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terça-feira, novembro 16, 2010

De luto pela Escola Pública

Depois de 37 anos de dedicação à causa da Educação-Ensino-Aprendizagem, pergunto-me para que serviram tantas e tantas dedicações na minha geração e outras seguintes. Nenhum legado deixámos :-(
Só vejo um Tudo Para Recomeçar, com frutos não sei a que prazo, pois os estragos na Escola Pública foram demasiados e profundos.
Espero vir a ver a esperança. Mas, por agora, não sou capaz de escrever. Além de que (na minha opinião, claro), a blogosfera docente perde a oportunidade da força construtiva que poderia ter, salvo excepções que, por minoritárias, não chegam.

Assim, este bloguezito ficará abandonado até.........

sexta-feira, julho 02, 2010

Pesadelo

Tenho estado, ultimamente, silenciosa sobre a política educativa. Mas eu conheci bem alguns efeitos já então nefastos da criação dos agrupamentos de escolas do Ensino Básico.
O projecto actual da criação dos mega-agrupamentos parece um pesadelo. Parece... Não, é mesmo um pesadelo, nomeadamente para quem dedicou tanto da sua vida à Escola Pública.
Desiludida, muito triste perante o que será uma certidão de óbito para a Escola Pública, ou, pelo menos, uma passagem desta a estado de moribunda cujo tempo de reanimação será imprevisível, de tão longo, nem consigo escrever. Remeto os eventuais leitores para os tristes alertas do JMA, linkando apenas dois deles para quem preferir textos curtinhos: "Mega-agrupamento - Declarações de Óbito?", "Megas e a dinâmica do caos"

sexta-feira, abril 16, 2010

Que tristeza... Mas de quem é a culpa?

Os alunos universitários não sabem escrever. Não quiseram aprender? Ou trata-se do modelo de formação de professores do Ensino Básico pós 1ª LBSE, modelo economicista que acabou com os anteriores, nos quais a formação inicial dos professores era uma licenciatura exclusivamente científica, seguida de um verdadeiro/exigente estágio pedagógico (que até chegou a ser de dois anos)?
É um problema das mais recentes gerações de professores, ou trata-se desse maldito modelo de formação que referi, do qual os formandos não têm culpa?
[Quantas vezes, em tempos neste cantinho, alertei para esse "maldito", de que fui testemunha como professora cooperante - não como orientadora - em (pseudo)estágios? Tal como depois me insurgi face à aprovação (sem vozes que gritassem) do Regime de Formação de Professores do Ensino Básico, na sequência do dito Processo de Bolonha.]

Erros de palmatória cada vez mais frequentes entre universitários

Ana, Inês e Mariana estão na Escola Superior de Educação, em Lisboa, e reconhecem que dominar a escrita é uma das suas maiores dificuldades
Pedro Azevedo

Escrever sem erros ortográficos, encadear um raciocínio com princípio, meio e fim, interpretar um texto ou perceber o que é dito na aula. São os próprios professores a reconhecer que o domínio da língua portuguesa é uma aprendizagem que a maioria dos seus alunos não fez no ensino secundário e ainda não consegue fazer no ensino superior. As dificuldades atravessam os cursos que vão das ciências sociais e humanas às ciências exactas e estendem-se a disciplinas como História, Matemática, Física, Gestão, Jornalismo ou Ciência Política.Escrita A incapacidade de usar a língua portuguesa de forma correcta é um "mal generalizado" entre os alunos de todos os anos, avisa Manuel Henrique Santana Castilho, docente da Escola Superior de Educação de Santarém. "São raros os que conseguem organizar um pensamento e escrevê-lo sem incorrecções", diz o professor que ensina Gestão Educacional aos futuros candidatos a professores do 3º ano. Os erros vão muito além da ortografia e da gramática, conta Isabel Ferreira, que dá aulas de Física aos caloiros do Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa: "Na generalidade, escreve-se como se fala. Os alunos distorcem as palavras para permitir uma colagem entre a grafia e a fonética."Oralidade Pior do que a escrita é a oralidade, esclarece Miguel Morgado do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. Quando o desafio passa por verbalizar uma ideia ou expor um raciocínio, as fragilidades triplicam: "Há uma enorme dificuldade de os alunos conseguirem responder a uma pergunta com princípio, meio e fim." Ou uma incapacidade de começar e terminar uma frase, mantendo uma "lógica coerente", desabafa Santana Castilho. O discurso é com frequência atropelado por "frases incompletas sem um fio condutor", explica Isabel Ferreira. Nuno Crato, professor de Matemática do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), acrescenta que, regra geral, o vocabulário dos seus alunos "é pobre" e o raciocínio "vago e disperso".Se o discurso é incoerente é porque não há um esforço de reflexão: "Logo, as intervenções orais são baseadas no improviso", defende João Cantiga Esteves, professor de Finanças no ISEG, em Lisboa. Expressar uma ideia simples é um desafio que poucos conseguem ultrapassar. "Até nos casos em que peço aos alunos para lerem textos em voz alta, a leitura é apressada sem pausas e com total desrespeito pelas vírgulas e parágrafos", diz João Gouveia Monteiro, professor de História da Idade Média e de História Militar da Universidade de Coimbra.InterpretarLer um texto e saber transmitir o que se retirou dessa leitura é uma habilidade de uma minoria, conta Joaquim Fidalgo, que dá aulas de Jornalismo na Universidade do Minho: "Em regra, o discurso é confuso e há uma tendência para complicar conceitos simples." Prestar atenção ao que o professor diz durante a aula e tomar notas em simultâneo é outra tarefa que poucos conseguem desempenhar, alerta a professora de Física do Instituto Superior de Agronomia. Combater essa limitação passa muitas vezes por interromper a aula e pedir à professora para repetir a frase que acabou de dizer: "Um desafio constante tem sido fazê-los primeiro ouvir, para depois escreverem pelas suas palavras, evitando que se caia num regime de ditado."Dez minutos é, por outro lado, o tempo máximo que dura a concentração de uma turma, conta João Gouveia Monteiro: "Mais do que isso, os alunos começam a dispersar-se e não tenho outra alternativa senão fazer uma pausa." A estratégia do professor passa por contar uma piada ou pedir a um aluno para fazer um comentário sobre a matéria. Após o intervalo, a aula prossegue sem interrupções durante os próximos 10 minutos. A velocidade com que o programa é cumprido é portanto mais lento, explica o director da Imprensa da Universidade de Coimbra: "Há 15 anos demorava duas aulas para ensinar um módulo, hoje levo o dobro do tempo." AprendizagemAs deficiências na escrita e na oralidade têm consequências na aprendizagem e na avaliação dos estudantes. "Os alunos perdem a capacidade para compreender conceitos complexos", diz Isabel Ferreira, esclarecendo que os que têm mais dificuldades na expressão escrita e oral são "tendencialmente" os que também têm maiores resistências em dominar os conceitos científicos da disciplina. E, ao não conseguirem expressar o raciocínio, correm o risco de serem penalizados na avaliação: "A partir do momento em que não percebo o que querem transmitir, não posso avaliar os seus conhecimentos", diz Miguel Morgado.Quanto maiores são as deficiências dos estudantes, menor é o grau de exigência dos professores. Miguel Morgado reconhece que se foi tornando mais tolerante com as falhas dos alunos e hoje há erros que já não considera "assim tão graves". João Gouveia Monteiro admite que entre a classe docente há uma tendência para nivelar por baixo: "Eu, por exemplo, no primeiro semestre do ano passado, chumbei 75% dos meus alunos e, mesmo assim, considero que não fui rigoroso." Isabel Ferreira confessa que teve necessidade de tornar a sua linguagem mais básica para poder ser entendida pelos alunos. O nível de exigência foi descendo sobretudo porque os alunos têm deficiências de base não só a português como a matemática e a física: "Seria impensável fazer testes com enunciados de há 15 anos. Os resultados seriam desanimadores." João Gouveia Monteiro usa outro exemplo para defender a mesma ideia. "A classificação de 18 valores numa prova de hoje equivale aos 12 valores de há 15 anos", conclui.

Fonte:Jornal I de 15 de Abril de 2010
(Agradeço à Amélia Pais)

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Pausa

Tenho a estranha sensação de me terem anulado as memórias de professora. Não sou dada a viver de memórias, gosto de ter os pés no presente, mas daí até anular o passado... isso não!
Posso varrê-las para um canto, talvez para um saco de lixo, mas guardo o saco para, quando voltar a dias mais disponíveis do que os que estou a ter, as meter num arquivo com o rótulo de 'coisas retrógradas', numa qualquer prateleira de antiguidades, todavia guardado e protergido.
Entretanto, espero vir a reabrir este cantinho, mesmo que só para... saldos ;)

quinta-feira, maio 22, 2008

As nossas crianças estão a ser usadas

Eu já escrevo pouco, mas, neste momento, acho que devo mesmo não escrever nada e pôr o cantinho em pausa. Porque não estou a conseguir manter a serenidade , nem a esperança de que o tempo depressa comprove os profundos erros da actual política educativa.

As crianças portuguesas - as nossas crianças - estão a ser usadas.
Usadas para diminuir o deficit;
usadas para as estatísticas que os governantes pretendem apresentar;
usadas em prejuízo de terem bons e cada vez melhores professores porque estes estão a ser transformados em burocratas e educadores generalistas;
usadas para que o país imite modelos educativos de outros, mas como quem imita receitas de cozinha pondo na panela apenas alguns dos ingredientes (e de má qualidade) porque os outros não são baratos;
usadas como cobaias em experiências apressadas e sem qualquer estudo sério que fundamente as mudanças a partir do que se tenha efectivamente comprovado necessitar de mudar;
usadas também ao sabor de cabeças que se consideram iluminadas e só ouvem opiniões que (e quando) lhes convêm, desprezando arrogantemente muitas e muitas outras de reconhecida idoneidade e competência.

Começo a olhar para esta grande causa que também foi minha (e não consigo abandonar) - a Educação - com uma tristeza que significa desesperança, e a desesperança é um sentimento que toda a vida recusei convictamente. Quero continuar a recusá-la e a apelar a outros que também a recusem, no entanto está a ser-me difícil, pois constantemente se avolumam os motivos de preocupação sobre o rumo do sistema educativo no nosso país. Assim, sendo ainda mais impotente do que os que estão no terreno da escola, dado que já lá não estou, não vale a pena tentar analisar situações ou documentos quando estou - como estou agora - a reagir ao actual rumo da Educação com pouca serenidade e cada vez maior incredulidade.
Onde está a razão, só o tempo mostrará.
Vou tentar esperar calada - calada pelo menos até conseguir escrever sem desesperança.

domingo, junho 24, 2007

...

Ando farta, enjoada. Este país parece uma farsa (mas um tanto trágica).
Agora nem é por precisar de pausa que não me apetece escrever. É porque a política educativa me põe de mau humor, lembrar-me de certas mazelas das escolas também. E escrever de mau humor é negativo, não gosto.
2ª feira começa a semana do dizer bem, como propôs a Idalina Jorge. Estou desejosa de ler posts a dizerem bem de coisas relacionadas com o sistema de educação-ensino, pode ser que me inspirem...

Desculpem-me, colegas que leiam estas linhas. Eu sou muito persistente na esperança (nem que seja só a médio ou mesmo a longo prazo), defendo o pensamento positivo e isso de ver a garrafa meia cheia e não meia vazia, mas de vez em quando também sofro de enjoos e preciso de deitar umas coisas para fora... Mas pronto, venha depressa essa semana do dizer bem!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Contrastes...

Poderia comentar esta quadra do Natal - o verso e o reverso, tradições e fachadas, olhos de criança que brilham e outros que olham apenas, enfim... contrastes. Mas não me apetece escrever. Escrevinhar, só lá para... depois.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Pegando noutra ponta dos novelos

Hoje decidi começar pela observação mais directa de todas - a auto-observação. E com uma pergunta a mim mesma: Que efeitos teve a actual política educativa na minha pessoa?...

... Porquê, em dois ou três meses, mudei o meu projecto de vida no tempo próximo?
Em meados do ano lectivo passado soube que tinha todas as condições para pedir a aposentação - soube, mas não liguei, eu queria continuar. Nem ligou a minha escola, onde acham que a idade no meu BI não condiz muito comigo. Nem ligaram filhas e amigos, que não me vêem a ficar inactiva. E continuei a querer continuar, em Julho e em Setembro, apesar das novas medidas para a "educação", mas ao fim de três meses deixei de querer - não ia abandonar as minhas turmas, só por isso é que espero até ao final do ano lectivo.
Claro que a idade pesa, tem seus efeitos, mas não vem para o caso porque, sem percalços de saúde, não há mudanças assim tão grandes em três meses (e continuo sem parar na sala de aula, e isso não me cansa - de aulas mesmo mantenho a redução que a idade e o stress da profissão requerem). Ando cansada por mais horas de trabalho, mas com isso ainda vou podendo (não me couberam tarefas que odiaria fazer sem sentido e, das que tenho na nova componente não lectiva, umas já tinha, embora com direito a redução, outras faço com gosto, têm sentido para mim, tal como todas as coisas que fiz ao longo dos 36 anos de serviço com muito mais tempo voluntário na escola do que o do horário de permanência obrigatória nela).

Qual, então, a causa de ter passado, em escassos três meses, de uma ainda inadaptação à ideia de me reformar para uma inadaptação à de continuar? Percebo claramente que a causa é um clima que vem de fora das escolas e também, mas em menor grau como causa, um ambiente que pressinto nelas de alguma forma afectado por esse clima exterior - não se trata de ambiente no âmbito de relações humanas, nesse âmbito continuo a estar bem, quer com colegas (incluindo os do CE), quer com funcionários auxiliares, quer com alunos (estes estão mais difíceis, mas não é nesse âmbito).
E o clima que refiro... que clima é esse, que vem da governação na educação-ensino, que se propaga através de alguns insuportáveis artigos e debates na comunicação social, e me intoxica? É um clima que, por um lado, me gera a sensação de opacidade impedindo-me de discernir algum trigo que possa haver entre o muito joio, e que, por outro lado, tem geadas e granizos a agredirem a minha inteligência. A minha - será portanto uma agressão subjectiva, cada um tem a que tem, a minha é a que for (mas foi-me servindo pela vida) e até pode andar em crise, ela ou a lucidez. Mas, como estou a reflectir e a discorrer sobre mim, a olhar o que causou a súbita e imprevista mudança do Quero ainda Continuar para o Já não Quero, e não vou pedir outra inteligência emprestada, a que tenho (suficiente ou insuficiente), essa anda mesmo a ser demasiado agredida por facetas de uma política educativa eivada de prepotentes voluntarismos, pela condução do sistema educativo ao sabor de experiências à toa, pela sensação de que neste país de tantos homens e mulheres lúcidos e estudiosos se consente às mediocridades a condenação a um país medíocre.

Não importa muito que não esteja numa fase lúcida, que afinal tenha eu um cisco a mediocrizar a minha própria visão, pois isso é inócuo - não estou em nenhum lugar que influa nalguma coisa significativa, não tenho essa responsabilidade, o trabalho profissional pelo qual sou responsável não tem a ver com isto e esse sei que não o faço mediocremente. Importa sim, exclusivamente para a minha pessoa tal como é, o que sinto. E a minha pessoa não suporta nada imposto prepotentemente, sem diálogo, sobretudo sem explicações visivelmente fundamentadas (fundamentos não são opiniões, não são ideias individuais ou de uns tantos ao sabor do Quero, Posso e Mando - fundamentos são alicerçados em análise, em métodos de avaliação fidedignos, em estudo e conhecimento aprofundado das realidades.

E por esta ponta do fio eu vou a algum lado: Posso andar, estúpida, a avaliar mal a política educativa, mas numa coisa me desbaralho - perceber que não me adapto, que não me acomodo e que, tendo atingido sobejamente a idade de não lutar mais pela escola (pelo menos permanecendo nela), vou mesmo sair do ambiente nebuloso, sempre detestei ambientes nebulosos e já não cabe a mim pegar numa das muitas lanternas necessárias para que a luz desfaça opacidades, exija transparências e penetre nos alicerces a refazer. Numa vida de lutas e teimas, também pela escola e pelos alunos, as lutas e as teimas não acabam (sob pena de a pessoa acabar por dentro antes da hora de acabar por fora), mas a profissão tem um tempo, e estes meses do corrente ano lectivo fizeram com que esticá-lo, entre o limite de direito e o limite obrigatório, passasse, de desejo e gosto, a ser masoquismo.

Motivo só subjectivo? Se se verificar que sim, ainda bem para os que ficam e ainda bem para os alunos deste país - terá sido só um mau e infeliz ano. De qualquer modo, ficará o facto de que muitos (não só eu) estão a decidir ir embora por causa dele, apesar de, na maior parte, isso implicar prejuízo monetário para o resto da vida (o que não é o meu caso).
Serão mesmo os que já não fazem falta?

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Regresso à tranquilidade

Quando pus este blogue "adiado" acho que estava a precisar mesmo de chegar ao cume de uma crise que, subterrânea, terá decorrido nos últimos meses. Porque as crises são muitas vezes necessárias para os saltos qualitativos para o outro lado. É caso para dizer: Ainda bem que...
- que terminei o 1º Período lectivo irritada com o panorama de uma ratoeira de burocracia em que as escolas se deixaram cair;
- que mais me cansei do que descansei numas férias de andanças dentro do pc e com ele às costas;
- que essas condições foram propícias a que uma gota fizesse transbordar o cálice da zanga logo no primeiro dia de regresso à escola.
Como já disse acima por outras palavras, tranbordar às vezes é necessário, é o tal cume que gera o desequilíbrio necessário à equilibração.
Andar a ser insultada como professora pelos acólitos da srª ministra já foi um osso muito duro de roer, mesmo voando os rótulos de irresponsabilidade e incompetência para as suas testas.
Mas mais difícil ainda foi sentir as minhas memórias desta profissão apaixonada em risco de ficarem soterradas numa recta final em que, ao fim de um percurso de 36 anos, pior que ver tudo na mesma é ver a bater no chão um sistema educativo que só não se foi desde há anos degradando ainda mais graças aos professores. Mas eu até sei (ou acredito) que também é preciso bater no fundo para haver revoluções - verdadeiras mudanças ou tranformações.

E para decidir que não tenho mais paciência para esperar e me vou embora JÁ... era preciso que tivessem deixado de existir eles - o motivo de termos querido ser professores, bem diferente dos motivos de se querer ser ministra da educação. (Além de que - questão logo em segundo lugar, pois a primeira é aquela a que acabei de aludir - alterar planos de vida por pressão exterior, mesmo que planos de prazo limitado, seria derrota. Decidi não me aposentar para o fazer quando EU achar que é altura de outro plano de vida - planos de vida só terminam no último dia - e assim espero fazer, mesmo que com ataques de zanga de vez em quando).

E termino este escrito com palavras de um dos últimos comentários que aqui me deixaram:

"Ter como prioridade o que realmente vale a pena... o que realmente é importante: a Vida! E manter o espírito aberto à possibilidade de que vale a pena ser professor... apesar de tudo o resto..."

(Um
comentário bem oportuno, Tit, mesmo tendo já eu reposto em equilíbrio as minhas prioridades!)