quinta-feira, maio 31, 2007
Desigualdade de direitos
(No Público de ontem)
quarta-feira, maio 30, 2007
Greve
terça-feira, maio 29, 2007
Greve: Conheça os seus direitos
sábado, maio 19, 2007
Desligando o pc por uma dúzia de dias

Ali habitam minhas saudades. Amanhã estarei lá. Já estou ouvindo Lio a dizer todo o tempo: Viens jouer avec moi...
:)
segunda-feira, maio 14, 2007
Breve interrupção da pausa deste blogue
Quando criei este blogue mal conhecia a blogosfera e ainda nem tinha procurado blogues de colegas. Aliás, criei-o em Maio, mas pensando que só nas férias seguintes teria tempo para lhe começar a dar corpo. Estava, então, bem longe de imaginar que muito brevemente a nova ministra da Educação viria desviar-me de memórias, nem que fossem memórias com poucos meses.
Criei-o pensando-me particularmente como professora de Matemática do Básico. Essa disciplina, sempre a de maior taxa de insucesso, mas tão importante na educação para os hábitos (e o gosto) de desafiar o raciocínio e procurar o rigor e a precisão (deixem que me exprima simplificadamente, não quero alongar-me), essa disciplina, cá na minha convicção, precisa de ampla partilha de experiências, especialmente sobre os métodos de ensino dela - note-se que disse experiências, pois teoria e estudos importantes não faltam.
Depois de intermitências e de intenções de intervalos, entrei finalmente em pausa de escrita aqui (um post ou outro não altera isso). Entrei, porque não gosto de andar, em nada, a balançar entre "quero continuar" e "não quero continuar", e o meu bloguezito nem é caso para isso, não é caso para precisar de decisões, a decisão virá por si quando calhar, embora não esteja a pensar apagá-lo pois guarda algumas recordações.
P.S.
terça-feira, maio 01, 2007
O que eu queria era um mês de Maio cheio de flores...

Quando não sei quando volto, gosto de deixar o meu cantinho bonito (recorrendo aos Grandes criadores de beleza).
Mas...
(1)
...mas, o que eu queria era um mês de Maio cheio de flores.
domingo, abril 29, 2007
A propósito do artigo "Professores confessam ângustias em blogues"
«Olá, Ângela Marques
Vou tentar dizer rapidamente o que penso, mas fico à disposição para algumas questões concretas que eventualmente queira colocar. E vou referir-me apenas aos blogues de professores que são assumidos como tendo por temáticas essencias as relacionadas com educação-ensino (ensino não superior).
Não me detenho no importante e óbvio aspecto geral de a blogosfera ser um espaço de liberdade de expressão e de opinião públicas aberto a todos os que o queiram utilizar.
Começo por salientar a importância de um tipo de blogues de professores voltados principalmente para a partilha de experiências e práticas, cujos autores são professores que procuram sempre inovar, que procuram novos recursos nomeadamente no campo do uso das TIC no ensino, e que partilham as suas experiências, interrogam, avaliam e proporcionam nessa partilha enriquecimento para todos os que os lêem, quer para os que também partilham as suas, quer sobretudo para os professores mais novos, dos quais há já bastantes testemunhos do apreço pelo que aprendem com outros já mais experientes. Há já bastantes blogues deste tipo, cito um apenas a título de exemplo - O Tempo de Teia:
http://tempodeteia.blogspot.com/ .
Ainda neste âmbito, há também blogues cujos autores, dominando bem as TIC, têm principalmente (ou até exclusivamente) o objectivo de divulgar os novos recursos aplicáveis ao ensino que constantemente estão a surgir, e que são preciosos para os professores que, não tendo tido uma formação nesse campo, desejam actualizar-se dado que se torna urgente a generalização do uso desses recursos, aliás motivadores para os alunos. Um exemplo: O Educação, Matemática e Tecnologias (não só recursos aplicáveis na Matemática, apesar do título):
http://blog.joseoliveira.net/
Passando para outro tipo de blog mais voltado para a política educativa e para a análise das novas medidas, é natural que encontre crítica, mas é também aí que se encontram publicadas a análise e a opinião dos que estão no "terreno", são os professores quem conhece bem este, mas são os professores precisamente os que raro espaço têm na comunicação social para serem ouvidos, mesmo quando na comunicação social são denegridos, acusados, todos metidos no mesmo saco.
Entre estes blogues, há blogues de bastante qualidade, cujos autores escolheram o ensino por vocação e, muitos, por paixão mesmo, e a exposição e debate de ideias é sempre importante como dinamização do pensamento e da reflexão, para o que há cada vez menos espaço e tempo dentro das escolas devido à catadupa de papelada e tarefas burocráticas que tem caído nas reuniões dos diversos orgãos da escola. E, se haverá professores cujos blogues possam denotar mais preocupação com a situação profissional dos docentes, outros há cujas temáticas de discussão são na defesa da escola pública e na preocupação com os alunos (os alunos todos).
Pronto, já disse o suficiente para mostrar que considero positivo o crescente interesse dos professores pela blogosfera. Como em tudo, há qualidade melhor e qualidade menor.
Mas quero ainda referir um outro uso crescente do blog pelos professores, que é a criação de blogs de turmas. Seja para a escrita de contos e poemas pelos alunos, seja para a divulgação de trabalhos destes, seja, no caso de turmas de anos mais avançados, para tratarem temas curriculares exigindo pesquisa ou proporcionando debate, etc. - o blog é motivador para os alunos e, através de um blog orientado pelo professor podem desenvolver várias competências.
Duas notas finais sobre duas observações suas:
1ª - Confesso que nunca vi dizer mal dos alunos em blogues. Mas é preciso ter em atenção dois aspectos. Um, é que há blogues de professores que são mesmo uma espécie de diário, tanto falam de outras coisas do quotidiano como das aulas, e creia que há muitos professores que quanto mais se preocupam com os alunos, mais se desesperam quando não trabalham, é natural que tenha encontrado desabafos. Outro aspecto, é que não se confunda a referência à perda de hábitos de trabalho e esforço, e à indisciplina, notoriamente crescentes nos últimos 10 ou 15 anos, com atribuição de "culpa" aos alunos. Os professores "bloguistas" mais considerados, quando referem isso, sabem e apontam que as causas são variadas, devendo preocupar toda a sociedade - pais, professores, governo, responsáveis pelos media (principalmente TV), ...
2ª - Pergunta se os blogues dos professores são lidos pelos alunos. Penso que terão pouca curiosidade por isso e, exceptuando os blogues que são criados para alunos, naturalmente que os professores não vão publicitá-los nas turmas, tal como nas aulas o que se deve é desenvolver competências de análise e de crítica fundamentada, não fazer a cabeça dos alunos com as ideias pessoais dos professores.
Desejo-lhe bom trabalho (que será decerto árduo, pois a variedade é grande e mesmo cada blogue não pode ser percebido quanto às suas temáticas predominantes por pequena amostra de postagens.
Com os melhores cumprimentos
Isabel Campeão, professora de Matemática aposentada desde Setembro último, blogue: http://msprof.blogspot.com»
sexta-feira, abril 27, 2007
Os tempos livres das crianças
quarta-feira, abril 25, 2007
33 anos depois...
terça-feira, abril 24, 2007
"Boys and girls need separate classes"
domingo, abril 22, 2007
FENPROF
(Se os professores assim quiserem. Não duvido da determinação dos dirigentes da FENPROF, mas a sua força dependerá sempre da firmeza e da luta a que os professores estiverem dispostos na defesa quer dos seus legítimos direitos, quer de um sistema de educação-ensino de qualidade e democrático)
sábado, abril 21, 2007
Uma dica (Sou conservadora no software)
Há necessidades correntes e básicas que não precisam de software complicado nem pago (ou "pirateado"). E, já que acabei de recuperar o meu velhinho visualizador gráfico - o IrfanView -, agora em versão actualizada, lembrei-me de deixar a dica para quem não o tenha. Tinha deixado de o instalar e até me esquera dele. É grátis e muito simples, mas tem várias funcionalidades que o tornam mais do que um mero visualizador (e pode ser configurado para abrirem com ele apenas ficheiros dos formatos que se desejem). Podem ver essas funcionalidades neste post aqui (foi esse post do Jazzit que mo recordou), ou aqui (pois pareceu-me que o 1º link funciona mal). Para download: IrfanView - graphic viewer.
quinta-feira, abril 19, 2007
Momentos...
LEMBRO-ME ou não ? Ou sonhei ?
Flui como um rio o que sinto.
Sou já quem nunca serei
Na certeza em que me minto.
O tédio de horas incertas
Pesa no meu coração,
Paro ante as portas abertas
Sem escolha nem decisão.
Fernando Pessoa, Poesias Inéditas
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Feodor Vasilyev. Maré.
segunda-feira, abril 16, 2007
Uma memória do cinema
_______
P.S.
Uf!!! Tinha esta cena final do Tempos Modernos em rascunho e quando fui publicar... tinha sido retirada do YouTube! Mas eu tinha que encontrar essa cena, só levou um bocadinho de tempo ;)
domingo, abril 08, 2007
Um livro...
Emocionou-me porque este livro foi uma obra que li sofregamente algures na década de 70. Sugiro-o vivamente, pelo menos aos professores de Matemática. Apesar da minha grande admiração por Bento de Jesus Caraça, limito-me a reforçar aqui a referência a esta obra. Um aspecto que nela me fascinou foi a perspectiva dialéctica com que o autor descreve várias evoluções na história da Matemática, nomeadamente no progressivo alargamento do campo dos números, na ultrapassagem de "impasses" gerando novas criações da mente humana no que respeita a conceitos matemáticos, inclusivamente os que se tornaram elementares. Outro aspecto que foi para mim muito interessante tem a ver com uma descrição que alia as novas criações aos contextos e necessidades sociais.
Do prefácio do próprio Bento de Jesus Caraça, datado de 1941, transcrevo a 1ª parte, intitulada Duas atitudes em face da Ciência:
«A Ciência pode ser encarada sob dois aspectos diferentes. Ou se olha para ela tal como vem exposta nos livros de ensino, como coisa criada, e o aspecto é o de um todo harmonioso, onde os capítulos se encadeiam em ordem, sem contradições. Ou se procura acompanhá-la no seu desenvolvimento progressivo, assistir à maneira como foi sendo elaborada, e o aspecto é totalmente diferente - descobrem-se hesitações, dúvidas, contradições, que só um longo trabalho de reflexão e apuramento consegue eliminar, para que logo surjam outras hesitações, outras dúvidas, outras contradições.
Descobre-se ainda qualquer coisa mais importante e mais interessante: - no primeiro aspecto, a Ciência parece bastar-se a si própria, a formação dos conceitos e das teorias parece obedecer só a necessidades interiores; no segundo, pelo contrário, vê-se toda a influência que o ambiente da vida social exerce sobre a criação da Ciência.
A Ciência, encarada assim, aparece-nos como um organismo vivo, impregnado de condição humana, com as suas forças e as suas fraquezas e subordinado às grandes necessidades do homem na sua luta pelo entendimento e pela libertação; aparece-nos, enfim, como um grande capítulo da vida humana social.
Será esta atitude que tomaremos aqui. (...)»
segunda-feira, março 26, 2007
quarta-feira, março 21, 2007
Pour Sô
segunda-feira, março 19, 2007
Educação para os Media: que papel cabe à escola?
Primeiro, em jeito de introdução, palavras de José Paulo Serralheiro no artigo A vida social e política ao sabor do telecomando:
"(...)
A política e a vida transformadas em espectáculo televisivo não são uma questão local mas global. Os média [em geral] deixaram desde há muito de ser espaços de discussão, de debate, de informação pertinente e fiável, de racionalidade, de análise da realidade, para serem lugares promotores de espectáculos onde cabem, cada vez mais, a vulgaridade, (...) O que cada vez mais espectadores esperam é o «espectáculo da vida» e imaginar-se participante dele.
(...)
A crença de que «o que não passa na comunicação social não existe» tem efeitos devastadores nas sociedades. E se não importa fazer, mas fazer constar que se faz, que consequências tem tal realidade na carreira e na prática docente?
(...)
Os objectivos educacionais são políticos, não são técnicos. E por isso a profissão docente não dispensa nem o pensar nem a política.
(...)
Também nesta Pós-Modernidade portuguesa, onde florescem novos «ismos», a nova gerência do Estado ambiciona dispensar-nos do pensamento critico e convida-nos a bastarmo-nos com o espectáculo comunicacional. É que não aprender a pensar é condição indispensável para se aceitar que os caminhos do mundo não são diversos, mas são só um e mais nenhum. "
A seguir, palavras de Sara Pereira, no artigo Educação para os Media: por onde começar?:
"(...) Esta reflexão surge num momento simbólico para esta área – a celebração do 25º aniversário da Declaração de Grunwald, um documento publicado pela UNESCO a 22 de Janeiro de 1982 que expressa as razões da premência e da pertinência da EPM. Um quarto de século depois desta Declaração, pouco se avançou neste domínio em Portugal. (...) Em 1993 o então Secretário de Estado dos Ensinos Básico e Secundário encomendou à Universidade do Minho um estudo que teve como finalidade apresentar propostas de implementação da EPM nos vários níveis de ensino. A iniciativa foi encarada, na altura, como uma excelente possibilidade para que esta área entrasse formalmente nos curricula de crianças e jovens, porém, com a mudança de Governo, o estudo acabou por ficar na gaveta, sem qualquer seguimento. A EPM permaneceu, deste modo, um domínio de ninguém, empurrado muitas vezes da escola para a família e vice-versa. (...) Por motivos de vária ordem, alguns conhecidos, outros ainda por apurar, esta área tem tido uma aceitação e uma recepção difíceis por parte dos que poderiam ser seus protagonistas (os vários agentes educativos – professores, pais, técnicos dos serviços educativos, etc). Um desses motivos é, necessariamente, a pouca oferta de formação dirigida aos actuais e futuros profissionais da educação (...)
sábado, março 17, 2007
E já que falei da matemática...
"A Matemática pura é, à sua maneira, a poesia das idéias lógicas.” Albert Einstein |








