terça-feira, janeiro 18, 2011

Os meus Intervalos - II

Depois de, no post anterior, ter relatado (mais uma vez?) os motivos da minha desmotivação para a escrita neste blogue e de ter finalizado com a decisão de o tornar (quase) apenas como aquele cantinho que também, outrora,  tinha intervalos que o tornavam para mim como que não virtual, mas como se fosse um cantinho real onde, de vez em quando, me apetecia ir sentar por uns momentos para repousar perante um poema, uma canção ou uma reprodução de alguma obra de arte, hoje inicio essa decisão. Não importa que o nome do blogue se mantenha, pois as memórias estão nos seus arquivos, nem que agora passe, muito provavelmente,  a ser "O blogue que ninguém lê nem vê". É o meu cantinho.
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Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
Fernando Pessoa, Não basta abrir a janela.

René Magritte (1936), La clef des champs 

7 comentários:

Miguel Pinto disse...

"O blogue que ninguém lê nem vê".
Olha que não, olha que não, IC ;)
Não seremos muitos... não sei... mas daqui não arredamos pé :)

tsiwari disse...

Estou com o Miguel... e contigo!


Adoro este poema de hoje - é dos meus favoritos!


Bjo

IC disse...

Obrigada amigos Miguel e Tsiwari :)

Isabel Preto disse...

Este cantinho que tanta gente lê e nos adoça a alma! Sempre contigo...e sem palavras para agradecer os teus mimos...
Beijinhos.

Raul Emilio Martins disse...

Podes dizer o que quiseres... Mas este blog é, definitivamente, herança que nos deixas.
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Beijinho.abraço.sorriso.aternuração.

IC disse...

Beijinhos Isabelinha. Tu também me dás mimos :)

IC disse...

Raul, obrigada pelas tuas palavras que me sensibilizam. Abraço grande.