segunda-feira, novembro 14, 2005

Repetindo: carroça à frente dos bois.

Permito-me transcrever os dois extractos abaixo, do artigo de João Rangel de Lima publicado no Inquietações Pedagógicas. Permito-me porque o primeiro traduz o que sempre considerei o maior erro da actual ministra da educação e escrevi, por outras palavras (menos suaves), em 27 de Setembro: (...)Poderá a Srª Ministra da Educação ter tido boas intenções, possíveis de virem a dar frutos. Mas, a sua precipitada e obsessiva preocupação prioritária de estarem os alunos sempre ocupados na falta de professores, sobrepondo essa obsessão à viabilização, nas escolas, de ocupações pedagógicas (que, se acaso sabe o que isso é, pelo menos não faz a mínima ideia de que não se improvisam, mas sim se preparam mediante projectos e recursos) destruiu o que, eventualmente, poderia corresponder a intenções válidas.(...)

"A Srª Ministra não fala com os agentes educativos antes de decidir e tem um péssimo sentido de timing. Se assim não fosse, teria tido a calma de, durante este ano lectivo, apresentar o seu projecto de componente não lectiva e teria tido a dita de ouvir sugestões úteis e as Escolas teriam tido tempo de estruturar os tempos referidos em respostas úteis e realmente transformadoras da Escola. No próximo ano lectivo concretizar-se-ia o projecto."
(...)
"Não podemos continuar a oscilar entre estes dois desgraçados polos que têm marcado a nossa História: diálogo permanente sem decisão ou decisionite autista e arrogante. A primeira cria a deriva e o caos, a segunda uma ordem inoperante e crispação social - no próximo dia 18 há greve de professores."

4 comentários:

AnaCristina disse...

Seria de muito mau tom, que no meio das discussões das horas a mais, se pedisse a Avaliação dos Professores?? Mesmo que isso me viesse a prejudicar, acho que seria o ideal...
As horas já ninguém no-las tiram até ao próximo ano lectivo... Mas podias tentar mudar o Mundo de outra forma!!

Um abraço

IC disse...

Ana Cristina
Em Julho teria achado bem natural e acertado pedir um processo isento e correcto de avaliação dos professores, mas confesso que, neste momento, a tua pergunta foi inesperada :)Imagina, em vésperas da greve, juntar-lhe essa reivindicação... (deixo o pensamento nas reticências, que o assunto é delicado ;) )

Miguel Pinto disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Miguel Pinto disse...

Não, não me perderei nessa capital do império porque descobrirei muitos colegas ao pé de mim…. ;o)