segunda-feira, agosto 30, 2010

Convite para um chá


Aqui o meu cantinho vai reabrir a 1 de Setembro, mas faço pré-abertura para agradecer ao Raul Martins o convite caloroso.



Seguindo as regras do jogo:


1. Referir quem ofereceu o selo



2. Qual o teu chá preferido

Chá Preto

3. Quantas colheres de açucar costumas usar?

Ao contrário do café, em que não uso açucar, gosto do chá muito docinho


4. Passar o selo a seis pessoas.


Passo a:






Nota: Não se sintam obrigados a continuar a cadeia.

domingo, julho 25, 2010

Boas Férias!


Boas férias para todos os amigos e colegas!





(Eu tenho que ficar por aqui, mas o meu blogue quer férias...)

sexta-feira, julho 23, 2010

Um poema no momento da reunião dos países da CPLP

Com o agradecimento à Amélia Pais.


A vigilia do pescador



Na praia o vulto do pescador

É mais denso que a noite...


E enquanto espera

A sua ânsia solidifica em concha

E sonoriza os ventos livres do mar.


E enquanto espera

A sua ânsia descobre

os passos da maré na praia

e o sono do borco das canoas.


É manhã

e o pescador

ainda espera


e enquanto o mar

Não lhe devolve o seu corpo de sonhos

Num lençol branco de escamas


Um torpor de baixa-mar

Denuncia algas nos seus ombros.



Arnaldo Santos (Poeta angolano)

terça-feira, julho 20, 2010

Já não podemos dizer "venha o diabo escolher"

Acusámos Sócrates, no seu primeiro mandato (eu acusei), de tendências, seguidismos ou sujeições ao neoliberalismo. Com razão, mas hoje (neste preciso dia) isso parece-me tão relegado para plano secundário!

Não sei se posso falar do PSD globalmente, mas pelo menos o seu líder (por esse partido escolhido) hoje revelou-se ideologicamente de forma clara.

Fico-me por estas palavras pois não creio que haja razão para susto dado que não acredito que se permita a destruição da nossa Constituição e a mudança do regime saído do nosso 25 de Abril. Só quis salientar a verdadeira face ideológica do actual líder do PSD.

Um belo poema

De Konstantin Simonove (Rússia, 1915-1979)

Pps recebido da Amélia Pais e convertido em vídeo.
(A canção não ficou bem coordenada com a letra (tradução) em legendas, mas nestas lê-se todo o poema)

segunda-feira, julho 19, 2010

Pour Lionore

Je t'ai enseigné le mot "saudade".

Tu es parti aujourd'hui et tu déjà me manques beaucoup - j'ai déjà beaucoup de "saudades" de toi.

La dernière photo de ces vacances magnifiques...

domingo, julho 18, 2010

quinta-feira, julho 15, 2010

domingo, julho 11, 2010

Crianças de línguas diferentes recorrem às novas tecnologias :)

Na foto abaixo, Lionore e Inês. Antes, tinham passado uma hora a conversar na casa da Inês. Como??? Ora! Com rapidez, dedos nas teclas, seta para cima, seta para baixo no tradutor do Google. (Pena não ter tirado foto, mas eu estava em casa da minha mãe com o médico, cheguei a ver mas o jantar já ia para a mesa, não me lembrei a tempo. Mas ainda terei várias oportunidades)


Bisneta constrói desenho para bisavó...

sábado, julho 10, 2010

sexta-feira, julho 09, 2010

Je suis en vacances

Desculpem, mas o título saiu-me assim. Pela primeira vez a minha mais mini veio sozinha (entregue à hospedeira, claro) e continua a não querer aprender português. É bilingue, mas em francês e alemão. Mas como a prima Inês não fala francês, estou apostada em não servir só de intérprete, mas sim a falar com ambas sempre nas duas línguas ao mesmo tempo. Dez dias não dá para muito, mas hoje já ficaram cada uma a dizer umas coisinhas na língua da outra. Quando estou só com a Lionore é que não forço o português, pois as avós são para dar miminhos, não para chatear :))


Hoje, dia da chegada

sexta-feira, julho 02, 2010

Pesadelo

Tenho estado, ultimamente, silenciosa sobre a política educativa. Mas eu conheci bem alguns efeitos já então nefastos da criação dos agrupamentos de escolas do Ensino Básico.
O projecto actual da criação dos mega-agrupamentos parece um pesadelo. Parece... Não, é mesmo um pesadelo, nomeadamente para quem dedicou tanto da sua vida à Escola Pública.
Desiludida, muito triste perante o que será uma certidão de óbito para a Escola Pública, ou, pelo menos, uma passagem desta a estado de moribunda cujo tempo de reanimação será imprevisível, de tão longo, nem consigo escrever. Remeto os eventuais leitores para os tristes alertas do JMA, linkando apenas dois deles para quem preferir textos curtinhos: "Mega-agrupamento - Declarações de Óbito?", "Megas e a dinâmica do caos"

terça-feira, junho 29, 2010

Um Feliz Dia de Aniversário

No seu 97º aniversário, dedico a minha Mãe, com muito amor, esta tentativa de recordar e representar (para lhe mostrar no Note Book) os belíssimos napperons que me ofereceu feitos por si em renda de bilros e também em complicado e fantástico trabalho com cinco agulhas.

Scratch Project

(Clicar na imagem)

sexta-feira, junho 18, 2010

A sua obra ficará para sempre

Todo o dia ausente por motivos de assistência familiar, só soube às 23h. Fiquei sem palavras.

O velho homem que nunca tinha deixado de sonhar

A floresta de lata



Era uma vez um lugar amplo, varrido pelo vento, perto de nenhures e quase esquecido, que estava cheio de coisas que ninguém queria.
Mesmo no centro desse lugar, e exposta ao mau tempo, encontrava-se uma pequena casa, de janelas igualmente pequenas, com vista para o lixo que outros haviam feito.
Nessa casa vivia um velho.
Todos os dias, o homem tentava livrar-se do lixo, apartando e escolhendo, queimando e enterrando.
E, todas as noites, o homem sonhava.
Sonhava que vivia numa floresta cheia de animais selvagens, na qual havia aves coloridas, árvores tropicais, flores exóticas, tucanos, rãs-de-árvore e tigres.
Contudo, sempre que acordava, o mundo que via continuava igual.
Certo dia, algo chamou-lhe a atenção e uma ideia ganhou forma na sua cabeça.
Uma ideia que ganhou raízes e germinou.
Que ganhou folhas, alimentando-se do lixo.
Que ganhou ramos.
Cada vez maiores.
Então, uma floresta inteira emergiu das mãos daquele homem.
Uma floresta feita de lixo. Uma floresta feita de lata. Não era a floresta dos seus sonhos, mas era, ainda assim, uma floresta.
Um dia, o vento trouxe consigo um pequeno pássaro para a planície deserta. O homem deitou no chão algumas migalhas que o pássaro logo comeu, empoleirando-se depois no ramo de uma árvore de lata. No dia seguinte, a ave partiu, e o velho ficou sozinho a deambular pelo silêncio, com o coração a doer de vazio.
Nessa mesma noite, ao luar, o homem formulou um desejo…
No dia seguinte, acordou com o canto de pássaros. O seu visitante tinha voltado e trazia consigo um companheiro. Nos bicos, transportavam sementes, que largaram no solo árido. Em breve, havia rebentos por toda a terra.
O canto dos pássaros misturou-se com o zumbido dos insectos e o rumorejar da folhagem.
O tempo foi passando.
E foram surgindo pequenos animais, a rastejar por entre a floresta de árvores. Apareceram animais selvagens, que deslizavam por entre as sombras verdes.
Era uma vez uma floresta, perto de nenhures e quase esquecida, que agora estava cheia de coisas que todos queriam.
No meio dela, havia uma pequena casa, de janelas igualmente pequenas. Nessa casa, vivia um velho homem que nunca tinha deixado de sonhar…


Helen Ward; Wayne Anderson
Via Clube das Histórias