E primeiro dia da Primavera... dia em que faz anos que fui avó pela primeira vez :)
Com o agradecimento à Amélia Pais
segunda-feira, março 21, 2011
sábado, março 12, 2011
Hoje apeteceu-me recordar Portugal no Festival da Eurovisão...
... talvez porque estou a sentir-me constrangida?
1973 - a canção que a censura não percebeu!
6 de Abril de 1974 - seria a 1ª senha pouco mais de duas semanas depois
1975 - interpretada no festival por um dos capitães de Abril
sexta-feira, março 11, 2011
segunda-feira, março 07, 2011
Hoje apetece-me...
... poesia musicada naquela que é, para mim, a mais bonita língua do mundo.
Talvez um gesto de rebeldia contra a tornada universalmente obrigatória língua inglesa (desculpem a heresia de dizer que acho um grande feito terem conseguido escrever, com ela, grandes obras literárias); rebeldia também contra o destronar do saudoso privilégio à língua francesa nas nossas escolas.
Recordando Leo Ferré, que amou e cantou grandes poetas franceses...
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Cuidado, que andam a empurrar o País para o mais visceral neoliberalismo!
Até há pouco tempo, não me imaginaria a escrever o que vou mesmo escrever. Mas começo por esclarecer duas coisas:
1. Tenho o mesmo direito de expressar o que ando pensando que têm todos os que pensem o contrário - direito que respeito e defendo para todos.
2. Nunca gostei, nem gosto de José Sócrates (como político/governante), nem nunca votei no Partido Socialista - nem penso votar, pois mesmo 'voto útil' para mim não é esse - porque meteu na gaveta bastantes dos princípios (ou ideais, ou utopias, se assim lhes quiserem chamar) que tenciono manter até morrer, dado que o mundo continuará, mesmo que a mudança para a justiça e o humanismo seja longínqua - ficarão cá por mim os netos, depois os bisnetos, e os bisnetos dos bisnetos...
O ódio cega. E a comunicação social nada nos diz de verdades (seleciona meias verdades, omite verdades que no momento não são (ou já não são) convenientes, ajusta-se às suas conveniências futuras mais previsíveis; comentadores e mais comentadores... são ardilosos; e, pior que tudo, nunca como agora o poder político foi tão inexistente, não só cá mas por toda a União Europeia (para falar só desta), nunca como agora foi tão impotente perante o verdadeiro poder que está governando o mundo (sempre esteve, mas hoje muito mais ainda) nos meandros subterrâneos e tentaculares dos interesses económicos gananciosos e indiferentes ao mundo do futuro dos próprios netos ou bisnetos.
De repente, desde há não muito tempo, fiquei mais do que assustada, quase que diria aterrorizada. Não por causa da dita "crise". Porque, como já disse, o ódio cega, e são ardilosas as campanhas veladas para fomentar ódio no povo português (o povo, mesmo povo, em que não é genuino esse sentimento), bem como para manter e alimentar, alimentar, alimentar ódios individuais e ódios de corporações (sim, corporações, chamemos as coisas pelos seus nomes). E até a classe política à esquerda do PS parece ter ficado cega!!
Jamais me imaginei a escrever o que vou continuar a escrever, nem há uns tempos acreditaria que alguma vez o fizesse, pois não gosto do PS, muito menos de Sócrates. Mas, desde que o líder do único partido que, sozinho ou de braço dado com seu apêndice, realisticamente poderá ser alternativa de governo, desde que esse líder, dizia, se revela sem grande pudor ideologicamente bem enraizado no mais acérrimo neoliberalismo, as tendências do pé direito de Sócrates para escorregar para esse lado (que tanto foram salientadas criticamente nesta blogosfera, inclusive por mim própria) não têm comparação - perante um perigo que não é mortal e um perigo de morte, hoje não hesito em dizer que o ódio cegou os que não querem a morte, e pode ser inculcado (ou já está a ser) no povo português que não quer essa morte de que falo. Falo da morte do Estado Social (o possível neste momento, mas acho que ninguém vai chegar ao extremo de acusar o PS, ou mesmo Sócrates, de também o querer abater); falo da morte da Escola Pública, que, é verdade, está doente e Sócrates bem contribuiu cretinamente para a doença (pelo menos por consentimento), mas não pretendeu assassiná-la; e falo até da morte ou da profunda mutilação do bem mais precioso que temos como garante do Abril que tivemos e que é a nossa Constituição - revista, com algumas alterações provavelmente adequadas, mas sempre garantia das nossas esperanças, ainda que com alguns desrespeitos (é verdade) dos governos de Sócrates, todavia com a condescendência de quem tem o supremo dever de garantir o seu respeito.
Não, não gosto de Sócrates. Sim, considero que cometeu bastantes erros graves e que se preocupa demais com as suas propagandas e de menos com o país. Mas não vou ao ponto de cegar, e pergunto-me como é que a própria esquerda parlamentar parece ter cegado, parece não ver os perigos de morte acima dos perigos da ala direita mais a ala silenciosa do Partido Socialista, perigos que, apesar de tudo, comparativamente, se tornam perigositos.
Até porque ninguém na comunicação social lembra ao povo português que Sócrates não fez só disparates. É preciso ir fora do país para se ser lembrado de que também fez coisas bem prestigiadas no exterior e até apontadas como exemplos a seguir por entidades insuspeitas, como me dizia hoje um amigo.
Não, nunca me passara pela cabeça até há pouco tempo vir chamar a atenção, como quem defende o nosso actual Governo, para que, se entre todos os governos presentemente tão manietados como o nosso, vários não gostam do jugo, o nosso também não, apesar de tudo. Enquanto que o líder da alternativa não sentirá como jugo aquilo de que visceralmente gosta e que defenderá e praticará tanto quanto lhe dêem oportunidade para isso.
Bolas, até a classe política à esquerda do PS cegou?!
Sinto-me quase aterrorizada, e apetece-me gritar a pergunta a todos os ventos. Mas só me restam os ouvidos das paredes deste meu cantinho.
Não tenho poder para gritar um alerta. Mas sim, estou sim a escrever o que ainda há um ou dois meses não acreditaria vir a escrever. Sim, estou sim a desejar que, entre as duas alternativas realisticamente possíveis, ganhe as eleições legislativas, sejam lá quando forem, este PS que até detesto - detesto, mas não perco a lucidez. Sim, estou sim a temer que a percam, por ódios ou ressentimentos, os que, como eu, afinal também temem uma possível maioria absoluta de um acérrimo neoliberalismo à solta.
Disse.
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Um pedacinho de um poema...
... pedindo desculpa ao meu cantinho pela minha ausência.
O OCEANO
Eis-me na tua companhia. Diálogo deslumbrante.
Ó oceano! escuta bem este meu canto!
Nós somos dois a misturar os nossos ritmos harmoniosos.
Na vastidão desértica da vida árida
Só tu és meu amigo.
Bastou-me contemplar tua beleza
E logo minha alma triste se alegrou.
E mais do que a presença d'amigos dilectos
Tua presença a solidão preenche nos meus pensamentos.
Tu existes, sim, tu existes, e tal não é suficiente
Para desvanecer, da minha vida, a angústia?
Dize-me, há em ti remédio para as minha feridas?
É em ti que reside a liberdade fora do obscuro?
Ou, por outra, será que tu e eu estamos ambos ligados
À fatal alternância do dia e da noite?
Hoje, ficarei junto de ti até anoitecer.
Eis que te trago a minha esperança, peço-te protecção.
Eu canto o grande movimento da tua música, o espectáculo
Eterno d'altas vagas que se quebram e, muito ao longe, o teu eco legião.
(...)
ABDEL KARIM AKKUM
(Via Amélia Pais)
O OCEANO
Eis-me na tua companhia. Diálogo deslumbrante.
Ó oceano! escuta bem este meu canto!
Nós somos dois a misturar os nossos ritmos harmoniosos.
Na vastidão desértica da vida árida
Só tu és meu amigo.
Bastou-me contemplar tua beleza
E logo minha alma triste se alegrou.
E mais do que a presença d'amigos dilectos
Tua presença a solidão preenche nos meus pensamentos.
Tu existes, sim, tu existes, e tal não é suficiente
Para desvanecer, da minha vida, a angústia?
Dize-me, há em ti remédio para as minha feridas?
É em ti que reside a liberdade fora do obscuro?
Ou, por outra, será que tu e eu estamos ambos ligados
À fatal alternância do dia e da noite?
Hoje, ficarei junto de ti até anoitecer.
Eis que te trago a minha esperança, peço-te protecção.
Eu canto o grande movimento da tua música, o espectáculo
Eterno d'altas vagas que se quebram e, muito ao longe, o teu eco legião.
(...)
ABDEL KARIM AKKUM
(Via Amélia Pais)
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Pois...
MON PAYS
Vois-tu
nous avons d'abord bâti dans du sable,
le vent a emporté le sable.
Puis nous avons bâti dans du roc,
la foudre a brisé le roc.
Il faut qu'on pense sérieusement à batir
dans l'homme.
Ahmed Bouanani
Poeta marroquino
1939, Casablanca
Vois-tu
nous avons d'abord bâti dans du sable,
le vent a emporté le sable.
Puis nous avons bâti dans du roc,
la foudre a brisé le roc.
Il faut qu'on pense sérieusement à batir
dans l'homme.
Ahmed Bouanani
Poeta marroquino
1939, Casablanca
(Via Amélia Pais)
terça-feira, fevereiro 15, 2011
domingo, fevereiro 13, 2011
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
10 dos ingredientes do sucesso educativo
No TERREAR não faltam conjuntos de "Mandamentos" preciosos para o sucesso educativo. Mas os que se seguem não são citações da literatura da especialidade, incluindo a da investigação. São 10 alíneas do JMA num post já não visível na págima principal. Com a sua autorização, tenho vomtade de as deixar aqui no meu cantinho.
i) a prática sistemática de auscultação e escuta para 'ver' e compreender a natureza dos probelmas da aprendizagem; ´
ii) o envolvimento activo dos pais nas tarefas de valorização do trabalho escolar;
iii) construção partilhada da responsabilidade pelas aprendizagens;
iv) a valorização do trabalho, da persistência, do esforço;
v) o desenvolvimento de uma pedagogia do "obstáculo", colocado na "zona de desenvolvimento próximo";
vi) a construção de geometria varíavel de respostas, seguindo o modelo clinico da análise e da tomada de decisão;
vii) o incremento de uma pedagogia da diferenciação de métodos, de conteúdos e de procedimentos de avaliação;
viii) o reforço do trabalho da equipa pedagógica e da articulação horizontal;
ix) o desenvolvimento de posturas de desafio, aposta e confiança nas potencialidades dos alunos;
x) o incremento de uma "avaliação activa" que implica os alunos no trabalho e na construção e controlo dos resultados.
ii) o envolvimento activo dos pais nas tarefas de valorização do trabalho escolar;
iii) construção partilhada da responsabilidade pelas aprendizagens;
iv) a valorização do trabalho, da persistência, do esforço;
v) o desenvolvimento de uma pedagogia do "obstáculo", colocado na "zona de desenvolvimento próximo";
vi) a construção de geometria varíavel de respostas, seguindo o modelo clinico da análise e da tomada de decisão;
vii) o incremento de uma pedagogia da diferenciação de métodos, de conteúdos e de procedimentos de avaliação;
viii) o reforço do trabalho da equipa pedagógica e da articulação horizontal;
ix) o desenvolvimento de posturas de desafio, aposta e confiança nas potencialidades dos alunos;
x) o incremento de uma "avaliação activa" que implica os alunos no trabalho e na construção e controlo dos resultados.
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
hasta que todo sea y sea canto
Adios, resbalan
Tantos adioses como las palomas
Por el cielo, hacia el Sur, hacia el silencio (…)
Joan Miro (1918) The Waggon Tracks
(…)
y adiós,
hasta más tarde:
hasta más pronto:
hasta que todo
y sea canto.
Pablo Neruda
Paul Klee (1926), Reconstruction
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Como já não posso estar solidária pela acção...
... apelo à solidariedade de todos os que estão no activo. Não digam "isto não é comigo", pois, além de não poderem prever o que virá a ser "consigo", pelo menos é com a Educação na Escola Pública.
quinta-feira, janeiro 27, 2011
As palavras estão gastas
Poema Adeus, de Eugénio de Andrade, interpretado por Luís Gaspar.
Com o agradecimento à Amélia Pais
Com o agradecimento à Amélia Pais
domingo, janeiro 23, 2011
Libertando-me de um (mau) pensamento
São 23.30h. Bate-me na cabeça um pensamento. Como tenho que ir pensar noutras coisas, nada como escrevê-lo para libertar a cabeça.
Seria deselegante algum mau perder. É (no mínimo) deselegante ter um mau ganhar.
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Os meus primeiros "Conjuntos de Julia"
Deixo aqui registado um OBRIGADA ao meu amigo Jean Pierre (scratcher consagrado) pela sua prenda de Natal: um programa feito no Scratch (e para o Scratch), que acabara de criar a fim de que este pudesse "aguentar" e fazer funcionar on-line aquele tipo de fractais (uma espécie de compressão por desdobramento das pesadíssimas listas de variáveis dos célebres "conjuntos de Julia").
E cá ando eu (re)estudando matemática e resolvendo os meus quebra-cabeças com as programações... :)
NOTA aos eventuais visitantes: Os projectos publicados no Scratch Mit Edu* só podem ser visualizados tendo o Java instalado (de preferência actualizado) e muitos, que implicam fórmulas matemáticas, podem não funcionar, ou funcionar com lentidão insuportável, se o computador não tiver memória suficiente. (Mas não causa qualquer dano clicar para verificar)
Clicar na imagem para aceder e visualizar
____________
* É uma enorme comunidade onde são publicados diariamentes muitos projectos de autores de quase todos os países do mundo, desde crianças ou adolescentes, até adultos com diversas formações, tais como matemáticos e físicos (cada um tem o seu espaço). As programações podem ser vistas por quem esteja inscrito (inscrição grátis), mediante rápido download de projectos que abrem automaticamente no programa pessoal (também grátis). E talvez o mais interessante seja que muitos scratchers adultos analisam os projectos de garotos sugerindo-lhes correcções, cada um tem os seus "amigos" e vai conhecendo outros (como no FaceBook, por exemplo), e alguns dos "consagrados" até têm um espaço para os miúdos porem lá os seus projectos quando precisam de ajuda. Também a equipa responsável seleciona os projectos entrados (deve ser uma enorme equipa), premiando regularmente alguns com o destaque na primeira página, seguindo um critério muito louvável e muito estimulante para os garotos, que é o de destinar grande percentagem de prémios-destaques a selecionar entre os que se vê logo que são juvenis (embora também destaquem entre os projectos de programação avançada).
terça-feira, janeiro 18, 2011
Os meus Intervalos - II
Depois de, no post anterior, ter relatado (mais uma vez?) os motivos da minha desmotivação para a escrita neste blogue e de ter finalizado com a decisão de o tornar (quase) apenas como aquele cantinho que também, outrora, tinha intervalos que o tornavam para mim como que não virtual, mas como se fosse um cantinho real onde, de vez em quando, me apetecia ir sentar por uns momentos para repousar perante um poema, uma canção ou uma reprodução de alguma obra de arte, hoje inicio essa decisão. Não importa que o nome do blogue se mantenha, pois as memórias estão nos seus arquivos, nem que agora passe, muito provavelmente, a ser "O blogue que ninguém lê nem vê". É o meu cantinho.
. . . . . . . . . . . . . . . . . .
Não basta abrir a janelaPara ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
Fernando Pessoa, Não basta abrir a janela.
René Magritte (1936), La clef des champs
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Os meus Intervalos - I
Nos tempos idos em que escrevia assiduamente neste blogue, de vez em quando punha o título "Intervalo", embora quase sempre não durasse mais do que dois ou três dias pois logo havia um acontecimenro ou uma nova notícia relativa à política educativa que de imediato me gerava o impulso de escrever/comentar.
Actualmente e desde há bastante tempo, acontece-me o contrário: Quando, de vez em quando, me vem a intenção de retomar a escrita neste cantinho tão abandonado, é essa intenção que não dura mais do que dois ou três dias.
Relato os dois motivos disso, desdobrando o primeiro em jeito de balanço:
1.1.
Iniciado este blogue em Maio de 2005, o objectivo (como já tenho dito) era escrever memórias, antigas ou da véspera, do "terreno" - da escola, da sala de aula, e especialmente do ensino-aprendizagem da Matemática. Logo a seguir, surgiu a Ministra da Educação MLR, suscitando a centração na política educativa, embora não tenha deixado de escrever as memórias e haja nos arquivos deste blogue bastantes textos contribuintes (desculpem a falta de humildade) para a renovação de práticas de ensino, para a minoração do insucesso escolar (não só, mas principalmente na referida disciplina), para a motivação dos alunos e para a sua formação global visando a educação para a autonomia.
1.2.
Com a aposentação, fiquei sem as memórias "da véspera", mas acho que as antigas, apesar dos novos tempos, não perderam actualidade. O que me desmotivou foi o facto de a blogosfera docente (com raríssimas embora excelentes excepções) não ser também um espaço de partilhas de práticas e de experiências/iniciativas bem sucedidas no sentido da motivação dos alunos, da criação de auto-confiança em tantos que a não têm, e da inovação positiva, geradoras da diminuição do problema da indisciplina e de uma aprendizagem significativa, efectiva e de qualidade.
Porque, embora a política educativa também seja decisiva e tenha tido consequências desastrosas nos últimos anos, ela não pode interferir (a menos que o professor não se importe) na acção na sala de aula, tal como nem a melhor das políticas educativas pode resultar sem essa acção - aberta ao auto-questionamento, à reflexão crítica, ao estudo pessoal e à renovação.
Mas... o que o professor poderá fazer, repensar ou inovar na sua prática lectiva individual ou colaborativa não era, salvo excepções, o que suscitava interesse e conferia "popularidade" aos blogues.
Porque, embora a política educativa também seja decisiva e tenha tido consequências desastrosas nos últimos anos, ela não pode interferir (a menos que o professor não se importe) na acção na sala de aula, tal como nem a melhor das políticas educativas pode resultar sem essa acção - aberta ao auto-questionamento, à reflexão crítica, ao estudo pessoal e à renovação.
Mas... o que o professor poderá fazer, repensar ou inovar na sua prática lectiva individual ou colaborativa não era, salvo excepções, o que suscitava interesse e conferia "popularidade" aos blogues.
Desmotivei-me então, não pelo meu bloguezito cujos contributos seriam um grãozinho bem pequenito, mas pela perda de oportunidade dos docentes para fazerem da blogosfera também um espaço de trocas, de partilhas - um espaço formativo, pois não há professor que saiba tudo de melhor e não tenha novas ideas a receber.
2.
- Actualmente, quanto a qualquer contributo da minha experiência profissional, nada é preciso que escreva, pois o manancial riquíssimo e incansável de textos extremamente formativos do blogue Terrear do JMA, quer quanto à Educação directa, quer quanto à organização das escolas dentro da possível autonomia que lhes é permitida pela Tutela, tem tantos e tantos contributos sugestivos e importantes que, se eu escrevesse (ou se escrever), nada mais teria que fazer senão referir e manter em destaque por mais tempo alguns desses textos que, no Terrear, saiem demasiado depressa do campo de visão da primeira página para os decerto muitos professores para quem o Terrear é uma grande referência, mas que não podem visitá-lo diariamente (há lá posts que me levam a pensar que gostava que o blogger tivesse como que uns pregos para os deixar pendurados no topo por muito tempo).
- Também me falta o tempo para a blogosfera devido não só a horários de assistência familiar, mas também porque ando com uma ocupação pessoal gostosa para mim (porque é criativa por meio da Matemática) e bastante absorvente.
A minha decisão:
Nos tempos idos, este meu blogue era também um cantinho meu como que não virtual, mas real, que nos tais "intervalos" eu gostava de deixar bonito, com um poema, uma canção ou uma reprodução de alguma das obras dos meus pintores preferidos, para, de vez em quando, me sentar no cantinho por uns momentos.
Decidi recuperar essa faceta parcial, muito provavelmente para este cantinho se tornar o blogue que ninguém lê ou vê - mas que não crie teias de aranha e eu possa voltar a vir por uns momentos que me apeteçam ou me repousem.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







