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segunda-feira, junho 11, 2012

catastroika

"Todas as experiências feitas com a privatização e desregulamentação falharam mesmo em economias das mais poderosas do planeta. Os maiores falhanços prenderam-se com infra-estruturas como caminhos de ferro, água e redes eléctricas."


A MAIORIA DOS PORTUGUESES CONHECE, NO ESSENCIAL, O QUE ESPERA COM A IDEOLOGIA EM QUE VITOR GASPAR CRÊ CEGAMENTE E... CONSENTE!

Os filhos não perdoarão a apatia dos pais.

http://youtu.be/Qam7h1jMIwI

segunda-feira, maio 07, 2012

F. Hollande... uma esperança

Não sei o que conseguirá, mas estou feliz porque estou convicta de que se inicia uma importante mudança, benéfica para o nosso país, para a própria França e para a Europa.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Imprescindível: A verdade histórica da crise.

A História que é indispensável conhecer, desde décadas do século passado até à actual crise. Muito sinteticamente, eu chamar-lhe-ia a "História da ganância e da corrupção na 'indústria' financeira".

Tinha colocado o vídeo, mas foi retitado do YouTube. Entretanto, um amigo enviou-me outro kink.

Duração de hora e meia...Vale a pena aproveitar um serão de fim de semana (ou destas férias no caso dos professores) para ver o vídeo. Legendado em Português.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Mas o nosso governo "ama" essa senhora...

«(...) Embora ainda há pouco tempo contássemos, para citar o poeta alemão Hölderlin, que "onde há perigo, cresce também a salvação", está agora a aparecer no horizonte uma contrarrealidade nova: onde há salvação, cresce também o perigo. De imediato, insinuou-se na cabeça das pessoas uma questão nervosa: as medidas tomadas para salvar o euro estarão a acabar com a democracia europeia? Será que a UE "resgatada" está a deixar de ser uma União Europeia, tal como a conhecemos, e a tornar-se um IE, um Império Europeu com selo alemão? Esta crise interminável estará a parir um monstro político? (destaque meu)
Não há muito, era comum falar-se em termos depreciativos sobre a dissonância dentro da União Europeia. Agora, de repente, a Europa tem um único telefone: toca em Berlim e, de momento, pertence a Angela Merkel.(...)»

Ulrich Beck (sociólogo alemão) in The Guardian, 1Dez2011

domingo, outubro 23, 2011

Já basta de tantas palavras!

Os economistas, que deveriam ter conhecimento e lucidez, não se entendem (ou não querem entender-se). E os opinadores para todos os gostos fazem um barulho ensurdecedor.
O povo português é atordoado pelas chantagens das ditas inevitabilidades e pelas estratégias do medo, restando-lhe difíceis intuições e a pergunta: será que o destino do país está entregue a governantes competentes, ou não são estes mais do que irresponsáveis atrevidos que quiseram governar sem estudo e sem abertura à ponderação de propostas alternativas a medidas que tomem para além do compromisso com a dita troika?

Sinceramente, já só sou capaz de escrever o que agora escrevi no topo deste blogue.

(Quanto à Europa, esse é também um problema aflitivo e primordial. Contudo, vamos tendo um governo empenhado em ser mais papista do que a papista-troika)

terça-feira, outubro 04, 2011

Respondendo à crítica de um amigo

Tenho um grande amigo, que não é autor de blogue, que me critica por agora escrever muito pouco, por agora denunciar muito pouco...
Talvez tenha alguma razão, dado que escrevi muito no tempo de MLR e rebati muito a sua política educativa apoiada por José Sócrates. Mas, nessa altura, este meu cantinho centrava-se essencialmente nas questões da Educação. Ora, acontece que, no actual momento, por mais que me preocupe o rumo da Educação, o meu pensamento, as minhas preocupações, os meus desgostos e as minhas revoltas não conseguem isolar um pouco a política educativa porque a global é (para mim) demasiado triste,  preocupante, revoltante e destituída de qualquer boa perspectiva.
A minha esperança (que nunca perco) passou para longo prazo.
Há, sim, alternativa ao actual rumo (e esse é o meu grito, que não preciso de repetir pois permanece bem "audível" aí no topo do meu blogue).  Mas não basta haver alternativa: É precisa uma lucidez generalizada, que não existe; é precisa uma tomada de consciência muito ampla, que gere aquela Liberdade que Marx definia como "a consciência da necerssidade"; é preciso que o povo português deixe de ser matraqueado por comentadores que o alienam ou lhe instalam o medo a fim de que permaneça dócil perante os verdadeiros objectivos do neoliberalismo exacerbado; é preciso, muito provavelmente, que também os outros povos da Europa gritem em uníssono um enorme NÃO aos senhores que comandam, nomeadamente os povos que até deram o poder aos mais soturnos líderes (como também cá, com a diferença que os líderes de cá  nada mandam, apenas são subservientes, com gosto e crença).

O que tenho respondido ao meu amigo? Tenho respondido que a minha escrita não tem visibilidade, pelo que não faz sentido andar a repetir mais do mesmo. Não que não seja preciso que as vozes imprescindíveis, as que conseguem ter alguma audição,  não se cansem de repetir mais do mesmo enquanto for sempre mais do mesmo (e sempre a somar) os actos governamentais a denunciar. Quanto à minha quase invisível pessoa, quem por aqui passar que ouça o meu grito aí acima. E, se quiser saber o que penso, o que denuncio nos últimos tempos de poucos escritos (poucos, saliento, não só no tempo mais recente de novo governo ), pois tem as "etiquetas" aí ao lado, é só clicar nas de "política" que logo fica disponível o meu pensamento.

ACORDAI! 

segunda-feira, junho 06, 2011

Imensa tristeza. Mas luto, não!

É fácil iludir um povo assustado quando se faz uma campanha em que são omitidas-escondidas as medidas concretas que vão ter que ser tomadas e, ainda mais, as outras para além das impostas externamente. E são feitas promessas de intenções em abstrato para bem do povo, salientando o povo mais desfavorecido, quando, na realidade, se é por profunda convicção a favor do neoliberalismo extremado, ainda que não convenha dizê-lo.
Como se pudessem renunciar à proteção dos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros, cujo apoio é o seu sustentáculo na posse do poder da governação.
Como se fossem capazes ou estivessem dispostos a, por exemplo, compensar o  abaixamento da Taxa  Social Única, imposto no acordo que assinaram, mediante taxação dos escandalosos lucros não taxados, contra o sustentáculo referido acima, evitando assim que seja o povo a compensar, evitando assim mais fome e miséria.

Imensa tristeza por ver o cravo de Abril em perigo de murchar. Mas luto, não, porque o povo pode ter sido iludido, mas o povo português não quer que esse cravo de Abril murche para sempre, e saberá regá-lo pela tomada de consciência que conduz ao NÃO, que conduz à luta que for necessária.

Há sempre os homens e mulheres que lutam... Aqui... na Europa... no Mundo...

Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis
.
B. Brecht
 
É preciso saber esperar, sim. Mesmo que a mudança qualitativa aconteça sem que os que lutam toda a vida cheguem a vê-la - mas vêem e vivem os filhos ou netos. E agora a História até "anda" mais depressa.

Para os que não se acomodem: Jamais percam a ESPERANÇA!

terça-feira, maio 17, 2011

Beco...

Beco sem saída.
Beco sem saída?

(...)
Levanta-te meu Povo. Não é tarde.
Agora é que o mar canta  é que o sol arde
pois quando o povo acorda é sempre cedo.

(Do Soneto do Trabalho, de Ary dos Santos)

sexta-feira, abril 08, 2011

Se deixares este vídeo por ver, perdes a oportunidade de melhor conheceres a estratégia que cilindra povos, que cilindra um povo, que pode cilindrar-te a ti

Precisas de disponibilizar 1h 17m... podes prescindir de ver um jogo de futebol ou de uma ida a um qualquer cinema...

Noami Klein (2009) - breves excertos:

Um período de crise como a que vivemos neste momento é um bom momento para pensar na história, pensar nas continuidades históricas, pensar nas raízes. É um bom momento para nos situarmos na mais longa história da luta humana. (início)
(...........................................................................................)
Esta crise está entendida por quase todo o mundo como resultado directo desta particular ideologia que crê na desregulação e na privatização. Algo para recordar neste momento, quando há tanta coisa em jogo.
O que dá mais esperança na crise económica é que esta tática está-se a cansar, porque o elemento surpresa já não existe. Estamos a tornar-nos resistentes ao choque. A doutrina do choque como estratégia depende do nosso desconhecimento acerca dela para que possa ter êxito.(...)
Apesar da retórica populista acerca de agarrar os peixes gordos para proteger os débeis e salvar a economia real, estamos a assistir a uma transferência de riqueza  de tamanho incomensurável. Trata-se de uma transferência de riqueza desde mãos públicas, desde as mãos do(s) governo(s), recolhida da gente comum, através de impostos, para as mãos dos indivíduos e empresas mais ricos do mundo. Não necessito dizer que são as mesmas pessoas e empresas que criaram esta crise. (...)
(A história) ensina-nos que se queremos resposta a esta crise económica que nos conduza a um mundo que seja mais saudável, que seja mais justo, que seja mais pacífico, vamos ter que sair à rua e obrigá-los a serem eles a fazê-lo.


sábado, março 12, 2011

Porque será que ninguém fala disto?

Quand l’Islande réinvente la démocratie


segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Cuidado, que andam a empurrar o País para o mais visceral neoliberalismo!

Até há pouco tempo, não me imaginaria a escrever o que vou mesmo escrever. Mas começo por esclarecer duas coisas:
1. Tenho o mesmo direito de expressar o que ando pensando que têm todos os que pensem o contrário - direito que respeito e defendo para todos.
2. Nunca gostei, nem gosto de José Sócrates (como político/governante), nem nunca votei no Partido Socialista - nem penso votar, pois mesmo 'voto útil' para mim não é esse - porque meteu na gaveta bastantes dos princípios (ou ideais, ou utopias, se assim lhes quiserem chamar) que tenciono manter até morrer, dado que o mundo continuará, mesmo que a mudança para a justiça e o humanismo seja longínqua - ficarão cá por mim os netos, depois os bisnetos, e os bisnetos dos bisnetos...

O ódio cega. E a comunicação social nada nos diz de verdades (seleciona meias verdades, omite verdades que no momento não são (ou já não são) convenientes, ajusta-se às suas conveniências futuras mais previsíveis; comentadores e mais comentadores... são ardilosos; e, pior que tudo, nunca como agora o poder político foi tão inexistente, não só cá mas por toda a União Europeia (para falar só desta), nunca como agora foi tão impotente perante o verdadeiro poder que está governando o mundo (sempre esteve, mas hoje muito mais ainda) nos meandros subterrâneos e tentaculares dos interesses económicos gananciosos e indiferentes ao mundo do futuro dos próprios netos ou bisnetos.
De repente, desde há não muito tempo, fiquei mais do que assustada, quase que diria aterrorizada. Não por causa da dita "crise". Porque, como já disse, o ódio cega, e são ardilosas as campanhas veladas para fomentar ódio no povo português (o povo, mesmo povo, em que não é genuino esse sentimento), bem como para manter e alimentar, alimentar, alimentar ódios individuais e ódios de corporações (sim, corporações, chamemos as coisas pelos seus nomes). E até a classe política à esquerda do PS parece ter ficado cega!!

Jamais me imaginei a escrever o que vou continuar a escrever, nem há uns tempos acreditaria que alguma vez o fizesse, pois não gosto do PS, muito menos de Sócrates. Mas, desde que o líder do único partido que, sozinho ou de braço dado com seu apêndice, realisticamente poderá ser alternativa de governo, desde que esse líder, dizia, se revela sem grande pudor ideologicamente bem enraizado no mais acérrimo neoliberalismo, as tendências do pé direito de Sócrates para escorregar para esse lado (que tanto foram salientadas criticamente nesta blogosfera, inclusive por mim própria) não têm comparação - perante um perigo que não é mortal e um perigo de morte, hoje não hesito em dizer que o ódio cegou os que não querem a morte, e pode ser inculcado (ou já está a ser) no povo português que não quer essa morte de que falo. Falo da morte do Estado Social (o possível neste momento, mas acho que ninguém vai chegar ao extremo de acusar o PS, ou mesmo Sócrates, de também o querer abater); falo da morte da Escola Pública, que, é verdade, está doente e Sócrates bem contribuiu cretinamente para a doença (pelo menos por consentimento), mas não pretendeu assassiná-la; e falo até da morte ou da profunda mutilação do bem mais precioso que temos como garante do Abril que tivemos e que é a nossa Constituição - revista, com algumas alterações provavelmente adequadas, mas sempre garantia das nossas esperanças, ainda que com alguns desrespeitos (é verdade) dos governos de Sócrates, todavia com a condescendência de quem tem o supremo dever de garantir o seu respeito.
Não, não gosto de Sócrates. Sim, considero que cometeu bastantes erros graves e que se preocupa demais com as suas propagandas e de menos com o país. Mas não vou ao ponto de cegar, e pergunto-me como é que a própria esquerda parlamentar parece ter cegado, parece não ver os perigos de morte acima dos perigos da ala direita mais a ala silenciosa do Partido Socialista, perigos que, apesar de tudo, comparativamente, se tornam perigositos.
 Até porque ninguém na comunicação social lembra ao povo português que Sócrates não fez só disparates. É preciso ir fora do país para se ser lembrado de que também fez coisas bem prestigiadas no exterior e até apontadas como exemplos a seguir por entidades insuspeitas, como me dizia hoje um amigo.
Não, nunca me passara pela cabeça até há pouco tempo vir chamar a atenção, como quem defende o nosso actual Governo,  para que, se entre todos  os governos presentemente tão manietados como o nosso, vários não gostam do jugo,  o nosso também não, apesar de tudo. Enquanto que o líder da alternativa não sentirá como jugo aquilo de que visceralmente gosta e que defenderá e praticará tanto quanto lhe dêem oportunidade para isso.

Bolas, até a classe política à  esquerda do PS cegou?!
Sinto-me quase aterrorizada, e apetece-me gritar a pergunta a todos os ventos. Mas só me restam os ouvidos das paredes deste meu cantinho.
 Não tenho poder para gritar um alerta. Mas sim, estou sim a escrever o que ainda há um ou dois meses não acreditaria vir a escrever. Sim, estou sim a desejar que, entre as duas alternativas realisticamente possíveis, ganhe as eleições legislativas, sejam lá quando forem, este  PS que até detesto - detesto, mas não perco a lucidez. Sim, estou sim a temer que a percam, por ódios ou ressentimentos, os que, como eu, afinal também temem uma possível maioria absoluta de um acérrimo neoliberalismo à solta.
Disse.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Quando os problemas do presente fazem esquecer os problemas do futuro

Vivimos una situación de auténtica emergencia planetaria, marcada por toda una serie de graves problemas estrechamente relacionados: contaminación y degradación de los ecosistemas, cambio climático, agotamiento de recursos, crecimiento incontrolado de la población mundial, desequilibrios insostenibles, conflictos destructivos, pérdida de diversidad biológica y cultural... Es una situación que aparece asociada a comportamientos individuales y colectivos orientados a la búsqueda de beneficios particulares y a corto plazo, sin atender a sus consecuencias para los demás o para las futuras generaciones. (...)

Es este un reto que exige la incorporación de la educación para la sostenibilidad en el currículo de los diferentes niveles educativos y en la formación del profesorado
(...)