Não resisto a umas breves palavras, pois acabo de saber que a 3za, do Tempo de Teia, de cujo extraordinário trabalho com os alunos não preciso de falar pois bem o conhecemos e admiramos, e que, aliás, defendeu a sua tese de mestrado muito recentemente tendo a classificação excepcional de Excelente... a 3za, dizia, foi avaliada na sua escola com um Bom!!!
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sexta-feira, dezembro 18, 2009
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
E é assim que um Primeiro Ministro debate...
Que nos debates na Assembleia da República haja trocas de "piropos" viperinos, isso "faz parte" (até sabemos que, depois dessas trocas, muitos vão de braço dado tomar café). Mas o que retive do noticiário, não por relato, mas ao vivo (até fui depois ouvir à net para anotar as palavras), foi o tão baixo nível com que Sócrates se descartou de uma pergunta que, por respeito pelos professores, alunos e famílias, e pela Educação, deveria tratar com ao menos um mínimo de seriedade.
Porque a questão de os resultados dos alunos influenciarem (e não pouco) a avaliação dos professores é uma questão séria, e mesmo os que concordem não podem deixar de reconhecer que não é uma questão ligeira, muito menos "de pormenor" (como Sócrates apelidou as críticas da oposição ao sistema de avaliação de desempenho de professores - ao que está a ser implementado, pois ainda não ouvi nenhuma voz contra os professores serem avaliados).
Pergunta (de Paulo Portas, como poderia ser de qualquer outra bancada da AR):
"O senhor como professor, sabendo que a nota do aluno conta para a progressão na carreira, o que vai fazer? Dá-lhe a nota que é merecida, respeitando a verdade escolar e arriscando ser prejudicado na carreira, ou vai inflacionar as notas para poder defender a sua posição?"
Resposta do Primeiro-Ministro: "Eu não sou seu professor, sr. Deputado. Porque, se fosse seu professor, sr. Deputado, em não lhe poderia dar em nenhuma circunstância uma nota positiva. É que eu não gosto da sua demagogia, sr. Deputado".
Eu também não gosto da demagogia desse e doutros Senhores Deputados, bem como não gosto da sua, Senhor Primeiro Ministro. Mas a demagogia é uma das "artes" dos políticos (disso nunca nos livramos), e o seu tratamento de questões sérias, talvez julgando mostrar-se jocoso para a sua bancada rir e aplaudir e limitando-se a isso, podia ao menos não ter sido uma demagogia de tão baixo nível pelo desrespeito da sua (não)resposta - não desrespeito para com o deputado PP ou qualquer outro, pois essas "tiradas" já sabemos e eu já disse acima que "fazem parte" dos vossos debates e não impedem os autores de irem depois de braço dado tomar café, mas desrespeito para com questões sérias da Educação.
terça-feira, abril 25, 2006
Adenda: Afinal, o que repudiam?
É um facto histórico que no dia 25 de Abril de 1974 foi derrubado o regime ditatorial que subjugou o país durante quase 50 anos, e que os principais protagonistas desse facto foram os que ficaram conhecidos como Os Capitães de Abril. No momento em que se comemora oficialmente esse dia, exactamente esse e apenas esse dia, de que se demarcam ou o que repudiam os que, ostensivamente, fazem questão de recusar um gesto de aplauso à evocação, pelo Presidente da Assembleia da República, desses Homens?
É um facto que o cravo vermelho ficou associado, como símbolo, a esse dia em que foi derrubado o regime ditatorial e restituída a liberdade ao país. De que se demarca ou de que se envergonha o primeiro presidente da república, em 32 anos, que faz questão de não colocar esse símbolo na lapela na comemoração oficial da data?
Demarcação entre direita e esquerda??? Treta, alguns deputados da dita direita não deixaram de o colocar.
"Estupidamente", lembrei-me de alunos que tive no 2º Ciclo, com dificuldade de integração na escola, inadaptados, cujo modo de se afirmarem não era mais, no fundo, que uma atitude à priori defensiva... mas nas crianças nós percebemos ao que, afinal, reagem, intuímos que as suas afirmações pela negativa não são mais do que inseguranças. Os adultos são bem mais insondáveis.
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