sábado, junho 05, 2010
No Dia Mundial do Ambiente
sexta-feira, maio 21, 2010
segunda-feira, maio 10, 2010
terça-feira, janeiro 19, 2010
Haiti, desastres naturais e desastres antinaturais
No hablemos, pues, de desastres naturales, sino de catástrofes anunciadas, perfectamente evitables, si dejamos de actuar movidos por intereses a corto plazo y nos tomamos realmente en serio la lucha contra la pobreza extrema, contra la degradación ambiental, contra el cambio climático que está incrementando la frecuencia e intensidad de los fenómenos atmosféricos extremos en Haití y en todo el mundo.
Los terremotos, huracanes, inundaciones, erupciones volcánicas, etc., son fenómenos que aparecen ligados a las "potentes fuerzas de la naturaleza", por lo que son denominados "desastres naturales". Sin embargo, el hecho de que dichos desastres estén experimentando un fuertísimo incremento llevó a Janet Abramovitz y a muchos otros investigadores, a fines del siglo XX, a reconocer el papel de la acción humana en este incremento y a hablar de "desastres antinaturales".
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Haiti: símbolo das injustiças na humanidade (Caetano Veloso, bastante antes do terramoto)
Com o agradecimento à Amélia Pais
domingo, novembro 29, 2009
sexta-feira, novembro 27, 2009
Objectivo: eliminar parte da população mundial? Infelizmente, não me espanta!
E a influência e os interesses das grandes companhias farmacêuticas são terríveis.
Não deixem de ver o vídeo.
sexta-feira, junho 05, 2009
segunda-feira, junho 01, 2009
No Dia Mundial da Criança
Deixo este vídeo que também diz respeito às crianças porque os adultos, que já foram crianças, devem pensar nas crianças contribuindo para que cresçam em igualdade de direitos e se tornem adultos livres.
Final do vídeo:
Please, ask your government to put this document, the Universal Declaration of Human Rights, into every passport.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Uma Declaração Universal por cumprir
segunda-feira, outubro 15, 2007
Para lá do sistema educativo
terça-feira, fevereiro 27, 2007
"Circunstâncias" não são irreversíveis nem imutáveis
Em suma, pensando nessa frasse de Ortega y Gasset, penso nas "circunstâncias" com um sentido terrivelmente amplo e avassalador, a parecerem irreversíveis, irremovíveis, imutáveis. Será de estranhar que muitos optem por não resistir, até por sentimento de impotência?
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Adenda (?)
Não sei se vou dizer uma barbaridade, mas começo a pensar na necessidade de os professores se descentrarem do ECD para se voltarem para a denúncia do real significado das actuais políticas educativas (relativas ao ensino, aos alunos), voltadas exclusivamente para os interesses económicos e, portanto, para os interesses relativamente ao mercado de trabalho. Não são os professores sozinhos que vão conseguir lutar contra isso, claro, mas as lutas laborais sectoriais actualmente pouco ou nada demovem governos (...).
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
O que eu esperaria agora se fosse ingénua
Este post não tem a ver com o referendo de ontem, em si, e é independente do resultado pois já estava em draft aguardando apenas pelo dia seguinte. Também (e isto sublinho) não toca os que, contrariamente ao meu voto, optaram pelo não de acordo com a sua reflexão autónoma e séria, baseada em convicções ou na interpretação que pessoalmente fizeram do seu significado - não me pronunciei em lado nenhum público e respeito todas as opções honestas de todas as pessoas que procuram pensar honestamente consigo próprias. Dado este esclarecimento, passo ao que motiva o título do post.
O que eu esperaria agora (se fosse ingénua) é que essa tão grande mobilização conseguida, levando a grandes manifestações "pelo direito à vida", fosse aproveitada para continuarem manifestações por esse direito nas situações verdadeiramente inequívocas. E gostaria também que a política até agora levada a cabo por quem governa me permitisse confiar que medidas sociais, medidas no domínio da assistência na saúde e também medidas que levem a todos, incluindo adolescentes, informação e apoio atempado sobre como evitar gravidez indesejada caminharão no sentido da prevenção, pois julgo que não há mulher nenhuma que tenha praticado aborto (ou que venha a praticá-lo) que não preferisse não ter tido (ou não ter) que enfrentar tal decisão - mas confiar depois de se andar a observar as prioridades do actual governo, concorde-se que não é simples.
O que eu esperaria, se fosse ingénua, era que a TV não perdesse o balanço, lembrando-se agora dos milhões de crianças que nasceram mas eu não sei se se pode chamar vida às suas vidas, morrendo milhares por dia de fome, vivendo muitos e muitos mais milhares sob o terror quotidiano no meio das guerras, inclusive aquelas (a maioria) que são desencadeadas directa ou indirectamente pelos grandes senhores do mundo sob argumentos hipócritas e interesses escondidos, enquanto outros que não são senhores do mundo mas governam em seus países fecham os olhos, subservientes às políticas "globais".
Mas esses milhões de crianças a cujas vidas é difícil chamar vida estão lá longe, noutros sítios do mundo. Pois... Certas bocas só se enchem publicamente em nome da "globalização" quando lhes convém. Denúncias e imagens na TV , por exemplo, não convêm aos que a controlam, incomodam e o que é preciso é acomodar-se - não incomodar-se. E que as pessoas comuns se distraiam, não vão elas lembrar-se, aqui e por outros países, de começarem a incomodar-se demasiado e acabarem por encher as ruas. (Países afastados e protegidos dos dramas da outra metade do mundo pois neles vidas que também não são vida são em proporção ínfima face a esses dramas - são agora, quiçá até um dia...)
(Eu disse no meu post anterior que explicaria a "estranha" associação de ideias que me levara à colocação de uma foto. Eu acredito na sinceridade de muitos que ergueram cartazes "Pelo direito à vida", como na de muitos que ergueram outros contra uma lei punitiva, agora cá, noutros países noutras alturas, mas estou farta dos hipócritas de cá e de lá (e obviamente que agora já não estou a referir-me ao referendo), esses até não precisam de descer à rua para defenderem o que querem defender, esses ou têm na mão os cordelinhos poderosos das políticas, ou penduram-se neles pois isso de não se deixarem ir a reboque exigiria coragem demais...)
sábado, fevereiro 10, 2007
Cá estou eu com as minhas estranhas associações de pensamentos...
Mas eu não tenho culpa que o meu pensamento faça sozinho umas associações de ideias, e eu hoje não consigo detê-lo se não lhe fizer a vontade deixando aqui escondidinha no meu cantinho essa foto... (só uma entre tantas acessíveis)
(O meu pensamento não me é assim tão insondável, acho que depois do fim de semana já poderei explicá-lo)
(Foto recolhida há um tempo na net, peço desculpa por não ter guardado o endereço)sexta-feira, dezembro 08, 2006
À margem do conteúdo deste blog - Notícias (da justiça) do mundo
terça-feira, outubro 10, 2006
Globalização e políticas educativas...
Por isso, são indispensáveis não só as vozes que apelem a resistir e não desistir, mas também uma maior divulgação dos movimentos que, pelo mundo, se vão criando e ampliando contestando a inevitabilidade ou irreversibilidade que se pretende incutir nas mentes - movimentos que vão restituindo a esperança. "Globalização" tem hoje uma conotação de um processo puramente económico, a par da concentração e controle da informação nas mãos do poder financeiro, em suma, de um totalitarismo, mas a mundialização da resistência e da luta por uma sociedade mundial ou global(como se prefira designar) efectivamente democrática não é uma utopia. Inclusivamente, a não desistência dos professores, antes a persistência numa educação para a cidadania e para a formação do pensamento autónomo e crítico (e não apenas para uma integração nos interesses do "deus" mercado) tem uma importância fundamental para que aquele objectivo não seja de facto utópico.
Aqui deixo uns excertos de um artigo*...
“(...) diversos autores (Petrella, 1999; Weissheimer, 2002; Hirtt, 2001a) chamam a atenção para o processo de mercantilização da educação, destacando que é o mercado que determina o que a educação deve fazer (...). Esses aspectos da educação como mercadoria são reforçados nos discursos oficiais com os argumentos da necessidade de adaptar a educação às mudanças que a "sociedade do conhecimento" exige por parte da escola.
(...)
As reformas internacionais da atualidade têm a mesma configuração, uma vez que estão baseadas nos mesmos princípios: os de tornar a educação um dos motores do crescimento económico, precisando aproximá-la do modelo empresarial, a fim de que ela corresponda à lógica do mercado. Os indicadores dessas reformas (...) apontam para uma formação vinculada à lógica de mercado, voltada para uma sociedade globalizada, na qual o capital, o dinheiro, é mais importante do que o homem como sujeito e ser crítico, produtor de conhecimento e construtor de sua história.
(...)
Contra essa situação alguns movimentos** sociais, sindicatos, a sociedade civil, como lugar das lutas sociais e das resistências, têm-se organizado, buscando saídas e alternativas ao modelo neoliberal. Há um sentimento crescente de que se precisa de outra mundialização, de uma globalização diferente daquela que aumentou a miséria, a exclusão, o desemprego, a dívida dos países em desenvolvimento, o número de analfabetos.
(...)
Nesse contexto de resistência e proposições, a educação, que foi fortemente atingida pelo projeto conservador neoliberal, também tem demonstrado a sua capacidade de organização, buscando caminhos (...) para desenvolver ações que possam barrar esse avanço desmesurado da privatização do ensino, além de buscarem uma educação com qualidade socialmente referenciada, isto é, que não esteja voltada apenas para uma preparação imediata para o mercado de trabalho.
A certeza de que um outro mundo é possível é que tem congregado as pessoas nas associações, movimentos, sindicatos, organizações não governamentais, buscando conjuntamente a construção dessa nova realidade. Para essa nova configuração societal, a educação deverá ter um papel preponderante, como um poderoso instrumento de libertação dos homens e mulheres e como meio de desenvolver a cidadania e permitir o acesso aos bens socialmente produzidos pela humanidade.
Os profissionais da educação que deverão actuar nesse novo mundo solidário e justo precisarão ser preparados sob outras bases, nas quais sua dignidade como pessoa e como profissional seja respeitada (...), o perfil dos cursos deve preocupar-se com uma formação para a cidadania que inclua a capacidade de fazer análises críticas da realidade, contribuindo para o bem-estar social.
Essa outra sociedade, diferente da neoliberal, está sendo construída pelos movimentos sociais, mediante a resistência, as lutas, a apresentação de alternativas contra a globalização das desigualdades, a favor da escola pública, contra a mercantilização do ensino e pela construção de "inéditos viáveis", como sonhava Paulo Freire. Essa luta significa a mundialização da resistência, pelo direito à vida, e tem congregado, cada vez mais, um número maior de pessoas, porque este modelo que aí está aumenta o número de excluídos, de despossuídos. A crença de que um outro mundo é possível está posta (...).”
_____
* MAUES, Olgaíses Cabral. International reforms in education and teacher training. Cad. Pesqui., São Paulo, n. 118, 2003. Disponible en: http: script="sci_arttext&pid=s0100-15742003000100005&lng=es&nrm=iso".
** Nomeadamente, realizações como o Fórum Mundial de Educação (FME), em 2001, o Fórum Continenal da Educação (no Quebec), também em 2001, o Seminário Mundial de Educação (no Fórum Social Mundial), em 2002, bem como manifestações da Rede Social da Educação Pública das Américas (Red Sepa).
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Lembrei-me de Sócrates (o Outro, claro)...

"Nada sei sobre meu planeta
terça-feira, janeiro 10, 2006
sexta-feira, outubro 14, 2005
Para além (ou aquém) de ideologias
Pior que ideários em que valores de justiça e equidade social não são os mais prioritários, e que finalidades distorcidas, ou objectivos hipócritas, ou estratégias erradas/ineficazes, pior que isso ainda é, para mim, a incompetência técnica, a ignorância e a proa desta - a arbitrariedade -, isto a qualquer nível de governação: do país, de um sector, de uma autarquia, de uma empresa, de uma escola, ou até de um chefe de família. E, quaisquer medidas globais podem ser controversas, mas pior que tudo é se incluem medidas específicas avulsas, completamente desnecessárias no âmbito dos objectivos das medidas globais, inúteis e até prejudiciais, e bloqueadoras de outras possíveis de serem válidas, mesmo que no quadro discutível de uma prioridade economicista.
Acrescento, a propósito, os seguintes extractos:


