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sexta-feira, março 10, 2006

(Sem título)

Why Are You Angry?
Paul Gauguin (1896), No te aha oe riri? (Why Are You Angry?)

Not angry... however...

Numa encruzilhada, Isabel?

(Vão aí dois filmes que quero ver, tenho à cabeceira um grosso volume que quero ler - em inglês, para meu susto, mas estou farta de pensar só em educação, preciso de pensar para onde caminha o mundo -, e tenho uma prioridade, a de perceber, na encruzilhada, que rumo dar ao meu património de memórias - sim, as memórias são um património de cada um, podem não ser escritas, mas há momentos em que temos que as rescrever na mente para que a agulha da bússola se mantenha visível. E, para tanta coisa, não chega o fim de semana, por isso prevejo que este cantinho vai continuar numa semipausa, como cantinho sem mobília, só paredes para pendurar um ou outro quadro, colar algum papelito rabiscado a tinta desbotada ou com esse meu lápis metafórico que por vezes tenho a mania de usar, mais para missiva a mim própria)

domingo, março 05, 2006

Bom domingo!

Ainda estou a meio de uma "coisa" que estou a fazer para ver se consigo que os meus nonos anos percebam porque é que um teste nada difícil foi um desastre. Houve um 100% e houve positivas de alunos que até têm algumas dificuldades mas são muito concentrados, e houve negativas que nem quis contar. E os erros e respostas em branco nem têm muito a ver com a questão de terem estudado ou não. Vão debruçar-se sobre alguns itens do teste, eles têm que perceber o que lhes acontece com a atenção e o que lhes bloqueia o raciocínio (eles e eu).

E assim a noite já vai pelas 2h e eu nem vejo se há lua, quanto mais olhá-la!
E a minha neta hoje atendeu o telefone e a primeira coisa que disse foi que amanhã queria vir para a avó.
E eu queria ir para a cama dormir 12 horas... 10... bem, ao menos 8... para estar em forma para a nossa tarde de domingo.
Só vim aqui para descansar uns minutos do que estou a tentar fazer e para pôr essa imagem, que o que me apetecia era estar no lugar do pássaro (esqueçamos que é um corvo).

Aaron Horowitz, Full Moon over Raven in Tree

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Hoje o tema é "Vamos dançar?"(com adenda)

Adenda:

(...)
Ela desatinou
Viu morrer alegrias
Rasgar fantasias
Os dias sem sol raiando
E ela inda está sambando

(...)
Chico Buarque
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sexta-feira, janeiro 06, 2006

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Breve refúgio

Adenda 2:
A não perder: aqui

Adenda:
Bom feriado, bom fim de semana!

Vincent van Gogh (1887), Fishing in Spring, Pont de Clichy

Eu pecador que junto ao mar me purifico
lançando e recolhendo a linha e olhando alerta
o infinito e o finito e tantas vezes fico
como o último homem na praia deserta.

Eu pescador de cana e de caneta
que busco o peixe o verso o número revelador
e tantas vezes sou o último no planeta
de pé a perguntar. Eu pescador.

Eu pecador que nunca me confesso
senão pescando o que se vê e não se vê
e mais que o peixe quero aquele verso
que me responda ao quando ao quem ao quê.

Manuel Alegre, excerto de Oitavo Poema do Pescador

segunda-feira, novembro 28, 2005

Versus Admirável Mundo Novo

Este caminho
Ninguém já o percorre,
Salvo o crepúsculo.

Bashô Matsuo

Ah, o passado,
O tempo onde se acumularam
os dias lentos.

Busson


Josef Danhauser (1845), A Family Resting At Sunset
(Imagem reduzida, clicar)

A normalidade é tão somente uma questão de estatística.
Aldous Huxley

quinta-feira, novembro 24, 2005

sexta-feira, novembro 18, 2005

Contrastes

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen

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A fuga

Mário Eloy Pereira

sexta-feira, outubro 28, 2005

Interrupção por uns dias

Carlos Botelho (1935), Lisboa e o Tejo, Domingo

Até costumo ser organizada, mas esta semana não me tem apetecido pegar nas provas de exame, e não me servia de nada aproveitar a dispensa que podemos ter da componente não lectiva na escola, que levar para lá as provas para lhes pegar 45 minutos agora, mais logo outros tantos não me dá jeito, certas tarefas prefiro fazê-las numa ou duas assentadas e no sossego de casa. Mas, às provas (e ao relatório) juntam-se testes para elaborar, conselhos de turma, mais as tarefas habituais, profissionais e não profissionais, incluindo "a" de dormir diariamente.
Por isso, aqui o meu cantinho vai ficar abandonado nos próximos dias. Mas deixo acima uma confissão - o que gostava de ter em frente da janela da minha salinha de trabalho.