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segunda-feira, agosto 01, 2011

Em férias... humor faz bem

Anedota Búlgara

Era uma vez um czar naturalista
que caçava homens.
Quando lhe disseram que também caçam borboletas e andorinhas,
ficou muito espantado
e achou uma barbaridade.

Carlos Drummond de Andrade
(Via Amélia Pais)

domingo, julho 25, 2010

Boas Férias!


Boas férias para todos os amigos e colegas!





(Eu tenho que ficar por aqui, mas o meu blogue quer férias...)

sábado, junho 13, 2009

Só para desejar bom fim de semana (Mais uma vez, o Scratch)

Tenho andado tão ocupada com experiências no Scratch e com a aprendizagem no Grupo Scratch do Interactic que nem me tenho lembrado do meu bloguezito.

Hoje venho só desejar...
;)

sábado, outubro 11, 2008

A minha neta e o ábaco

A minha neta Inês (10 anos) mostrou-me um ábaco no seu livro de Matemática e lembrei-me que tinha um arrumado algures cá em casa. Ela quis logo que eu o procurasse e achei-o.


Estivemos a brincar com ele, nas contas ficámos na subtracção porque entretanto a mãe veio buscá-la. Fez quatro ou cinco subtracções e a última já fez num instante. Nada de papel e lápis nem de calculadora, cálculo mental também não que este de hoje seria muito difícil para ela.
Quando se foi embora, o último resultado ficou no ábaco. Pedira-lhe para subtrair 714 a...

(1 124 630)

Ora descubra o leitor como fazer! Lembre-se de que cada haste tem 10 peças. A Inês fez - vê-se abaixo o resultado que deixou - e ao leitor eu dou 20 segundos para pensar como, e já é muito pois li algures que alunos chineses fazem cálculos no ábaco em menos tempo do que levam os nossos a digitar os números no teclado da calculadora.

O leitor descobriu em menos de 20 segundos como fazer? Ora confesse... ;)

sábado, março 03, 2007

O homem que caminha...

Suspeitando que este meu cantinho vai fazer mais um fim de semana prolongado, hoje deixo nele esta escultura...


Alberto Giacometti (1947), L´homme qui marche.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Adenda: Uf!!!

Uf... Então não é que encontrei num instante a declaração de voto do PS em 2003 (citada no post abaixo) a propósito da Lei nº 23/98 - da Negociação Colectiva -, e foi o cabo dos trabalhos para encontrar a dita lei mesmo? Será que o Google (páginas de Portugal, claro) já entrou na conspiração para a eliminar??!!
Pois... "persistência" é precisa, mas muita "paciência" também!!!
(Apetecia-me ir ver um pôr do sol, mas às duas da manhã... restou-me conciliar tudo olhando apenas pela janela aqui do meu cantinho)

Persistence: Sunset
"It is wise to adopt the pace of nature, her secret is consistency and patience."

(Autor desconhecido)        

sexta-feira, outubro 06, 2006

Adenda



Mas não gosto de fazer os meus intervalos sem deixar flores aqui no cantinho... hoje, com passarinhos também.
Flores... para os professores que, nos momentos necessários, lutam por dieitos legítimos e por um estatuto da sua carreira justo, ao mesmo tempo que, quotidianamente, lutam com o seu trabalho e a sua dedicação por uma educação, um ensino, uma escola de qualidade para Todos.
Passarinhos... um pensamento para os seus alunos, um pensamento para todas as crianças - a quem o que mais importa dar são asas para aprenderem a voar.










John Audubon

quinta-feira, agosto 03, 2006

Agosto na cidade :-(

Isto de não planear férias deixando as saídas da cidade para decisões de momento não me está a parecer o melhor método! É verdade que escapei àquela vaga de calor em Julho, mas regressei quando amigos e conhecidos se estavam preparando para sair. Agosto aqui na cidade dá-me a sensação de abafo, mas, pelos vistos, este ano tenho o Agosto às avessas.
Enfim... estou sem mar ou montanha, fica-me o refúgio dos livros. E este cantinho... bem, não sei se cá virei escrever por agora, nem sei se ainda sairei da cidade por uns dias, portanto vou deixar o cantinho intermitente.


sábado, julho 08, 2006

domingo, junho 11, 2006

E hoje, que é domingo...

... quero estar tranquila, passear com a Inês e depois jantar com ela e com o Nuno.

Mas também quero para eles um país em que mediocridades saiam do caminho para não o impedirem de ser um país não medíocre! E, para isso, também é necessária intranquilidade... e seria bom que ela começasse a despertar nalgumas consciências - umas que tão tranquilamente se querem apresentar diante das câmaras que lhes tiram o retrato para ser exibido ao povo português, também outras que tão tranquilamente estão ao lado de certas crianças sem as olhar. (Para algumas destas crianças reservo memórias muito recentes que não deixarei de escrever um dia)

Tishman, Walking to Tomorrow

segunda-feira, maio 08, 2006

Uma memória escrita (II)

Como disse em nota na entrada anterior, a segunda parte desse meu escrito, um TPC, foi composta (correspondendo ao pedido da professora de levarmos algo de um poeta ou de peça literária) por colagens de excertos da Oração de Sapiência de Boaventura de Sousa Santos, a qual (ampliada) foi publicada em livro.
Já que ambas as entradas são de um só escrito, começo nesta por retomar, a fazer a ligação, as últimas linhas da entrada anterior.

(...) E, soubera-me tão bem encontrar, em português - nosso, original - se não poesia, pelo menos o belo no horizonte projectado pelo olhar do próprio cientista, sociólogo, professor, que outro não procurei.
Não caberá dentro do programa de Psicologia Educacional. Mas só porque, creio, é esta que cabe, como ciência humana, em "Um discurso sobre as ciências".
Boaventura de Sousa Santos desculpar-me-ia, decerto, esta composição de extractos da sua Oração de Sapiência, pois creio não ter, em nada, deturpado o seu pensamento ao retirá-los do restante contexto.

-
Tenho comigo uma criança(1) que há precisamente duzentos e trinta e cinco anos fez algumas perguntas simples sobre as ciências e os cientistas. Como ela, estamos de novo perplexos; instalou-se em nós uma sensação de perda irreparável tanto mais estranha quanto não sabemos ao certo o que estamos em vias de perder; admitimos mesmo, noutros momentos, que essa sensação de perda seja apenas a cortina de medo atrás da qual se escondem as novas abundâncias da nossa vida individual e colectiva. Mas mesmo aí volta a perplexidade de não sabermos o que abundará em nós nessa abundância.
Estamos de novo regressados à necessidade de perguntar pelas relações entre a ciência e a virtude, pelo valor do conhecimento dito ordinário ou vulgar que nós, sujeitos individuais ou colectivos, criamos e usamos para dar sentido às nossas práticas e que a ciência teima em considerar irrelevante, ilusório e falso.
De novo, como aquela criança, temos de perguntar pelo papel de todo o conhecimento científico acumulado no enriquecimento ou no empobrecimento prático das nossas vidas, ou seja, pelo contributo positivo ou negativo da ciência para a nossa felicidade. Duvidamos suficientemente do passado para imaginarmos o futuro, mas vivemos demasiadamente o presente para podermos realizar nele o futuro. Afinal, se todo o conhecimento é autoconhecimento, também todo o desconhecimento é autodesconhecimento.
Vivemos num tempo atónito que ao debruçar-se sobre si próprio descobre que os seus pés são um cruzamento de sombras, sombras que vêm do passado que ora pensamos já não sermos, ora pensamos não termos ainda deixado de ser, sombras que vêm do futuro que ora pensamos já sermos, ora pensamos nunca virmos a ser.
Tal como noutros períodos de transição, difíceis de entender e de percorrer, é necessário voltar às coisas simples, à capacidade de formular perguntas simples, perguntas que, como Einstein costumava dizer, só uma criança pode fazer mas que, depois de feitas, são capazes de trazer uma luz nova à nossa perplexidade.
Tenho comigo uma criança...
-
(Colagem de extractos de:
Boaventura de Sousa Santos, 1985,(2))

_____________

(1) Referência a Rousseau.
(2) Boaventura de Sousa Santos (1987). Um discurso sobre as ciências (6ª ed.). Coimbra: Ed. Afrontamento. pp. 6, 7, 8, 9, 58, 5, 6.
Nota: São adicionais ao texto do autor as palavras em letra reduzida: & 1,l & 3, l .

domingo, maio 07, 2006

Uma memória escrita...

... pensamentos de aluna de Educação


(No Departamento de Educação da Faculdade de Ciências de Lisboa não se usa a expressão Ciências da Educação, se se trata de cursos, os diplomas dizem "... em Educação, área x" - pelo menos não se usava até há dez-oito anos atrás)

A que propósito, aqui, esse meu escrito de então? E porque não (?), já que o encontrei há quatro dias, numa pequena operação de limpeza - ver conteúdos de disketes para deitar fora ou eventualmente guardar em disco - e este cantinho é para guardar recordações e, ao ler a primeira parte desse TPC (facultativo), parte em jeito de introdução ao pedido propriamente dito de uma professora... romântica (?), até sorri como quem pisca o olho a si mesma por achar que há 10 anos (também há 20 ou 30, julgo), apesar das consideráveis diferenças, ao mesmo tempo era igualzinha a mim agora ;) (Também porque ando com pouca apetência para escrever, não sei sobre que escrever)
Colo hoje essa parte a que agora chamo introdução ao referido TPC, tal e qual, sem mudança de uma vírgula - colocarei em posterior entrada o que foi, naquele momento, a minha escolha de um "poeta".

A Professora Ester Luisa pediu que trouxéssemos uma pequena peça literária de alguma forma relacionada com a disciplina de Psicologia Educacional. Pareceu-me que nos estava a sugerir - a nós que, professores por profissão e educadores, quiçá, pelo prazer de contemplar o crescer, voltamos agora aos assentos da aula para (re?)encontrarmos os fundamentos da nossa prática e para aprendermos a questioná-la mais e melhor - que não deixássemos lá fora, ao entrarmos nos corredores da fria objectividade científica, a componente humana, de sensibilidade e empatia, indissociável de quem o humano estuda.
Confesso que a sugestão da professora me trouxe à mente, por contraste, "cinzento + laboratório", assim mesmo, como quando se pede _ olhe para a imagem e diga, de imediato, o que lhe ocorre. (Suspeito que o cinzento tem mais a ver com as resmas de textos em Inglês do que com o laboratório - este, talvez, de Pavlov ou de Skinner).
Metodologias... métodos... métodos quantitativos... E eu (que teria dificuldade em me imaginar sem uma formação em matemática, e que até estou a gostar muito das aulas das metodologias de investigação) estou agora a lembrar-me de que humano e medida são dois atributos que só forçadamente associo. (Aliás, detesto fazer contas. Virá a propósito o poema?)

-
(Descoberta da "outra" matemática)

Ai o ponteiro da tortura
naquela sala
que a matemática tornava mais escura
em vez de iluminá-la.

Felizmente só o nada-de-mim ficava lá dentro.

O resto corria no pátio-em-que-nos-sonhamos,
pássaro a aprender os cálculos do vento
aos saltos do solo para os ramos.

Mas só quando voltava para casa à tardinha
encontrava a minha verdadeira matemática à espera
na lógica dura das teclas do piano,
no perfil-oiro-pedra da vizinha,
na flauta de água macia do tanque
- chuva de Mozart nos zincos da Primavera...

Matemática cantante.
-
(José Gomes Ferreira, 1957-58)

Aliás, assinalei o grau máximo em "metodologias de investigação" sempre que respondi a um questionário sobre interesses formativos, mas confesso que não gostaria nada de trocar aquela barulheira tremenda que eles (os miúdos) fazem a trabalhar em grupo, mais os disparates todos de alguns e os problemas de outros alguns (estes, muitos), pelo sossegado gabinete de estudo, qualitativa e quantitativamente repleto de dados redigidos ou assinalados por eles. Adorava ter ao dispor amostras significativas, mas compreenderia eu tudo sem lhes olhar o olhar? (dos grandes, não digo nada, é uma questão mais complicada).
Lembro-me de William James. Ignoro se poderá tornar-se ciência essa arte de ensinar e educar que, dia a dia, vamos exercendo - não sei se nascida em cada um, se aprendida por partilha, ou se promovida por eles, os miúdos, tantos, que já tivemos. Mas, ciência ou arte (será tão grande a diferença?), educação permanecerá, decerto, objecto e fonte de conhecimento e de interrogação na medida em que o humano, individual e social, assim também permaneça. Jamais, creio, o saber e a investigação lhe poderão ser alheios.
Não é por isso que, professores, aqui estamos alunos de novo? (Faltava acrescentar isto, claro, não fossem aquelas associações, ao correr do pensamento, parecer o considerar investigação do humano uma ironia!)

Não trago um poeta (José Gomes Ferreira foi só um parêntesis). Tinha ainda comigo o encantamento de uma leitura de há dias apenas. E, soubera-me tão bem encontrar, em português - nosso, original - se não poesia, pelo menos o belo no horizonte projectado pelo olhar do próprio cientista, sociólogo, professor, que outro não procurei.
Não caberá dentro do programa de Psicologia Educacional. Mas só porque, creio, é esta que cabe, como ciência humana, em "Um discurso sobre as ciências".
____________
Nota:
A parte seguinte desse meu texto é uma pequena composição feita com extractos da Oração de Sapiência de Boaventura de Sousa Santos, devidamente referenciados. É bonita (e não só) porque esse discurso é muito bonito (e não só ), é fácil compor um texto bonito (e não só) com pequenos excertos de quem tal discurso escreveu - coloco-a na próxima entrada.

sexta-feira, abril 28, 2006

Votos de...

... bom fim de semana prolongado!

Jeanette Leuers, Summer Breeze

(Uma coisa que vou fazer já hoje é a habitual troca de conteúdos - roupinhas, vaidades - entre o gavetão pouco acessível e o de uso diário, pois a mudança de estação parece definitiva)

quinta-feira, abril 27, 2006

Momento(s)

Karl Schrag, Night Silence

3ª feira desta semana, o dia 25 de Abril, foi um dia de múltiplos pensamentos, dividida entre emoções partilhadas e estranha necessidade de estar sozinha, em silêncio.
Hoje (ontem) à tarde mudei de "onda", escrevi sobre outro assunto, a memória de uma sala de professores, e fiquei a perguntar-me se o regresso à actual tivera algo a ver com essa lembrança - também reentrara na 2ª feira na sala de professores com estranho desejo de isolamento.
Esta noite percebi que precisava de libertar pensamentos, mas não os escrevi aqui. E depois quis ir ler e dormir, mas havia uma impressão de anormal silêncio vagamente situado e, sem sono, acabei por procurar outro silêncio para o trazer para o cantinho e ficar um pouco a escutá-lo.
Agora, sim, vou dormir. Já a desejar amanhã - os mais novos, que não vejo há que tempos porque a aula deles apanhou o feriado, o nono que vai suar a trabalhar porque levo muito trabalhinho para ele, e a doce Inês ao fim da tarde.
Finalmente, acho que me desembaracei de um estranho "estar".

sábado, abril 08, 2006

Olá!...

... uma maneira de dizer que estou viva, apesar do silêncio ;)

Não escrevo, tento não pensar em educação neste intervalo que estou fazendo e, por isso, no dito intervalo, evito visitar blogues de colegas. Contudo, como não dispenso saber que também estão "vivos", hoje vim à blogosfera para umas passagens rápidas (comentários, isso é que não - ter notícias, mesmo que falem de ensino, é uma coisa, pensar neste já seria outra!). Mas até fiquei a saber, por exemplo, que o Miguel Pinto foi formatar o disco do pc e tenciona levar nisso (pareceu-me) uma semana, enquanto a Teresa comentou que ia fazer o mesmo, mas à cabeça, claro que não vai formatar nada, vai só às ferramentas do "sistema" accionar uma limpezazita para ter mais espaço para cuidar da panterinha e dos seis "panterinhos". (E adorei o poema sonho, da Tit)

Mas, nesta vinda, deu-me para clicar na Página da Educação, verifiquei que tenho deixado escapar uma série de artigos, abri alguns, li-os um tanto em diagonal para não furar o meu intervalo e, já que as férias deixam mais tempo para leituras, deixo a sugestão: vão aqui, que encontram listados esses artigos que acho que valem a pena (ao menos para se continuar a saber que há quem escreva diferente ou mais construtivamente do que o que se lê nos jornais que o grande público consome).
Mudaram os textos. E as leituras na escola?; Educar na cidadania; Educação, pedagogias românticas e investigação educacional; Escolas à beira de um ataque de nervos.
(Não ponho os respectivos links pois os títulos logo se vêem)

P.S. A todos os amigos bloguistas (os que mencionei e os que não mencionei mas não prescindo de ir vendo também se estão "vivos"): Gozem as férias, mas não abusem das amêndoas - olhem os dentes, a estética e... um possível e merecido raspanete no Educar para a Saúde, do Miguel Sousa! (que está vivo decerteza, mas deve estar também em intervalo)
:)

terça-feira, março 07, 2006

Acordar...

... a cor dar

Aila Tavernard

Até breve, boas noites a todos!

Acordai bem... a cor dai...