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quinta-feira, fevereiro 03, 2011

hasta que todo sea y sea canto






Adios, resbalan
Tantos adioses como las palomas
Por el cielo, hacia el Sur, hacia el silencio (…)
                                                                                                              Joan Miro (1918) The Waggon Tracks
  
(…)
y adiós,
hasta más tarde:
hasta más pronto:
hasta que todo
sea
y sea canto.

Pablo Neruda

  






      Paul Klee (1926), Reconstruction







terça-feira, janeiro 18, 2011

Os meus Intervalos - II

Depois de, no post anterior, ter relatado (mais uma vez?) os motivos da minha desmotivação para a escrita neste blogue e de ter finalizado com a decisão de o tornar (quase) apenas como aquele cantinho que também, outrora,  tinha intervalos que o tornavam para mim como que não virtual, mas como se fosse um cantinho real onde, de vez em quando, me apetecia ir sentar por uns momentos para repousar perante um poema, uma canção ou uma reprodução de alguma obra de arte, hoje inicio essa decisão. Não importa que o nome do blogue se mantenha, pois as memórias estão nos seus arquivos, nem que agora passe, muito provavelmente,  a ser "O blogue que ninguém lê nem vê". É o meu cantinho.
.     .     .     .     .     .     .     .     .     .     .     .     .     .     .     .     .     .   

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
Fernando Pessoa, Não basta abrir a janela.

René Magritte (1936), La clef des champs 

segunda-feira, novembro 08, 2010

Momentos pensativos



Quando eu morrer, voltarei para buscar
os instantes que não vivi junto do mar

Sophia Andresen




                                                                                      Monet, 1888

quarta-feira, março 17, 2010

Faltam só quatro dias para a Primavera :-)

No inverno, os ramos nus
que parecem dormir
trabalham em segredo,
preparando-se para a primavera.

Rumi
(Via Amélia Pais)


Millet (1868-73). Spring

domingo, novembro 22, 2009

O fascinante "número de ouro"

Sempre me fascinou essa proporção a que alguns chamam "divina", sobretudo por se encontrar por todo o lado na natureza.

[Ando a fazer um projecto no Scratch em partilha com o meu amigo e grande Scratcher Fred para mostrar ao menos dois exemplos dessa geometria na natureza- ele está a fazer o nautilus e eu estou a tentar fazer uma pinha mostrando as espirais que a formam (ainda não sei é se conseguirei, pois uma coisa é entender a matemática no papel, outra ainda complicadíssima para mim é aplicá-la no Scratch)]


A propósito, lembrei-me de deixar aqui dois exemplos, mas não na natureza (ambos quadros de Seurat). Porque todos (ou quase todos) os grandes pintores usaram essa proporção em que a razão é o "número de ouro" (número irracional, tal como o conhecido Pi).



sábado, outubro 31, 2009

Haikus (ou Haikais)

Entre os meus haikus preferidos estão os de Bashô. Hoje deixo uma pequenina colecção de haikus dele. (As "ilustrações" foram escolhidas por mim neste site de arte japonesa)


Ah este caminho
que já ninguém precorre
a não ser o crepúsculo


A nuvem atenua
O cansaço das pessoas
Olharem a lua



Por este caminho,
ninguém mais passa -
tarde de outono.

Extingue-se o dia
mas não o canto
da cotovia



Neste outono,
Como estou ficando velho!
Pássaros nas nuvens.

Não há arroz
mas tenho na malga
uma flor


quinta-feira, julho 30, 2009

Blogue intermitente. Boas férias para todos!

Este blogue não estará propriamente em férias, pois já fiz as minhas férias (dizem que os aposentados estão sempre em férias, mas não é bem assim) e agora fico por aqui. Mas estará muito intermitente, esperando a reabertura do ano escolar e as novidades de Setembro.

Entretanto, estou com outras ocupações (incluindo projectos no Scratch), e também em tempo de lazer.



Van Gogh (1890). Pause de midi.

terça-feira, junho 30, 2009

TikaTok - mais uma ferramenta

Já a tinha visto há um tempo, mas esquecera. Agora caiu-me sob os olhos um livro sobre haikus feito por uma colega com os seus alunos.
Pensei na minha neta Inês, que adora desenhar e pintar (tem sempre 5 em EVT), para a entusiasmar a criar um livro com os seus desenhos para o seu blog (que está parado pois anda com muitos "afazeres", nomeadamente no Scratch). Então, fui ver como funcionava a ferramenta (é muito fácil), mas, feita criança, quis experimentar criar um livro. E como de vez em quando gosto de deixar aqui um quadro, juntei duas coisas: experimentar o TikaTok e pôr aqui no cantinho mais uns quadros.

Pode clicar em fullscreen

terça-feira, abril 21, 2009

Jacek Yerka

Recebi do Miguel um pps intitulado "O pintor dos sonhos". Obras de Jacek Yerka, pintor surrealista polaco, contemporâneo. Porque nos leva ao sonho, à fantasia a que só chega o imaginário das crianças, fui procurá-lo ao YouTube.

sábado, abril 11, 2009

Boa Páscoa!


Boa Páscoa para todos!

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Matin de Pâques

Maurice Denis (1891)
(Clicar para ampliar)

quinta-feira, abril 09, 2009

É Primavera

chegado para ver as flores,
sobre elas dormirei
sem sentir o tempo


Buson

Tradução de Olga Savary

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Claude Monet (1900)

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Voltou o sol. Mas...

Van Gogh (1889)


Depois de muitos dias de frio e chuva, voltou o sol. Mas... não se alterou o mau tempo na política educativa, nem melhorou o clima na Escola.
E, pela blogosfera docente, há espaços tão repletos de ADD e ECD que não sobra espacinho algum para debater as coisas simples mas grandes que respeitam verdadeiramente àqueles para quem a Escola existe: os alunos - coisas que estão nas mãos e quase só nas mãos dos professores.
Coisas simples mas grandes que gostaria de ver ao menos colocadas à reflexão nas escolas e também neste espaço de tão ampla participação que é a blogosfera.
Neste dia de sol, apetecia-me encontrar posts que interrogassem e suscitassem debate sobre questões que a ADD e o ECD parecem ter esfumado, questões tais como:
- como recuperar a formação para os valores, nomeadamente o do trabalho?
- que inovações se impõem nos métodos de ensino?
- quais as estratégias criativas que transformem os conteúdos dos programas em meios que estimulem o gosto pelo acto intelectual de pensar, conhecer e aprender?
- onde impor o tempo para o trabalho colaborativo que defina estratégias colectivas de acção?
Mas... neste dia de sol raros são os espaços onde transparecem essas coisas simples mas grandes. É um sol que não me aquece.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Nestes dias de inverno... dois poemas de Bashô







Doente de viagem,
meus sonhos vagueiam
pelo campo seco.




Intempérie -
infiltra-se o vento
até na minha alma











Toyo Sesshu

sábado, outubro 18, 2008

Contemplação (Pensamento para o longe)


Adriano Correia de Oliveira. Contemplação.

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Claude Monet (1888). Les Montagnes de Esterel.

quarta-feira, maio 28, 2008

sábado, julho 21, 2007

Para o fim de semana deixo...

... deixo a beleza dos quadros de Van Gogh - e não só os quadros.
(Em qualidade da imagem, não é o melhor vídeo com essa canção de homenagem, mas optei pela versão legendada)

(...)
Agora eu entendo
O que você tentou dizer-me
E o quanto sofreu pela sua lucidez
E como você tentou libertá-los
Eles não ouviriam
Não sabiam como
Talvez agora ouçam
(...)
Agora acho que entendo
O que você tentou dizer-me
E o quanto você sofreu pala sua lucidez
E como você tentou libertá-los
Eles não ouviriam
Ainda não ouvem
Talvez nunca ouvirão

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P.S.:

Já tinha entrado em fim de semana, mas o artigo de Carlos Ceia no Público de hoje (só acessível online a assinantes) relativo ao regime jurídico da habilitação profissional para a docência faz-me transcrever um excerto, no qual consta o endereço para documento mais completo do mesmo autor.

«(...)Já expliquei em longo documento técnico os vários problemas que o decreto-lei levanta (ver www.fcsh.unl.pt/docentes/cceia/Educacao/que_profs_formar.pdf). Este parecer, o do Conselho Nacional de Educação, e todos os que as universidades e politécnicos enviaram foram ignorados até à data. Este decreto-lei não tem uma filosofia, uma literatura, uma bibliografia ou uma ciência a apoiá-lo ou a justificar as suas opções, logo o debate parece ser inútil. Mas as consequências graves que transporta para o futuro da formação inicial de professores, hipotecando a qualidade da formação das próximas gerações e afastando-se de todas as tendências internacionais nesta área, obrigam-nos a continuar o protesto. (...)»

quarta-feira, outubro 26, 2005

contrastes...

Calm Sea

Hebry Moret (1896), Calm Sea at L’lle de Groux

Angry Sea

Thomas Moran (1911), The Angry Sea