Mostrar mensagens com a etiqueta lutas e opções. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lutas e opções. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, janeiro 21, 2014

sexta-feira, julho 13, 2012

"Primeiro levaram...... Não era nada comigo"

Vieram 120 mil... Todos eram atingidos, vieram quase todos.

Agora levam milhares...  _mas não sou contratado, não é nada comigo
Agora outros milhares apanham com uma coisa que se chama "horário zero"..._' mas não acredito que me possam despedir  ("depois lavaram-me a mim, mas já era tarde")

Aquela avaliação atingia todos. Vieram quase todos (muitos  pelos moldes dessa avaliação, alguns porque, secretamente, não  queriam avaliação nenhuma)

Tu, que agora preferiste não ter o incómodo de vir, não te moves por solidariedade, mas... também não te moves pelo descalabro da Educação que recai sobre os teus alunos?  Não te moves por causa dos mega agrupamentos e das mega turmas?  Nem pelas razões que levam milhares de colegas teus ao desemprego? Não são precisos??!!  A dita "reforma curricular", que dispensa a formação integral das crianças e adolescentes (e, por isso, dispensa hoje milhares de colegas teus) não te preocupa e revolta?

quarta-feira, novembro 30, 2011

Nas mãos dos professores - provocações à reflexão I

Nota prévia
Os professores estão tristes, como triste está o país. Mas a força do ser humano reside em não desistir. E as nossas crianças e adolescentes precisam de quem não desista deles.
Derrotismo e individualismo abafam a consciência do poder que têm os professores em união e colaboração. Tal como boas medidas políticas para a Educação nenhum efeito teriam sem os professores, também as medidas que desprezam as crianças e jovens sem possibilidade de prescindir da Escola Pública não têm, por si, o poder de impedir o papel do professor e a sua relação com os alunos na sala de aula.
Como  todos os que trabalham, os professores sofrem o roubo prepotente de direitos remuneratórios e o agravamento das condições de exercício da profissão. Mas há duas maneiras de enfrentar as dificuldades. Uma é cada um fechar-se em si mesmo numa rotina entediante dos dias feitos dos gestos obrigatórios; outra é não abdicar da ação que dá sentido à vida e à esperança.
Mais que nunca, os professores que não desistem dos seus alunos são, para as crianças e adolescentes, os imprescindíveis. 

Provocações à reflexão - I

segunda-feira, junho 06, 2011

Imensa tristeza. Mas luto, não!

É fácil iludir um povo assustado quando se faz uma campanha em que são omitidas-escondidas as medidas concretas que vão ter que ser tomadas e, ainda mais, as outras para além das impostas externamente. E são feitas promessas de intenções em abstrato para bem do povo, salientando o povo mais desfavorecido, quando, na realidade, se é por profunda convicção a favor do neoliberalismo extremado, ainda que não convenha dizê-lo.
Como se pudessem renunciar à proteção dos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros, cujo apoio é o seu sustentáculo na posse do poder da governação.
Como se fossem capazes ou estivessem dispostos a, por exemplo, compensar o  abaixamento da Taxa  Social Única, imposto no acordo que assinaram, mediante taxação dos escandalosos lucros não taxados, contra o sustentáculo referido acima, evitando assim que seja o povo a compensar, evitando assim mais fome e miséria.

Imensa tristeza por ver o cravo de Abril em perigo de murchar. Mas luto, não, porque o povo pode ter sido iludido, mas o povo português não quer que esse cravo de Abril murche para sempre, e saberá regá-lo pela tomada de consciência que conduz ao NÃO, que conduz à luta que for necessária.

Há sempre os homens e mulheres que lutam... Aqui... na Europa... no Mundo...

Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis
.
B. Brecht
 
É preciso saber esperar, sim. Mesmo que a mudança qualitativa aconteça sem que os que lutam toda a vida cheguem a vê-la - mas vêem e vivem os filhos ou netos. E agora a História até "anda" mais depressa.

Para os que não se acomodem: Jamais percam a ESPERANÇA!

domingo, abril 24, 2011

25 de Abril... ACORDAI!

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz




________________
Poema: José Gomes Ferreira (musicado por F. Lopes Graça) Acordai - excerto
Citações: 1. De Grândola Vila Morena; 2. De Ary dos Santos, As portas que Abril abriu

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Como já não posso estar solidária pela acção...

... apelo  à solidariedade de todos os que estão no activo. Não digam "isto não é comigo", pois, além de não poderem prever o que virá a ser "consigo", pelo menos é com a Educação na Escola Pública.


segunda-feira, junho 25, 2007

Uma opção que admirei

Neste ano lectivo que agora finda, aposentada, o meu contacto com as coisas da escola confinou-se muito à blogosfera. Mas nela, incluindo divulgação e links para iniciativas, li muita coisa que vai fazendo manter a esperança na acção educativa. O meu post anterior reflecte o tal olhar que não gosto de ter reparando na garrafa meia vazia, mas, na realidade, também não faltam recheios para uma semana do "dizer bem".

E, embora não seja muito o meu género personalizar o que admiro, vou fazer uma referência especial à decisão da
3za (por acaso do meu grupo disciplinar) cujo amor, entusiasmo e dedicação pelo ensino e pelos alunos se sente em cada post que publica. A decisão que refiro foi a de não concorrer a titular, e as razões para tal encontram-se em vários dos seus posts, nomeadamente aqui e aqui. (Desculpa, Teresa, se achares que esses dois posts não são os mais significativos - eu achei que dizem tudo...)
Não interessa se eu me interrogo se não seria possível, em vez dessa decisão sem efeito nas actuais normas e apenas prejudicando pessoalmente, lutar depois, quando titular, pelo direito a continuar a trabalhar principalmente com os alunos. Também não interessa o que eu decidiria se me tivesse confrontado com a situação. (Aliás, não sei dizer o que faria, não tive que reflectir sobre isso) A verdade é que a Teresa optou de acordo com a sua vocação e com o que pensa da "carreira" de titular, mas essa opção não deixa de a afectar em dois aspectos: Um, o material, em termos de remuneração; outro, o impedimento de continuar com uma vertente de trabalho que, embora não sendo sentida como primordial, não deixava de complementar uma realização profissional através da formação de professores, para a qual sempre foi solicitada ou eleita e para a qual se conhece bem a sua aptidão e o seu contributo.

Há pessoas que contribuem fortemente para que consigamos manter as nossas melhores crenças, nomeadamente na educação das nossas crianças. A Teresa Marques é uma delas.

Um graaaande beijinho, Teresa!