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quarta-feira, maio 28, 2008

domingo, abril 20, 2008

No teu aniversário

Tens flores no dia dos teus anos e todos os dias. E flores também no meu cantinho...


Renoir (1910-17). Roses dans un vase



Para a minha filha Ana Heloísa


quinta-feira, abril 17, 2008

Não cresças tão depressa...

Porque hoje é 5ª feira, dia em que a vou sempre buscar à escola, dia em que jantamos sempre só as duas, dia nosso...

Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha, não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão

Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
E você vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Seu bicho-papão

Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
E também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei

Vinicius de Moraes

_________

Voz: Toquinho

terça-feira, junho 19, 2007

Regresso a casa




Uma vista da varanda da casa onde ficaram as minhas saudades, parte do coração sempre lá pelo pensamento que não conhece distâncias...

sábado, maio 19, 2007

Desligando o pc por uma dúzia de dias





Ali habitam minhas saudades. Amanhã estarei lá. Já estou ouvindo Lio a dizer todo o tempo: Viens jouer avec moi...
:)




Dia 30 ainda não estarei cá pelo país. Será que me vão chegar as notícias?
Deixo votos de que a adesão à greve no sector dos professores seja coerente com o que de facto pensam e sentem. Seja maior ou menor, que permita uma leitura que nos esclareça a todos.
(Não, não estou a ser cínica, podem crer. A greve geral é no dia 30, não foi ontem nem é daqui a um mês ou a seis, portanto, é mesmo dia 30 que vai haver oportunidade de os professores enviarem a sua mensagem a quem governa - não só os professores, claro, mas permita-se-me esta especial referência).

quarta-feira, março 21, 2007

Pour Sô

                      















Tu es née en le premier jour du printemps, ma première petite-fille, aujourd'hui une jeune fille merveilleuse. Tes anniversaires seront toujours un premier jour de printemps.
Je laisse ici, pour toi, la représentation du printemps exécuté par un grand peintre.


Parabéns, Soraïa!
Saudades... saudades... Até breve!
[Ces mots, tu connais ;)]

quinta-feira, março 01, 2007

Pour Lio



Tu es loin et tu me manques. Tu sais pas encore que dans le portugais ça s'appelle saudade, mais tu sais déjà que je fais de la magie... que je suis ici et je suis là...
Bientôt tu sauras lire et je te laisserai ici um poème.

* * *

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Adenda

[Neste ano, quebrei a tradição. A árvore cá em casa é da cor preferida de uma minha princezinha. Mas, para a quebra da tradição não dar nas vistas, tirei a foto às escuras ;) ]


segunda-feira, dezembro 18, 2006

Para o meu neto


(...)
Quando eu for grande quero ser
Ponte de uma a outra margem

(...)
Quando eu for grande quero ser
Como o rio dessa ponte
Nunca parar de correr
Sem nunca esquecer a fonte

(...)

(Excertos de Carta aos meus netos, de José Mário Branco)

Parabéns, Nuno, pelos teus 13 anos. Parabéns meu querido e único rapazinho.

quinta-feira, junho 29, 2006

Num dia especial - II




É na quadra dos santos populares, no dia de um deles, dia de S. Pedro, o aniversário de minha mãe. Foi também numa rua chamada de S. Pedro que viveu parte de sua vida, como foi nessa Rua de S. Pedro que nasci, e vivi a minha infância. Por isso, hoje, deixo aqui essa rua e a que foi a nossa casa, aí mesmo à frente, à direita, num quadro de João Mário.

Num dia especial - I





É um dia muito bonito, quando se é mãe, avó e bisavó de quatro bisnetos.

Parabéns, Mãe
!

domingo, maio 28, 2006

Para Inês

Crescem, mas...
meu coração continua murmurando
a Canção de embalar


Foi um sonho que eu tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe.

O menino tinha lançado a estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão
E a estrela ia subindo azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.

Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel
E o menino, ao vê-la assim, sorriu
E cortou-lhe o cordel.

Miguel Torga.(Diário)



No dia dos teus oito anos,
do meu pensamento vai para ti esse Brinquedo.
Avó Isabel

sábado, maio 27, 2006

Dois domingos

(Em véspera de domingo de festa, recordo os dois anteriores)

Eu sabia que ela ia gostar muito, mas havia sempre outros programas a adiar este, aliás, duplo - dos dois últimos domingos. No domingo passado, foi a ida ao Museu Nacional do Traje, mas detenho-me no anterior.
Nesse, levei a minha princesa a ver os coches das princesas (shiu, eu sei que não eram só de princesas e ela também sabe).
Quando passámos ao piso de cima, ao fundo de um corredor estreito, sentado numa cadeira, um vigilante observava-a de longe, ela parando demoradamente em frente de cada vitrina, comentando ou perguntando. Quando ficaram próximos, ele começou a conversar com ela. E eu fui sentido que devia manter-me discretamente silenciosa, fui sentindo que aquele homem que passa horas, muitas vezes solitárias, no fundo de um corredor, não estava explicando e contando apenas por ofício, ele tinha carinho por aquelas peças e, creio, percebeu na pequena Inês uma cúmplice para voar a um tempo passado.
Mas, uma coisa eu não sei como ele adivinhou. '_Vês, esses são de senhora. _E estes também... e tão bonitos?! _Sabes, eram usados pelas princesas, por princesas como tu.' Mas como adivinhou ele que ela era uma princesa??!!
Eu só gosto de princesas de contos infantis, talvez também, na história (que correctamente sabe contar) daquelas peças com quem convive na missão solitária de as proteger, ele tenha criado um imaginário, talvez por isso ele tenha falado para a minha princesa parecendo esquecido da minha presença e... foi isso que eu achei lindo ;)

Depois do museu, fomos ao jardim próximo. Ela também se encanta com muitas coisas que vê nos jardins, e em fachadas de prédios, coisas tantas em que eu já não repararia, que é um prazer passear com ela.

Depois, no último domingo... bem, não conto - faltaria alguém no conto, sentado numa cadeira no fundo de um estreito corredor ;)
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Tashimoto, Becoming To Be

terça-feira, março 21, 2006

quarta-feira, março 01, 2006

Pensamento para Lio

Sondra Wampler, Rose Bud

Au jour de ton sixième anniversaire, je pense à toi, Lionore, et... me voilà... je suis avec toi!

sábado, fevereiro 25, 2006

Se, ao crescer, guardássemos a criança dentro de nós...

Para as crianças as quadras festivas não são carnavais, farsas, hipocrisias ou outras coisas que tais. Nesta que decorre, para a minha Inês foram personagens dos contos a brincarem "ao vivo" na escola, na festinha de carnaval.
No Natal, a Inês encantava-se com as novas luzinhas e bolas coloridas que iam dia a dia enfeitando mais o pequeno centro comercial ao lado de sua casa. Pediu que eu não desmontasse a grande árvore de Natal enquanto, já em Janeiro, com a perna engessada, esteve sem vir cá; e a pequenina, que se ilumina com todas as cores do arco iris aqui na minha sala de trabalho, onde gosta de brincar (e usa o meu pc) quando está cá, vai ficar o ano todo a seu pedido.

A minha princesa queria ir ontem vestida de princesa para a festa no seu Casulo (a sua escolinha do pré-escolar e, agora, do 1º Ciclo). No monte de máscaras eu não descobrira nenhuma princesa, mas no dia seguinte foi a mãe procurá-la com ela, e achou-a. (Eu ainda pensei que não era de muito bom gosto o vestido da princesa, mas esta achou-o lindo - que mania dos adultos de terem gostos diferentes das crianças!!)
E a Inês estava tão feliz quando foi para a escola!...
(Até dei à foto um toque difuso, em jeito de transição do real para esse imaginário das crianças - algo importante que o real nos tira quando temos que ficar adultos).

(Foto privada)

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Adenda: "Quando eu for grande..."





























Quando eu for grande quero ser
Um bichinho pequenino
P'ra me poder aquecer
Na mão de qualquer menino

Quando eu for grande quero ser
Mais pequeno que uma noz
P'ra tudo o que eu sou caber
Na mão de qualquer de vós

Quando eu for grande quero ser
Uma laje de granito
Tudo em mim se pode erguer
Quando me pisam não grito

Quando eu for grande quero ser
Uma pedra do asfalto
O que lá estou a fazer
Só se nota quando falto

Quando eu for grande quero ser
Ponte de uma a outra margem
Para unir sem escolher
E servir só de passagem

Quando eu for grande quero ser
Como o rio dessa ponte
Nunca parar de correr
Sem nunca esquecer a fonte

Quando eu for grande quero ser
Um bichinho pequenino
Quando eu for grande quero ser
Mais pequeno que uma noz

Quando eu for grande quero ser
Uma laje de granito
Quando eu for grande quero ser
Uma pedra do asfalto

Quando eu for grande...
Quando eu for grande...

Quando eu for grande quero ter
O tamanho que não tenho
P'ra nunca deixar de ser
Do meu exacto tamanho

(José Mário Branco, letra de Manuela de Freitas)

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Adenda 2: Descobri mais um cantinho, graças à Teresa - A(zul)Mar

domingo, janeiro 01, 2006

1º dia de 2006... um momento pessoal

Excepcionalmente, um escrito não profissional, sim pessoal - mas não privado, que a existência dos meus netos com uma bisavó de 93 anos é pública na minha escola, como vai ser lá público que a minha neta de 7 anos fracturou uma perna neste primeiro dia do ano, quando amanhã me perguntarem se entrei bem nele.
Acidentes destes, bem como as habituais doenças infantis, fazem parte da infância, não são graves. Obrigam é a malabarismos na organização da assistência quando, como no caso, a curta família que vive próxima trabalha - e a mãe, que não é professora ou funcionária pública para ter direito a faltar para a assistência, até não sofreria, sem esse direito formal, qualquer penalização por faltar (a empresa onde trabalha não é desumana), mas acontece que essa solução seria caótica no trabalho que dela depende.
Mas há um quarto elemento da família vivendo próximo, a bisavó de 93 anos, ainda apta para contribuir para a organização que se impõe. Por isso, hoje escrevo para deixar:

À minha mãe, a minha homenagem e o meu pedido ao novo ano de 2006 que lhe conserve a mesma saúde e as mesmas forças (que, já frágeis, são ainda notáveis para a idade) que o ano de 2005 lhe conservou.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Memória de uma aventura...

... memória em "clima" de fim de semana...
... com dedicatória ao Miguel Pinto e ao Miguel Sousa.


(Fotos privadas, 2001)

E depois... a subida... a subida... e o passeio com a maravilhosa paisagem por baixo. E depois... a descida, até eu ter que pensar se ia conseguir aterrar a correr, isto é, sem me estatelar. Mas a aventura toda não posso mostrar, que o fotógrafo não tinha asas para acompanhar.
P.S.: Suponho que cá também seja como lá, em que só um encartado tem permissão para levar um não encartado, por isso até uma bisavó centenária (que contam que ainda há algumas em forma) pode experimentar a aventura com segurança... aqui fica o desafio às vovós ;-)

sexta-feira, novembro 04, 2005

...




"Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
"

Oswaldo Montenegro, in Metade


sexta-feira, outubro 21, 2005

Mais um escape

Fim de dia, fim de semana. Não me vai apetecer escrever. Já li a entrevista da Srª Ministra, já vi o último candidato à presidência da República, estou a entrar em fim de semana... não me apetece escrever, nem trabalhar, nem ter na cabeça governos, sistemas educativos, coisas dessas.
Já folheei as provas de exames de alguns dos meus alunos do ano passado e, a seguir, meti provas, grelhas e outra papelada num envelope e guardei-o fora da minha sala de trabalho, para não ter tentações, pois quero fim de semana!!

Para domingo, já o neto me propôs programa, a pretexto de que haverá novidades naquela coisa pouco a meu gosto e da minha bolsa, ali ---->


Mas haverá compensação, que terminamos numa partidinha aqui -->
Há 3 meses que não jogamos, vamos ver se ele já fez progressos e desta vez me ganha ;)