"Acho que ando a precisar de recuperar a ponta da meada e depois seguir devagar um só fio condutor" - escrevia eu há poucos dias. E...
" Do que ando a precisar é simplesmente rever e repor as minhas prioridades nas 24 horas de cada um dos 7 dias da semana" - escrevia eu também uns dias antes desse. Mas há tarefas e compromissos do dia a dia que também são prioritárias, e o dia, os dias, as semanas passam a correr, mudar de ambiente mental requer programar coisas diferentes que caibam no tempo dos dias, e lá vêm os mil pretextos: hoje estou cansada, está tanto frio, não combinei a tempo, não me sobrou tempo...
Entretanto, a verdade é que, para recomeçar pela ponta da meada do pensamento a fim de seguir um só fio condutor, preciso de primeiro esvaziar a mente do emaranhado de fios. E, esvaziar a mente deles é levá-la para ambientes onde se encha da visão de uma paisagem, da melodia de uma orquestra a tocar uma das peças que a genialidade nos legou, enfim, ambientes de magia e diferentes das rotinas.
Dizemos que o tempo parece que cada vez passa mais a correr... sobre isso, entre os PPs que me chegam à caixa do mail, encontrei um com uma ideia engraçada. Resumindo a ideia: Parece que o tempo acelera quando ficamos mais velhos e que os natais chegam cada vez mais rapidamente porque, quando se começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida; conforme envelhecemos, começam a repetir-se as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios...enfim, as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que o dia pareça ter sido longo e cheio de novidades) vão diminuindo.
Chamei ideia engraçada, porque não sei se isso de a mente apagar as experiências repetidas terá alguma base científica [riso]. Mas, que a quebra de rotinas (rotinas que não têm que ter sentido pejorativo, podemos fazer todos os dias as mesmas tarefas sem as fazermos rotineiramente) fazendo coisas diferentes que nos entusiasmem ou encantem é de facto viver mais no mesmo tempo, isso é.
Em conclusão, posso matar dois coelhos numa só cajadada, como se costuma dizer: esvaziar a mente dos emaranhados mediante pequenas fugas para ambientes diferentes e ... viver mais! Afinal as pequenas preguiças, como ficar no quentinho da casa com o pretexto de que está frio ou a chover, também são preguiça de viver mais? (Até parece que não sabia já isso, mas a gente vai inventando que não sabe).
O melhor é aproveitar o momento de pico de consciência para desejar um resto de semana de bom trabalho e um bom fim de semana, não vá eu reprogamar já o resto da semana até domingo...
(Será?... Ou só blá blá blá?)