Mostrar mensagens com a etiqueta eu e meus novelos emaranhados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eu e meus novelos emaranhados. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, setembro 18, 2006

Até...

(Já ia publicar este post quando os dedos se viraram para a escrita do "ponto prévio" abaixo)

Tenho coisas desorganizadas, inclusive a cabeça. Destinei quase dois meses a esvaziá-la, mas uma daquelas minhas meadas enredadas já está a querer entrar! Ná... não vou deixar...

[Onde é que eu já vi esta imagem?? Ahh... foi aqui neste mesmo cantinho, há uns meses! ;)]

Tenho, portanto, coisas a organizar, incluindo a cabeça. Tenho mesmo que dizer outra vez: até... Bem, é melhor não precisar, só sei que volto. ;)

Boa semana de trabalho para todos!

quarta-feira, maio 03, 2006

Não me apetece falar de escola...

... mas de que vou então falar neste cantinho de prof?

As aulas estão a funcionar bem (!!!). Manda a superstição popular que bata com os nós dos dedos aqui na madeira da mesa dizendo Diabo seja surdo, cego e mudo, não vá o diabo ouvir e amanhã ou depois eu levar outra vez as mãos à cabeça no fim da aula com alguma das minhas turmas...
Vão acontecendo episódios, uns gostosos, outros que dão para (re)interrogar , mas não é sensato fazer relatos indvidualizados do presente num espaço público, ainda que sejam favoráveis aos visados, que, mesmo sem nome, se identificam.
E, saindo da sala de aula para a escola em si (a minha e a geral), dela(s) não me apetece falar. Foi uma grande parte do ano lectivo aquela em o tema estava na cabeça e nos dedos, primeiro a comentar de impulso, depois a achar necessário aguardar para uma análise mais objectiva, lúcida e equilibrada da acção do ME e de tudo o que, directa ou indirectamente dela decorreu, depois ainda a deparar com meadas emaranhadas na cabeça e a agarrar pontas de novelos para tentar pensar direitinho, até que o terreno escola-sistema educativo me ficou irrespirável - necessidade de algodões nos ouvidos e óculos bem escuros, e, se calhar, dever passar a usar adesivo na boca para a fala não levantar pó. E, neste terreno actual, pôr memórias não faz, de momento, sentido, é perfeita inutilidade, ou é como falar de extraterrestres.
Se o Miguel Pinto não relança umas tertúlias, ainda fico muda.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Eu e o meu novelo

Continuo a precisar de pegar numa ponta da meada e depois seguir devagar, isto é, preciso de reflectir antes de voltar a escrever (opinar) sobre o estado do sistema educativo. Mas constato que a minha reorganização do tempo deu em desorganização, ou então, o que acontece simplesmente é que ando sem tempo para parar um pouco. Pensar... isso o pensamento não pára, mas o que precisava era de pensar devagarinho para não me precipitar - já nem falo de ir procurar documentos para tornar mais presente na memória a sequência de certas reformas, reformazinhas e medidas avulsas (mas nada insignificantes) nas recentes décadas de "prioridades" para a educação-ensino.

Sobre a próxima revisão do nosso ECD, as minhas apreensões começam nas motivações da Srª Ministra para a fazer, mas como se deve dar o benefício da dúvida mesmo quando o que parece... até parece mesmo, estou a conter os meus dedos nas teclas, indo soltando-os apenas em comentários avulsos noutros blogues, sobre este ou outros temas.
Mas sugiro vivamente a participação no debate que o Miguel Pinto lançou aqui.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Porque parece o tempo passar cada vez mais depressa? ;)

"Acho que ando a precisar de recuperar a ponta da meada e depois seguir devagar um só fio condutor" - escrevia eu há poucos dias. E...
" Do que ando a precisar é simplesmente rever e repor as minhas prioridades nas 24 horas de cada um dos 7 dias da semana" - escrevia eu também uns dias antes desse. Mas há tarefas e compromissos do dia a dia que também são prioritárias, e o dia, os dias, as semanas passam a correr, mudar de ambiente mental requer programar coisas diferentes que caibam no tempo dos dias, e lá vêm os mil pretextos: hoje estou cansada, está tanto frio, não combinei a tempo, não me sobrou tempo...
Entretanto, a verdade é que, para recomeçar pela ponta da meada do pensamento a fim de seguir um só fio condutor, preciso de primeiro esvaziar a mente do emaranhado de fios. E, esvaziar a mente deles é levá-la para ambientes onde se encha da visão de uma paisagem, da melodia de uma orquestra a tocar uma das peças que a genialidade nos legou, enfim, ambientes de magia e diferentes das rotinas.
Dizemos que o tempo parece que cada vez passa mais a correr... sobre isso, entre os PPs que me chegam à caixa do mail, encontrei um com uma ideia engraçada. Resumindo a ideia: Parece que o tempo acelera quando ficamos mais velhos e que os natais chegam cada vez mais rapidamente porque, quando se começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida; conforme envelhecemos, começam a repetir-se as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios...enfim, as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que o dia pareça ter sido longo e cheio de novidades) vão diminuindo.
Chamei ideia engraçada, porque não sei se isso de a mente apagar as experiências repetidas terá alguma base científica [riso]. Mas, que a quebra de rotinas (rotinas que não têm que ter sentido pejorativo, podemos fazer todos os dias as mesmas tarefas sem as fazermos rotineiramente) fazendo coisas diferentes que nos entusiasmem ou encantem é de facto viver mais no mesmo tempo, isso é.
Em conclusão, posso matar dois coelhos numa só cajadada, como se costuma dizer: esvaziar a mente dos emaranhados mediante pequenas fugas para ambientes diferentes e ... viver mais! Afinal as pequenas preguiças, como ficar no quentinho da casa com o pretexto de que está frio ou a chover, também são preguiça de viver mais? (Até parece que não sabia já isso, mas a gente vai inventando que não sabe).
O melhor é aproveitar o momento de pico de consciência para desejar um resto de semana de bom trabalho e um bom fim de semana, não vá eu reprogamar já o resto da semana até domingo...
(Será?... Ou só blá blá blá?)

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Fios emaranhados

L. W. Hal, Child with Yarn

Depois de pensar em teias (e outras teias diferentes), é tempo de me deter numa sensação que de vez em quando me vem - a de um emaranhado de fios dentro da minha cabeça. Demasiados pensamentos a cruzarem-se, de vez em quando também pensamentos vindos lá de fora, daqueles que batem na cabeça e me lembram que é previdente comprar um capacete protector.
O exterior, o real, é complexo e contraditório, uma filosofia sobre a vida (creio que qualquer uma) fica com buracos e uma pessoa tem que andar frequentemente a coser a sua.
E os pensamentos que se cruzam às tantas emaranham-se, e puxa-se um que serena, e vem outro que nos zanga, e num dia escreve-se porque a mente está cheia do que nos encanta, e no outro já se escreve porque ao longe se vislumbram corujas e abutres e ao perto cabeças curvadas. Entretanto, este oscilar do estado de espírito desagrada-me, acho que ando a precisar de recuperar a ponta da meada e depois seguir devagar um só fio condutor - um só, o mesmo sempre, ainda que com nós para desatar.
Difícil!
Se calhar é mesmo preciso pegar em fios contraditórios e empreender atá-los para perceber a unidade daquela pessoa que estranhamos ter um a sair de cada orelha em direcções divergentes, para percebermos o ponto de coerência do real cheio de fios a apontar para horizontes opostos, um com o sol a nascer, outro com a noite a escondê-lo, outro..., outro... e mais outro... a atrapalharem a percepção do sentido em que o novelo deles todos se desenrola.