigantesca, e trágica, e sangrenta, em que transparece um domínio quase permanente do individual sobre o colectivo e, de longe em longe, um estremecimento do grande corpo mortificado, um movimento de revolta, um triunfo efémero do colectivo, que logo cai sob outro ou o mesmo jogo pela sua incapacidade de se reconhecer e dirigir.
E esse grande corpo, curvado ao peso dos seus donos, segue o seu caminho sem parar, cai aqui, levanta-se além e aspira, aspira sempre a qualquer coisa de melhor. Mas esse «qualquer coisa» é vago e impreciso e, por isso mesmo que o é, leva a todos os desvios e todos os erros, pressurosamente amparados e com cuidado mantidos, precisamente por aqueles - o princípio individual em acção - a quem uma consciência colectiva forte ameaçaria no seu poderio egoísta.
(...)
A vitória duma ideia revolucionária significa, na época em que se dá, um acontecimento momentaneamente estável, mais perfeito que o anterior, entre as forças em presença; significa que se deu um novo passo no sentido de subtrair o colectivo à tirania do individual; sentem-no bem as massas, que, nessas épocas de comoção dos fundamentos da sociedade, se lançam, num explosão de entusiasmo, ao assalto do corpo decrépito e parasitário que sobre elas vive.
Mas a sua falta de preparação cultural, o não reconhecimento de si mesmas como um vasto organismo vivo e uno, torna-as incapazes de levar a sua obra mais além da destruição do passado; impossibilita-as de proceder à construção da ordem nova que a sua revolta preparou.
(...)
Passa algum tempo e começa nova diferenciação - os interesses egoístas dos dirigentes sobrepõem-se aos interesses gerais, são novos elementos individuais que começam a exercer opressão sobre a colectividade (...)
Tudo recomeça, disse acima, mas seria vão pretender-se que recomeça exactamente nas mesmas bases. Não; da etapa anterior, alguma coisa, às vezes muito, ficou definitivamente adquirido.
(...)»
(Escolho esse último parágrafo para terminar este post com um pensamento de algum conforto. Haverá um terceiro post com excertos da parte final da mesma conferência.)
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* Bento de Jesus Caraça. A Cultura Integral do Indivíduo-Problema Central do Nosso Tempo. Conferência proferida em 1933.
In Cultura e Emancipação (seguir link)
terça-feira, julho 03, 2007
Destaque
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domingo, julho 01, 2007
Excertos de uma Conferência (1933). I - As ilusões nunca são perdidas
Selecção difícil...

A Maria Lisboa nomeou-me e já lhe agradeci. Não acho nada que este cantinho mereça tal voto, mas tomo-o como um carinho.
Para verem a origem desta ideia e o respectivo regulamento, cliquem na imagem.
É difícil escolher, entre muitas maravilhas, um número tão reduzido - mesmo para mim que alargo pouco as minhas visitas na blogosfera por condicionamentos de tempo. Mas não quero deixar de corresponder ao desafio, pelo que aqui vão as minhas nomeações, por ordem alfabética.
Da crítica da Educação à Educação Crítica
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** O difícil não foi nomear, mas sim deixar alguns mais por nomear - nesta iniciativa há um regulamento, as nomeações são para enviar por mail, tive que cumprir. Mas deixo aqui ao menos a referência a mais cinco das minhas maravilhas, assim faz a dúzia, que é conta mais a meu gosto (e ainda mais seria se fosse para as duas dúzias, uma nem sequer vai dar para referir as maravilhas todas que são minhas companhias no Aragem). Também por ordem alfabética: Madalena, Marina, Miguel, Tit, Tsiwari.














