segunda-feira, setembro 01, 2008

Saber mudar os planos (Parábola)

Auditório Vazio

Um orador entrou num auditório para proferir uma palestra e, com surpresa, deu com o auditório vazio. Só havia um homem sentado na primeira fila.
Desconcertado, o orador perguntou ao homem se devia ou não dar a palestra só para ele. O homem respondeu:
- Sou um homem simples, não entendo dessas coisas. Mas se eu entrasse num galinheiro e encontrasse apenas uma galinha para alimentar, eu alimentaria essa única galinha.
O orador entendeu a mensagem e deu a palestra inteira, conforme havia preparado. Quando terminou, perguntou ao homem:
- Então, gostou da palestra?
O homem respondeu:
- Como eu lhe disse, sou um homem simples, não entendo dessas coisas... Mas se eu entrasse num galinheiro e só tivesse uma única galinha, eu não daria o saco de milho inteiro para ela.

Uma das tarefas mais importantes na nossa vida profissional é saber mudar os planos, quando a situação muda. Todos têm um plano, mas nem todos sabem o que fazer quando ele não dá certo.
www.... (Autor desconhecido)

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Adenda

A propósito de saber mudar os planos, pus-me a pensar que, se estivesse agora prestes a iniciar o novo ano lectivo, estaria decerto a dar voltas à cabeça para conseguir redefenir planos e estratégias - mas não estou a referir-me a aulas e alunos. E acho que o ideal seria não apenas tentar isso individualmente, mas colectivamente a nível de cada escola - e este parece-me um momento oportuno (sempre são duas semanas com os professores nas escolas ainda sem aulas e com as baterias recarregadas pelas férias...)

6 comentários:

Fátima André disse...

Boas (re)entradas!
Excelente a mensagem da parábola... Dá que pensar, não é verdade?

Gosto sempre de ouvir falar de trabalho de equipa, do colectivo, de colegialidade... ajuda-me a recarregar a minha bateria. E principalmente porque acho que é esse o caminho...
:)

henrique santos disse...

Isabel
gostei tanto da parábola como da tua sugestão.
Relativamente à parábola lembrei-me do grande psicólogo Jerome Bruner, quando ele refere as complementaridades fundamentais de dois tipos de pensamento: o que funciona à base de narrativas e o mais lógico-científico.
Quanto à tua óptima sugestão,também penso que de facto não há volta a dar ao actual estado de coisas, a não ser uma acção colectiva e unida, mas baseada em ideias mobilizadoras também construídas numa base em que o colectivo tenha participação decisiva. Isto se estou a interpretar bem a tua ideia. O momento, ainda fresquinho, das pessoas, seria o ideal. Mas possivelmente nós professores, vamo-nos já desgastar e bem, com a preparação de tarefas bem consumidoras que os nossos mandantes, com os seus decretos, tão bem delinearam.

IC disse...

Fátima
Obrigada. Boas (re)entradas também! :) Aliás, as minhas agora já são só virtuais, por isso são muito intermitentes.

Henrique
Interpretaste bem a minha ideia, sim. Mas não ignoro o que dizes no final. No entanto, sabes que às vezes uma voz fundamentada, por exemplo num plenário de início do ano lectivo, é capaz de trazer esperança, mobilizar para a necessidade prioritária de debater a situação antes que esta bata ainda mais no fundo, despertar a consciência de que os professores têm mais poder do que possa parecer se assim o quiserem.
Enfim... eu calculo bem que isso nunca foi tão difícil como agora, resta confiar na sabedoria popular: Água mole em pedra dura tanto bate até que fura (e as "águas" em que estou a pensar nem são nada moles ;) )

tsiwari disse...

Sempre gostei desta históriazinha. Ou será estória?

Quanto aos tempos que vivemos são, mais do que nunca, para nós, profissionais da educação, tempos de estarmos uns COM os outros e não uns CONTRA os outros.

É difícil mas é possível.

;)*****

Madalena disse...

Esta parábola ilustra sem dúvida a falta de senso comum (ou prático)dos que tratam das coisas do "espírito/intelecto"! Não sei se as férias carregam baterias, Isabel!!!!! Às vezes, ainda descarregam mais. beijinhos e "Feliz Ano Novo" já que para nós o ano novo é mesmo este!

RESSACA ® disse...

Pedindo antecipadas desculpas pela “invasão” e alguma usurpação de espaço, gostaríamos de deixar o convite para uma visita a este Espaço que irá agitar as águas da Passividade Portuguesa...