terça-feira, dezembro 20, 2011
sábado, dezembro 17, 2011
Vídeo histórico censurado
Era um vídeo de hora e meia. Era a História que é indispensável conhecer, desde décadas do século passado até à actual crise. Muito sinteticamente, eu chamar-lhe-ia a "História da ganância e da corrupção financeiras".
O link era este: http://vimeo.com/25142692. Agora lê-se: "Sorry, "Inside Job / Trabalho Interno (2010) Legendado PT" was deleted at 11:31:38 Wed Dec 14, 2011. We have no more information about it on our mainframe or elsewhere."
Descrevia nomeadamente (e identificadamente) a corrupção na indústria financeira.
Tinha tirado brevíssimas notas do final, o que não é nada, mas é só o que posso deixar:
"Durante dácadas o sistema financeiro americano foi estável e seguro. Mas a situação mudou. (...) A indústria financeira virou as costas à sociedade. Corrompeu o nosso sistema político e mergulhou a economia mundial na crise. (...) Com um custo enorme, evitaremos o desastre. Mas os homens e instituições que causaram a crise ainda estão no poder. E isso precisa mudar. Eles dirão que precisamos deles e que o que fazem é muito complicado para que entendamos. Eles dirão que não acontecerá de novo. Gastarão biliões lutando contra a reforma.
Não será fácil, mas valerá a pena lutar."
quinta-feira, dezembro 08, 2011
Contrastes
Senhor Ministro Vitor Gaspar, não consegue criar um espacinho na sua cabeça repleta de números para ao menos um minuto por dia pensar também nas pessoas e revelar alguma sensibilidade?
Senhor Primeiro Ministro, não lhe ocorre reservar ao menos um minuto por dia para ponderar na sua subserviência à ditadura de Merkel e Cª, cujas consequências o levarão ao "orgulho" fugaz de cumpridor mais do que zeloso até ao dia em que, deixando o país na pobreza e miséria, outros terão que o tentar levantar com as dificuldades extremamente acrescidas pelos seus erros, que a História julgará? Protegendo os poderosos do nosso país, não lhe ocorre a palavra Moral e alguma sensibilidade para com aquele povo que tem direito à sobrevivência?
Contrastes de sensibilidades
Com o agradecimento ao Professor Álvaro Gomes
_________
ADENDA
Este vídeo foi "travado" - métodos modernos a substituirem o "lápis azul" de triste memória.. Comentários para quê?
segunda-feira, dezembro 05, 2011
Mas o nosso governo "ama" essa senhora...
«(...) Embora ainda há pouco tempo contássemos, para citar o poeta alemão Hölderlin, que "onde há perigo, cresce também a salvação", está agora a aparecer no horizonte uma contrarrealidade nova: onde há salvação, cresce também o perigo. De imediato, insinuou-se na cabeça das pessoas uma questão nervosa: as medidas tomadas para salvar o euro estarão a acabar com a democracia europeia? Será que a UE "resgatada" está a deixar de ser uma União Europeia, tal como a conhecemos, e a tornar-se um IE, um Império Europeu com selo alemão? Esta crise interminável estará a parir um monstro político? (destaque meu)
Não há muito, era comum falar-se em termos depreciativos sobre a dissonância dentro da União Europeia. Agora, de repente, a Europa tem um único telefone: toca em Berlim e, de momento, pertence a Angela Merkel.(...)»
Ulrich Beck (sociólogo alemão) in The Guardian, 1Dez2011
quarta-feira, novembro 30, 2011
Nas mãos dos professores - provocações à reflexão I
Nota prévia
Os professores estão tristes, como triste está o país. Mas a força do ser humano reside em não desistir. E as nossas crianças e adolescentes precisam de quem não desista deles.
Derrotismo e individualismo abafam a consciência do poder que têm os professores em união e colaboração. Tal como boas medidas políticas para a Educação nenhum efeito teriam sem os professores, também as medidas que desprezam as crianças e jovens sem possibilidade de prescindir da Escola Pública não têm, por si, o poder de impedir o papel do professor e a sua relação com os alunos na sala de aula.
Como todos os que trabalham, os professores sofrem o roubo prepotente de direitos remuneratórios e o agravamento das condições de exercício da profissão. Mas há duas maneiras de enfrentar as dificuldades. Uma é cada um fechar-se em si mesmo numa rotina entediante dos dias feitos dos gestos obrigatórios; outra é não abdicar da ação que dá sentido à vida e à esperança.
Mais que nunca, os professores que não desistem dos seus alunos são, para as crianças e adolescentes, os imprescindíveis.
Os professores estão tristes, como triste está o país. Mas a força do ser humano reside em não desistir. E as nossas crianças e adolescentes precisam de quem não desista deles.
Derrotismo e individualismo abafam a consciência do poder que têm os professores em união e colaboração. Tal como boas medidas políticas para a Educação nenhum efeito teriam sem os professores, também as medidas que desprezam as crianças e jovens sem possibilidade de prescindir da Escola Pública não têm, por si, o poder de impedir o papel do professor e a sua relação com os alunos na sala de aula.
Como todos os que trabalham, os professores sofrem o roubo prepotente de direitos remuneratórios e o agravamento das condições de exercício da profissão. Mas há duas maneiras de enfrentar as dificuldades. Uma é cada um fechar-se em si mesmo numa rotina entediante dos dias feitos dos gestos obrigatórios; outra é não abdicar da ação que dá sentido à vida e à esperança.
Mais que nunca, os professores que não desistem dos seus alunos são, para as crianças e adolescentes, os imprescindíveis.
Provocações à reflexão - I
sábado, novembro 26, 2011
...
Os povos serão cultos na medida em que entre eles crescer o número dos que se negam a aceitar qualquer benefício dos que podem; dos que se mantêm sempre vigilantes em defesa dos oprimidos não porque tenham este ou aquele credo político, mas por isso mesmo, porque são oprimidos e neles se quebram as leis da Humanidade e da razão; dos que se levantam, sinceros e corajosos, ante as ordens injustas, não também porque saem de um dos campos em luta, mas por serem injustas; dos que acima de tudo defendem o direito de pensar e de ser digno.
Agostinho da Silva, in Diário de Alcestes
Eu não quero ter poder
Mas apenas liberdade
P'ra dizer aos do poder
O que entendo ser verdade
Agostinho da Silva
segunda-feira, novembro 21, 2011
sexta-feira, novembro 18, 2011
De vez em quando o meu copo transborda
e, embora nunca pense em terminar de vez com este cantinho, lá volto a suspendê-lo por tempo indeterminado pois não há paciência para escrever - fica, sim, a impaciência na espera de ver a resistência sair à rua (não ver apenas, sair também, claro), sair à rua e voltar a sair, mais e mais, e não só por parte do meu povo, que isso agora talvez não baste, mas resistência dos povos unidos, que urge.
A "gota" de água que hoje fez transbordar o meu copo:
Enquanto isto, e enquanto se tiram às pessoas direitos adquiridos como são os seus salários, que esses acha o governo e acha a maioria dos senhores deputados que é só decretar "cortem-se" ao mesmo tempo que, pelos vistos, pensam "mas a mim não". Pelos vistos, sim: A reintegração dos deputados na vida civil irá custar aos cofres públicos, até ao final de 2012, mais de 800 mil euros. Porque para esses senhores deputados direitos adquiridos para si próprios são intocáveis, e a lei que revogou em 2005 o dito subsídeo de integração para todos os seus colegas seguintes não os atinge porque "já tinham adquirido esse direito".
Não contesto, mas dizer, digo, digo que eu teria vergonha de solicitar o tal apoio de integração (e resta saber se precisaram de algum apoio para retomarem a sua anterior actividade profissional). Mais:
E outros 11 antigos deputados pediram a concessão da subvenção vitalícia.
E outros 11 antigos deputados pediram a concessão da subvenção vitalícia.
Nota: A Assembleia da República pediu à Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) um parecer sobre a divulgação dos nomes dos beneficiários do subsídio de reintegração e da subvenção vitalícia. Pois eu não quero saber nomes, que isso acho feio. Só gostava que houvesse o exemplo da moralidade, e para não falar de uma coisa bonita que se chama solidariedade.
E, antes de deixar este cantinho a marinar até me voltar a paciência, retomo a notícia do início. Gota de água? A mim não se afigura gota apenas. Talvez porque sou de um tempo que nem o actual ministro da educação, nem o das finanças, nem o primeiro sofreram. De um tempo em que, se pertenci à elite dos que então puderam estudar e prosseguir estudos, não foi por "berço" mas sim pelo enorme sacrifício dos meus pais - um sacrifício que, apesar de tudo, conseguiram mas não bastava para muitos e muitos. E quando, agora, já estou a saber do grande aumento de desistências de alunos que conquistaram o acesso ao ensino superior, isto transborda-me de facto o copo em que tento não fazer comparações com um passado morto - morto, mas com fantasmas que ressuscitam.
quarta-feira, novembro 16, 2011
Deixo um poema...
O homem que contempla
Vejo que as tempestades vêm aí
pelas árvores que, à medida que os dias se tomam mornos,
batem nas minhas janelas assustadas
e ouço as distâncias dizerem coisas
que não sei suportar sem um amigo,
que não posso amar sem uma irmã.
E a tempestade rodopia, e transforma tudo,
atravessa a floresta e o tempo
e tudo parece sem idade:
a paisagem, como um verso do saltério,
é pujança, ardor, eternidade.
Que pequeno é aquilo contra que lutamos,
como é imenso, o que contra nós luta;
se nos deixássemos, como fazem as coisas,
assaltar assim pela grande tempestade, —
chegaríamos longe e seríamos anónimos.
Triunfamos sobre o que é Pequeno
e o próprio êxito torna-nos pequenos.
Nem o Eterno nem o Extraordinário
serão derrotados por nós.
Este é o anjo que aparecia
aos lutadores do Antigo Testamento:
quando os nervos dos seus adversários
na luta ficavam tensos e como metal,
sentia-os ele debaixo dos seus dedos
como cordas tocando profundas melodias.
Aquele que venceu este anjo
que tantas vezes renunciou à luta.
Esse caminha erecto, justificado,
e sai grande daquela dura mão
que, como se o esculpisse, se estreitou à sua volta.
Os triunfos já não o tentam.
O seu crescimento é: ser o profundamente vencido
por algo cada vez maior.
Rainer Maria Rilke
(Via Amélia Pais)
Vejo que as tempestades vêm aí
pelas árvores que, à medida que os dias se tomam mornos,
batem nas minhas janelas assustadas
e ouço as distâncias dizerem coisas
que não sei suportar sem um amigo,
que não posso amar sem uma irmã.
E a tempestade rodopia, e transforma tudo,
atravessa a floresta e o tempo
e tudo parece sem idade:
a paisagem, como um verso do saltério,
é pujança, ardor, eternidade.
Que pequeno é aquilo contra que lutamos,
como é imenso, o que contra nós luta;
se nos deixássemos, como fazem as coisas,
assaltar assim pela grande tempestade, —
chegaríamos longe e seríamos anónimos.
Triunfamos sobre o que é Pequeno
e o próprio êxito torna-nos pequenos.
Nem o Eterno nem o Extraordinário
serão derrotados por nós.
Este é o anjo que aparecia
aos lutadores do Antigo Testamento:
quando os nervos dos seus adversários
na luta ficavam tensos e como metal,
sentia-os ele debaixo dos seus dedos
como cordas tocando profundas melodias.
Aquele que venceu este anjo
que tantas vezes renunciou à luta.
Esse caminha erecto, justificado,
e sai grande daquela dura mão
que, como se o esculpisse, se estreitou à sua volta.
Os triunfos já não o tentam.
O seu crescimento é: ser o profundamente vencido
por algo cada vez maior.
Rainer Maria Rilke
(Via Amélia Pais)
segunda-feira, novembro 14, 2011
domingo, novembro 13, 2011
sexta-feira, novembro 11, 2011
Por medidas mais justas...
Para cortar nos salários não é precisa coragem - basta ter uma maioria absoluta. Para medidas menos injustas basta coragem para não ceder às pressões dos interesses graúdos. E, mesmo que medidas mais justas não cheguem, valeria a demonstração de sentido de moralidade.
quarta-feira, novembro 09, 2011
Uma síntese simples mas lúcida
«A União Europeia está a esboroar-se e os sábios discutem o sexo dos anjos. Anteontem, saímos aterrados do programa Prós e Contras. A questão já não é de ficar ou não ficar no euro. A questão é de sair e de como sair. Mas qualquer das portas conduz-nos à desgraça. Não conseguimos evitar as armadilhas da violência e da miséria, e a emocionante ideia dos "fundadores" do projecto está posta de lado. Politicamente, a União não existe; a solidariedade, imaginária; e o desenvolvimento económico caracterizado pela supremacia da Alemanha sobre todos os outros países. Sem esquecer que o nacionalismo ressurge com uma força inesperada e que a extrema-direita manifesta assustadoras práticas de reprodução.
A Europa das nações foi um mito, nascido das exigências pessoais e morais de alguns homens que haviam sofrido duas guerras. Há qualquer coisa de poético neste almejo; mas há, igualmente, algo de impraticável. O caso da Grécia é, somente, um incidente à espera de acontecer. Resulta de diferenças culturais e de opostas concepções políticas. Uma comunidade não é sinónimo de exclusão e de pobreza, se os seus dirigentes souberem e quiserem controlar as diversidades. A União nasceu desse equívoco. Afinal, não somos todos diferentes e todos iguais. Opuseram-se-lhe não só a subjectividade dos protagonistas políticos como a nova e tumultuosa ordem económica e uma juventude distanciada de uma definição comunitária.
Torna-se pungente assistir aos salamaleques de Pedro Passos Coelho ante os senhores do mando, e o afã com que se apressa a ser um zeloso cumpridor das ordens emanadas de fora. Há um défice de dignidade e de orgulho que a desenvoltura do primeiro-ministro não consegue dissimular, e se espelha, afinal, em todos nós. O conceito de inferioridade nasce daquele que se considera como tal. E esse conceito, levado ao limite, transforma num ser alienado aquele que a isso se submete. Se a Grécia expressou uma auto-afirmação simbólica, logo os países que se encontram na mesma linha de dificuldades demonstraram uma animosidade clara. A assimilação do medo faz parte das desigualdades de que a União é cada vez mais fértil.
Portugal, este Governo, exclui qualquer alternativa que abandone as regras impostas de fora. Todas as possibilidades que se combinem entre si são imediatamente eliminadas, numa lógica de alienação e de negação que chega a ser repugnante. Nada nos diz que a situação melhore nos próximos anos. Independentemente da vontade dos povos, dos protestos que façamos, das indignações que protagonizemos, das censuras que lavremos, os poderes que nos amarram são extremamente poderosos. Os estorvos que consigamos causar não chegam para alterar o projecto passadista e profundamente reaccionário que está em curso.»
domingo, outubro 23, 2011
Já basta de tantas palavras!
Os economistas, que deveriam ter conhecimento e lucidez, não se entendem (ou não querem entender-se). E os opinadores para todos os gostos fazem um barulho ensurdecedor.
O povo português é atordoado pelas chantagens das ditas inevitabilidades e pelas estratégias do medo, restando-lhe difíceis intuições e a pergunta: será que o destino do país está entregue a governantes competentes, ou não são estes mais do que irresponsáveis atrevidos que quiseram governar sem estudo e sem abertura à ponderação de propostas alternativas a medidas que tomem para além do compromisso com a dita troika?
Sinceramente, já só sou capaz de escrever o que agora escrevi no topo deste blogue.
(Quanto à Europa, esse é também um problema aflitivo e primordial. Contudo, vamos tendo um governo empenhado em ser mais papista do que a papista-troika)
quarta-feira, outubro 19, 2011
Quando a Educação e a Cultura baixam para o nível da pobreza...
... as consequências podem ser irreversíveis por muito tempo!
«A despesa pública em educação em percentagem do Produto Interno Bruto, prevista para 2012, vai empurrar Portugal para a cauda da União Europeia.
De 5% do PIB em 2010, as despesas do Estado com a educação passarão a representar apenas 3,8%. Na UE, a média é de 5,5%. Na Eslováquia, que estava no final do tabela, rondava os 4%.
A descida deste indicador estrutural é apresentada na proposta de Orçamento do Estado para 2012.»
E enquanto Vitor Gaspar continua a guiar-se pela sua fé no "deus mercado", Nuno Crato já não se guia por coisa nenhuma, restando-lhe uma fé abstrata e irracional...
«Questionado por jornalistas, em Braga, o ministro Nuno Crato escusou-se a pronunciar-se em concreto sobre os cortes previstos no orçamento do seu ministério, mas considerou que as opções do Orçamento do Estado para 2012 são "as melhores" face ao "momento difícil" que o país atravessa. "São opções difíceis, vivemos um momento difícil, mas eu creio que são as melhores opções face à situação em que estamos", disse. "Temos todos esperança no futuro, na educação, na ciência, vamos ultrapassar este momento difícil, vamos de certeza conseguir ultrapassá-lo", acrescentou.»
Demita-se, Senhor Ministro Nuno Crato! As intenções que propagou não nos fazem falta nenhuma, mas, ao menos, mostre alguma dignidade recusando ser mero "pau-mandado".
Li que argumentou na defesa do corte da carga horária das disciplinas de História e Geografia que elas não são estruturantes. Olhe que a Matemática também pode não ser para "brilhantes" alunos, como parece ter sido o caso de V. Excia.
segunda-feira, outubro 17, 2011
De ontem... De hoje também!
"Não se entreguem a esses homens artificiais, homens máquina com mente e coração de máquina. Vocês não são máquina, vocês não são desprezíveis. Você é homem.(...) Vocês, as pessoas, têm o poder (...) Então, em nome da democracia, vamos usar esse poder, vamos todos nos juntar! Vamos lutar por um mundo novo!"
sexta-feira, outubro 14, 2011
O DIA EM QUE VERDI DERROTOU BERLUSCONI
(Não me lembro se não será a segunda vez que trago aqui este episódio, mas hoje um email recordou-mo)
A Itália festejava o 150º aniversário da sua unificação e uma das muitas comemorações da importante data decorreu na Ópera de Roma, com a apresentação da obra Nabucco, dirigida por Ricardo Muti. Antes da apresentação, Gi anni Alemanno, prefeito de Roma, subiu ao palco para pronunciar um discurso denunciando os cortes no orçamento dirigido à cultura que haviam sido feitos pelo governo (apesar de Alemanno ser membro do governo e amigo de Berlusconi). Esta intervenção política num momento cultural dos mais simbólicos para a Itália produziria um efeito inesperado, ao qual Berlusconi, em pessoa, foi obrigado a assistir.
Quando o coro chegou ao fim do famoso canto Va Pensiero, ouviram-se vários pedidos de bis, começaram os gritos de Viva Italia e Viva Verdi e as pessoas nas galerias atiraram pequenos papéis escritos com mensagens patrióticas. Então,
Muti voltou-se para o público - e para Berlusconi - e disse:
"Logo que cessaram os gritos de bis, vocês começaram a gritar Longa Vida à Itália. Sim, estou de acordo com isto: Larga vida à Itália. Mas... Já não tenho trinta anos e vivi minha vida. Percorri o mundo e, hoje, tenho vergonha do que acontece no meu país. Por isso, vou aceitar os vossos pedidos para apresentar Va Pensiero novamente. Não só pela alegria patriótica que sinto neste momento mas, sim, porque enquanto dirigia o coro que cantou Ai meu país belo e perdido pensei que, se continuarmos assim, vamos matar a cultura sobre a qual erguemos a história da Itália. E, nesse caso, nossa pátria também estaria bela e perdida. (...)
quarta-feira, outubro 12, 2011
Obrigada, Mia Couto!
(Deram-lhe só sete minutos... teve que ler. Na TV, não sei se lhe dedicaram alguns... não me espanta se dedicaram zero... as verdades e a lucidez não são nada "convenientes"!)
segunda-feira, outubro 10, 2011
Uma mensagem de referência para os jovens
Em intervalo devido a várias tarefas, aproveito para deixar aqui esse discurso, especialmente para o meu neto que agora inicia a vida universitária.
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