sábado, maio 27, 2006

Intercalando (desculpa-me, Inês)

Ouvi o noticiário das 22h. A Ministra da Educação está (ou é) mentalmente doente, o país está cego, e os pais aprovam porque não lhes passa pela cabeça a reciprocidade: serem avaliados pelos professores e outros utentes dos serviços que prestam. O doente avalia a competência do diagnóstico e da receita, o queixoso avalia a competência do processo instaurado pelo seu advogado, o camionista que todos os dias irá passar numa ponte avalia a competência do projecto para a mesma. Quanto aos pais jornalistas e outros "escribas" que bem prepararam o actual terreno, esses sabem que os professores até têm competência para avaliar a sua escrita, o seu rigor intelectual, as suas montagens, mas esses... estão a salvo de avaliações pela "liberdade de imprensa".
Creio que é de Glauco Matoso o dito: Só há duas maneiras de governar, pela força ou pela farsa. Acho que a força é, muitas vezes, resultado de paranóia ou esquizofrenia, a farsa é muitas vezes a capa da hipocrisia, mas neste ME já nem vejo uma coisa nem outra, vejo uma mais simples, a irresponsabilidade dos BURROS (desculpem-me a comparação, simpáticos animais que ninguém acusa por não serem da espécie 'animal racional')

2 comentários:

f... disse...

Pois é, Isabel.

E o problema não é só esse... nem sei se esse, sendo mau, não será um dos menores. Lê a proposta de diploma e perceberás do que falo - é maquiavélica!

PS: http://www.fenprof.pt/DynaData/SM_Doc/Mid_115/Doc_1498/Anexos/ECD%20revis%E3o%20-%20proposta%20final.pdf

IC disse...

f., pois, já li, logo a seguir a ter escrito esta entrada em cima do telejornal. Mas obrigada na mesma. Para a semana ponho uma entrada (já está em draft há 2 dias pois foi apenas motivada por um encontro com uma amiga e colega aposentada no ano passado). Para referir a frase dela: "e nós lutámos tanto!" Sim, impedimos projectos de governos PSD, que se passa agora, é por a ministra ser PS?? Sempre cairam ministros independentemente dos governos, e há formas eficazes de luta sem passar pela clássicas greves e eu não compreendo a fouxidão do geral dos professores (nem estou a falar dos sindicatos) :(