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quinta-feira, dezembro 29, 2011

Então, Senhor Ministro, estas áreas curriculares não eram "estruturantes" ?

Área de Projeto?  Formação Cívica? Meios para iniciativas extra-curriculares tais como os Clubes Escolares?
Uma escola que dê aos alunos os saberes científicos, que informe... Ninguém contesta isso. Mas onde fica aquela componente de vertente essencialmente formativa? Onde ficam aquelas vivências escolares tão marcantes na formação das crianças e adolescentes, que tantos professores proporcionam (proporcionavam)?

Segue um pequeno exemplo que recebi como prenda de Natal...


O livro
O CD





















«Olá! Somos a turma do 5º D da Escola EB2,3 de Beiriz.
Vimos apresentar-vos oito canções originais da nossa autoria e do nosso professor de Educação Musical e Área de Projeto (...)
Quando tivermos mais tempo, mais espaço e mais apoio, iremos concerteza fazer muito melhor, mas não quisemos deixar de partilhar convosco o grande momento que vivemos.
Este trabalho é fruto do tema "Charcos com vida", desenvolvido nas aulas de Área de Projeto (...)
Desse primeiro livro foi extraído um segundo, contendo apenas a componente artística de que este CD áudio faz parte e a que demos o título "Peixe de papel". O seu nome representa o nosso primeiro momento poético e musical e tudo o que através dele agora vos dedicamos.»

quarta-feira, novembro 30, 2011

Nas mãos dos professores - provocações à reflexão I

Nota prévia
Os professores estão tristes, como triste está o país. Mas a força do ser humano reside em não desistir. E as nossas crianças e adolescentes precisam de quem não desista deles.
Derrotismo e individualismo abafam a consciência do poder que têm os professores em união e colaboração. Tal como boas medidas políticas para a Educação nenhum efeito teriam sem os professores, também as medidas que desprezam as crianças e jovens sem possibilidade de prescindir da Escola Pública não têm, por si, o poder de impedir o papel do professor e a sua relação com os alunos na sala de aula.
Como  todos os que trabalham, os professores sofrem o roubo prepotente de direitos remuneratórios e o agravamento das condições de exercício da profissão. Mas há duas maneiras de enfrentar as dificuldades. Uma é cada um fechar-se em si mesmo numa rotina entediante dos dias feitos dos gestos obrigatórios; outra é não abdicar da ação que dá sentido à vida e à esperança.
Mais que nunca, os professores que não desistem dos seus alunos são, para as crianças e adolescentes, os imprescindíveis. 

Provocações à reflexão - I