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segunda-feira, junho 11, 2012

terça-feira, abril 12, 2011

Portugal visto lá fora versus Só males o que nos mostram cá dentro

Agradeço ao meu amigo Francisco os dados que me enviou relativos apenas a um período de um mês - de  1 de Fevereiro a 2 de Março do corrente ano de 2011. Desculpa, Francisco, e desculpem os meus eventuais leitores, mas perdi a paciência, não vou trancrever os textos, nomeadamente em Inglês, das fontes como o Eurostat, Comissão Europeia, etc., fico por um curto post  em jeito de índice de notícias. Deixo a quem estiver interessado e duvidar a procura das fontes (legítimo direito à dúvida,  mas eu também tenho direito à falta de paciência e, portanto, a enunciar o que poderão procurar para se certificarem, como o Francisco fez. Ver também no blogue fado positivo).

O povo português merecia que certos dados lhes fossem divulgados ou escritos em destaque em vez de em notícia secundária (e reparem que só referirei um período tão recente e tão curtinho), para ao menos poderem ter uns grãozinhos de orgulho no seu país numa fase em que nada nos orgulhamos dele via políticos,  politiqueiros e comentadores.

01-Fev-2011  Inovação: Nos últimos cinco anos, Portugal foi o país da UE que mais cresceu no ranking europeu. (A rubrica em que Portugal mostra um melhor resultado - e está mesmo em terceiro lugar face os países da Europa a 27 - é no item "Inovadores", isto é, dos países com empresas que declaram ter introduzido produtos ou processos inovadoras no mercado, conseguindo com eles uma maior eficiência na utilização de recursos ou na diminuição dos custos de produção.)

03-Fev-2011  Comércio português com maior crescimento em toda a Europa
Eurostat diz-nos que o volume de vendas no comércio caiu 0,6% em Dezembro face ao mês anterior, mas destaca Portugal como dos poucos países onde houve uma melhoria. As vendas do comércio cresceram 4,7%, praticamente o dobro do segundo país com melhor comportamento, a Polónia com 2,4%.

07-Fev-2011  Encomendas estrangeiras à indústria nacional sobem 47,5% em Dezembro
INE diz que em Dezembro (na realidade a média móvel dos últimos 3 meses), o índice de Novas Encomendas na Indústria voltou a aumentar 24,7% face ao mês homólogo. A parte devida ao mercado externo cresceu mesmo 47,5%, depois de já ter crescido 44% em Novembro, sendo que houve crescimento em todos os séctores da indústria.

15-Fev-2011   Eurostat destaca indústria portuguesa como tendo o segundo maior crescimento


01-Mar-11  2010 Um excelente ano para o turismo
Banco de Portugal via Público
Eurostat
 Público:
Apesar dos receios iniciais, o turismo conseguiu alcançar o melhor resultado de sempre em 2010.

02-Mar-2011  Instituto Gulbenkian Ciência entre os melhores do mundo para trabalho de investigação
The Scientist:
O The Scientist sondou vários doutorados a fazer investigação em todo o mundo sobre a qualidade do centro de investigação onde estão a fazer o seu postdoc. O IGC em Oeiras, aparece nos TOP10 das melhores instituições fora dos EUA, com o nono lugar.
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Aparte meu: Que terão pensado lá fora quando se preferiu e se consentiu  chamar o FMI para vir aplicar uma agenda neoliberal de emagrecimento do estado e privatização dos serviços públicos? (Que o que quer vir a ser 1º Ministro preferiu isso mesmo, não tenho dúvidas; que o que quer continuar 1º Ministro preferiu, não sei, mas não me admira se preferiu passar a bola dos disparates e dos erros cometidos pelas tendências do seu pé direito; que o Presidente da República consentiu, disso é que não há dúvidas)

sexta-feira, setembro 12, 2008

Sem comentários... (Falta-me sentido de humor quando é humor negro)

Ensino obrigatório até ao 12º ano pode “já não ser preciso”
“Criaram-se em todas as escolas sucundárias cursos profissionais, alargou-se a acção social escolar. Preparou-se o país de tal forma que até podemos hoje pensar que essa decisão pode vir a não ser necessário tomar”, explicou MLR.

(Não tenho paciência para ouvir a entrevista, creio que basta
esta notícia)

quinta-feira, julho 10, 2008

A fraude das provas de Matemática

O Governo e o ME declararam o seu empenho em melhorar o ensino-aprendizagem da Matemática e esse empenho foi bem vindo dada a preocupação, desde há tantos anos, com as elevadas taxas de insucesso nessa disciplina. A implementação do Plano de Acção para a Matemática (PAM), por si só, teria trazido legítimas e correctas expectativas de melhoria das aprendizagens dos alunos em matemática, não fossem as pressas e as pressões para se apresentarem rapidamente estatísticas para inglês ver - melhor dizendo, para UE ver. As várias pressões da parte da Tutela foram criando dúvidas quanto a uma verdadeira melhoria na Educação Matemática das nossas crianças e jovens.

Uma das pressões, através da responsabilização dos professores (e só dos professores) pelos insucessos dos alunos, a ponto de aqueles serem penalizados na sua avaliação, não terá deixado de se reflectir numa inflação de notas por muitos deles.
Mas, a inflação indevida das notas na avaliação interna seria denunciada pelos resultados das provas nacionais, pelo que muitos professores não terão resistido a outra pressão: a de trabalharem com os alunos no treino em perguntas e problemas "do tipo que sai em exames", para o que não terá deixado de contribuir a insistência no banco de uma imensidade de itens do dito tipo, disponibilizado pelo GAVE. Ora, a Educação Matemática que se deseja para os nossos alunos não se faz por treinamento para exames.
Ainda uma terceira pressão se verificou através de uma sugestão da ministra (li-a, na altura, com os meus próprios olhos) de passarem a ser as aulas de Estudo Acompanhado e da Área de Projecto convertidas em aulas de Matemática, pelo que, em muitas escolas, essas áreas foram atribuídas tanto quanto possível a professores de Matemática a fim de passarem a ser mesmo aulas dessa disciplina. Não se tratando de reforços apenas para os alunos que de facto precisam de apoio suplementar (e muitos tiveram também aulas de apoio apesar de apenas precisarem de estar mais atentos e de se esforçarem), mas para a turma inteira, tivemos muitos alunos queixando-se de saturação com tanta matemática, o que tem efeito contrário ao desejável aumento do gosto pela mesma.

Assim, perante, por um lado, expectativas positivas quanto ao PAM, e, por outro, também interrogações sobre aspectos perniciosos, todos tínhamos direito a ter algum elemento de avaliação das medidas tomadas para essa disciplina, o país tinha direito a isso. Mas tal direito foi-nos sonegado pela significativa maior facilidade das provas, desde as de aferição dos 4º e 6º anos, ao exame do 9º. (Deixo de lado a prova do 12º porque, além de não poderem ser atribuídas melhorias nos resultados ao PAM, nunca leccionei nesse nível de ensino, há muito que estou pouco a par dos programas, pelo que só tenho visto por alto essas provas. Mas conheço os programas de Matemática do 2º e 3º ciclos como os dedos da mão e tenho analisado detalhadamente todas as provas do 9º ano desde que começaram a realizar-se, aliás cheguei a ser correctora na 1ª, de 2005)
Por muitas reservas que tenhamos quanto à leitura que se pode fazer dos resultados de uma só prova, para mais em alunos destas idades, um exame feito com critérios credíveis e fiáveis seria o elemento que teríamos para, de algum modo, avaliar efeitos das medidas tomadas quanto à Matemática. E esse elemento foi-nos recusado pela impossibilidade de comparações, pela indiscutível maior facilidade das provas em relação às dos anos anteriores.
Seria um elemento insuficiente, um exame não avalia tudo, um exame pode não avaliar verdadeiramente o essencial do que chamo Educação Matemática, mas seria o elemento possível a curto prazo, e já seria um indicador.

A Educação Matemática é muito mais do que aquisição de conhecimentos e domínio de procedimentos elaborados de que a maioria dos jovens nem irão precisar na vida adulta. Quaisquer que sejam os conteúdos dos programas (o que não quer dizer que estes sejam sempre os adequados), eles proporcionam uma coisa fundamental no ensino básico: oportunidades aos professores de fomentarem e desenvolverem cedo nos alunos gosto e hábitos de raciocinar, de iniciação no pensamento rigoroso (e na auto-exigência deste), de iniciação também na elaboração de conceitos - que se irão construindo melhor pela sua retomada cíclica -, e até de contribuição dessa educação para o próprio domínio da língua, pois rigor de pensamento e precisão de linguagem são capacidades em interacção.

Por tudo isto, são de recear efeitos perniciosos de pressões (directas e indirectas) sobre os professores, inclusive para trabalharem treinando para exames; por tudo isto, ficam receios ou dúvidas sobre a relação entre benefícios e prejuízos decorrentes das medidas e do clima criado; por tudo isto, todos os que se preocupam com educação-ensino tinham direito a começarem a ter indicadores credíveis que permitissem algum balanço. Mas o ME não teve a honestidade de se submeter a esse balanço, usou ou consentiu a facilitação das provas, o que é um insulto à nossa inteligência e lança sérias preocupações sobre o futuro quanto a uma formação de qualidade para os nossos jovens.
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Adenda (após os noticiários das 13h)
Senhora Ministra:
Ouvi-a recusar as acusações de facilidade do exame de Matemática do 9º ano com o argumento (o critério foi seu) de que um exame só seria demasiado fácil se as notas de excelente ultrapassassem os 5%. Perante 8,3% (contra 1,4% no ano passado), a senhora vai agora fazer esquecer essa sua afirmação?
Se a prova tivesse sido equilibrada e credível, ficaria muito bem à senhora e aos seus coadjuvantes vir dizer que os resultados continuam maus, pois é verdade. Mas já não lhes fica bem quando o dizem para salvar a face e iludir os pais e restante população quanto ao que seriam sem o facilitismo.
Prefere não se lembrar dessa afirmação que fez? Nunca pensa que, como Ministra da Educação, deveria dar o exemplo de honestidade intelectual?
Senhora Ministra, vá-se embora!

segunda-feira, junho 25, 2007

Desculpem lá, mas não sou capaz de passar a semana só a dizer bem!!! Ora vejam isto...

Pensava eu que tinha conseguido mandar embora o mau humor, como se prova no meu post anterior. Mas logo uma horinha depois vou ao blogue do Paulo Guinote e leio estas notícias!
Se há assunto que me põe a ferver é isso do professor generalista para o 2º Ciclo, e cada vez o panorama parece pior.

Sim, há muita iniciativa positiva, e há muitos professores maravilhosos, mas a verdade é que isso tudo junto não tem força contra as confusões e descalabros a que estamos assistindo.

Pronto, vou mas é tentar, durante esta semana, ler só as coisas boas. Prometo que, depois, tentarei fazer uma lista para publicar.

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Adenda

Desculpem os meus impulsos.

Já passou...

sexta-feira, outubro 13, 2006

Entre estar na oposição e estar no governo...

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Da declaração de voto do PS na Assembleia da República, em 3 de Dezembro de 2003:
(...)
(...)

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Da reunião das Organizações Sindicais da Plataforma Sindical de Professores para o ECD com o Ministério da Educação, realizada no dia 12 de Outubro de 2006, em Lisboa:

(Destaques meus)
_____
Adenda:

Artigo 5.º
Direito de negociação colectiva
1 - É garantido aos trabalhadores da Administração Pública em regime de direito público o direito
de negociação colectiva do seu estatuto.

Artigo 6.º
Objecto de negociação colectiva
São objecto de negociação colectiva as matérias relativas à fixação ou alteração:
(...)
e) Das carreiras de regime geral e especial e das integradas em corpos especiais,
incluindo as respectivas escalas salariais;

segunda-feira, junho 05, 2006

A táctica da omissão

Em cima do "Diga lá Excelência", na TV2, hoje com a Ministra da Educação, duas notas, de algum modo ainda à margem do conteúdo da entrevista e das palavras de Maria de Lurdes Rodrigues.

Nota 1
Durante um ano inteiro, jornalistas e outros comentadores foram incansáveis na descredibilização dos professores perante a opinião pública, em afirmações de culpabilização, em acusações de falta de trabalho, de incompetência - usando-se a expressão "os professores", não, sequer, alguns professores. Não se pretendendo intervenção do ME contra a liberdade de imprensa ou de opinião, não deixa o silêncio de ser uma conivência, não deixa de ser verdade que em nenhuma intervenção pública ou entrevista por parte da Ministra ou de seus secretários foi emitida alguma opinião (já que se trata de liberdade de opinião) contrária a essas "opiniões" que encheram a cabeça dos portugueses leigos nas questões da educação.

Nota 2
Do recente discurso da Ministra na sessão de abertura do Debate Nacional sobre Educação, na Maia, conhecem-se afirmações expressas em frases que, mesmo isoladas do restante discurso, dizem exactamente o que dizem. Frases como 'um trabalho - quer das escolas, quer dos professores - "que não se encontra ao serviço dos resultados e das aprendizagens".'; 'ela (a cultura profissional dos professores) é marcada pela actualização dos conhecimentos científicos, mas "não é uma cultura em que os principais desafios sejam os resultados".' 'A cultura profissional dos professores não os orienta para os casos mais difíceis (...)'.
Diz agora a srª Ministra que não disse o que disse, que não falou contra os professores, ou que foi mal interpretada, mas, na verdade, além de esses aspectos que referi na nota 1 e das palavras que efectivamente pronunciou, que têm sido recebidos por tantos e tantos professores como insultos, faltas de respeito e elementos desmoralizadores/desmotivadores, mal terem sido aflorados hoje e logo passados "adiante", o dito discurso não foi publicado - pelo menos não o encontro em lado nenhum e ainda nenhum professor me disse que o encontrou. Porquê?
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Adenda
A seguir a estas notas, passei no blogue do Miguel Pinto, em que, a dada altura da sua entrada, ele pergunta: "Teremos razões para acreditar na boa-fé negocial?"
Consideremos dois exemplos:
a) Com a medida das chamadas substituições, que a Ministra apresentou inicialmente repetindo até à saturação o objectivo primeiro de proteger os alunos de "perigos" de estarem desocupados (lembram-se?), essa titular da pasta da Educação, prepotente, não ouviu os professores. A maioria das escolas não tinha (não tem) condições de meros espaços para implementar núcleos de actividades efectivamente de reforço educativo e até motivadoras para determinados alunos, motivação que, essa sim, pode melhorar o insucesso escolar. Mas isso não convinha ouvir, pois implicava proporcionar tais recursos, sem os quais a medida se tornava uma antipedagogia. E, se os professores, como profissionais e únicos verdadeiros conhecedores do "terreno", não souberem o que é pedagogicamente eficaz e o que é aberração pedagógica, mais ninguém o saberá, pelo que a ausência de audição dos professores e o despreso por esta, a meu ver, não foi mais do que uma hipócrita atitude a esconder os verdadeiros objectivos da medida.
b) Com o arsenal de papelada burocrática que retirou qualquer espaço aos conselhos de turma e aos conselhos pedagógicos para, em equipa, discutirem e planearem o essencial, a ministra pretendeu à força diminuir as taxas de insucesso, nomeadamente, dificultando (quase proibindo) retenção de alunos, o que não é preocupação pelo efectivo sucesso, mas apenas por taxas fictícias. Vir agora falar da necessidade de trabalho de equipa, depois de ter colocado de parte os alertas e as queixas de muitos professores por terem ficado esvaziados os espaços de procura conjunta de estratégias devido ao enchimento dos mesmos de papelada, nomeadamente os conselhos de turma de avaliação logo no 1º Período, mais uma vez torna difícil não ver nisso uma "conversa" hipócrita.

O projecto de novo ECD é, indubitavelmente, antes de mais, uma medida economicista. Ora, uma coisa é serem necessárias medidas economicistas no estado em que está o país, outra é camuflar isso com outros (pseudo)argumentos.
No quadro dos dois exemplos que dei e após um ano de desprezo por pareceres competentes de professores e de campanha consentida contra eles, que resta pensar senão que, num irresponsável esquecimento de que, sem os docentes e contra eles, nada melhoraria, mais não houve que hipocrisia (ou má fé) a camuflar preocupações que, embora tenham que estar também presentes face à desastrosa situação económica-financeira do país, não foram causadas pelos professores, nem pelos mesmos ou pelas escolas foi causada a degradação do sistema de ensino derivada, sim, de sucessivas políticas de desresponsabilização, de experimentações imaturas, de mediocrização dos modelos de formação inicial e contínua dos docentes, de bloqueamento da autoridade e da acção punitiva-formativa (quando indispensável e integrada numa prática democrática e de estímulo) face à indisciplina, hoje generalizada em aspectos apelidados de moderados para distinguir de comportamentos extremos de agressão/violência. Como, também, a meu ver, mais não é do que uma conveniência hipócrita começar por uma tão forte (e até punitiva) avaliação dos professores, bem como das escolas (embora ela seja necessária), ao invés de começar por ter a coragem de mexer, por exemplo, em certas (muitas) formações de professores, medíocres e protegidas por interesses (bastantes) instalados em algumas (várias) instituições formadoras (inclusive, também, de formação contínua) - veja-se a acção de "reciclagem" em Matemática no 1º Ciclo, feita em grande parte pelos mesmos que ministraram deficientes formações - pelo que a tão falada coragem da Srª Ministra afigura-se-me bem limitada.

Para a pergunta do Miguel "Teremos razões para acreditar na boa fé negocial?"... venham então outras respostas, que a minha, até agora, continua a ser Não.

sexta-feira, julho 08, 2005

Outras escolas

Esta não é do G8...

E como nem sei qual a que George W. Bush frequentou, deixo mais esta foto...