sexta-feira, junho 18, 2010

A sua obra ficará para sempre

Todo o dia ausente por motivos de assistência familiar, só soube às 23h. Fiquei sem palavras.

O velho homem que nunca tinha deixado de sonhar

A floresta de lata



Era uma vez um lugar amplo, varrido pelo vento, perto de nenhures e quase esquecido, que estava cheio de coisas que ninguém queria.
Mesmo no centro desse lugar, e exposta ao mau tempo, encontrava-se uma pequena casa, de janelas igualmente pequenas, com vista para o lixo que outros haviam feito.
Nessa casa vivia um velho.
Todos os dias, o homem tentava livrar-se do lixo, apartando e escolhendo, queimando e enterrando.
E, todas as noites, o homem sonhava.
Sonhava que vivia numa floresta cheia de animais selvagens, na qual havia aves coloridas, árvores tropicais, flores exóticas, tucanos, rãs-de-árvore e tigres.
Contudo, sempre que acordava, o mundo que via continuava igual.
Certo dia, algo chamou-lhe a atenção e uma ideia ganhou forma na sua cabeça.
Uma ideia que ganhou raízes e germinou.
Que ganhou folhas, alimentando-se do lixo.
Que ganhou ramos.
Cada vez maiores.
Então, uma floresta inteira emergiu das mãos daquele homem.
Uma floresta feita de lixo. Uma floresta feita de lata. Não era a floresta dos seus sonhos, mas era, ainda assim, uma floresta.
Um dia, o vento trouxe consigo um pequeno pássaro para a planície deserta. O homem deitou no chão algumas migalhas que o pássaro logo comeu, empoleirando-se depois no ramo de uma árvore de lata. No dia seguinte, a ave partiu, e o velho ficou sozinho a deambular pelo silêncio, com o coração a doer de vazio.
Nessa mesma noite, ao luar, o homem formulou um desejo…
No dia seguinte, acordou com o canto de pássaros. O seu visitante tinha voltado e trazia consigo um companheiro. Nos bicos, transportavam sementes, que largaram no solo árido. Em breve, havia rebentos por toda a terra.
O canto dos pássaros misturou-se com o zumbido dos insectos e o rumorejar da folhagem.
O tempo foi passando.
E foram surgindo pequenos animais, a rastejar por entre a floresta de árvores. Apareceram animais selvagens, que deslizavam por entre as sombras verdes.
Era uma vez uma floresta, perto de nenhures e quase esquecida, que agora estava cheia de coisas que todos queriam.
No meio dela, havia uma pequena casa, de janelas igualmente pequenas. Nessa casa, vivia um velho homem que nunca tinha deixado de sonhar…


Helen Ward; Wayne Anderson
Via Clube das Histórias

domingo, junho 13, 2010

Com a Matemática, em busca da arte

Continuo com o Scratch. Voltei um pouco atrás para recomeçar com a auto-semelhança (o todo igual a qualquer das partes, como numa couve-flor), que é condição necessária mas não suficiente para conseguir um fractal...

Scratch Project

Clicar para ver o projecto correr

domingo, junho 06, 2010

...

Desolação


Nas linhas das palmas das tuas mãos
foi escrito o destino do sol

Nasce,
ergue a tua mão -

a longa noite está a sufocar-me.


Cabul, Junho 1994
Partaw Naderi

Via Amélia Pais

sábado, junho 05, 2010

quarta-feira, junho 02, 2010

Porque sinto o crepúsculo no meu país...

... hoje deixo um poema.


Sinto o crepúsculo nas minhas mãos


Sinto o crepúsculo nas minhas mãos. Chega através do loureiro doente. Não quero pensar, nem ser amado, nem ser feliz, nem recordar.

Só quero sentir esta luz nas minhas mãos

e desconhecer todos os rostos e que as canções deixem de pesar no meu coração

e que os pássaros passem diante dos meus olhos e eu não note que se foram.


Antonio Gamoneda
Tradução: Jorge Melícias
Via Amélia Pais

sábado, maio 22, 2010

Scratch Day - Setúbal (II)

"Reportagem" fotográfica II - legendada. (Amanhã ou depois virá a última e mais completa, em slide show)


Todos conhecemos... A grande impulsionadora e dinamizadora, em Portugal,
do uso de uma extraordinária ferramenta pedagógica


O incansável e imprescindível Fred



Fita da cartão azul: identificação de monitora
Aluna ensina professores




Pais/mães e filhos




Pais... mães... professores...





;)

Scratch Day - Setúbal (I)

Não resisto a começar a "reportagem" fotográfica por esta foto.


Um pequenote - pequenotinho mesmo - acompanhou a curta exposição de iniciação ao funcionamento do Scratch fazendo no seu computador o que estava a ser explicado. Ei-lo na sessão de trabalho que se seguiu, sem precisar de monitor a ensinar... (Não são precisas mais palavras, a foto fala por si)

No ecrã já pôs um cenário e personagens jogando com uma bola em movimento

quinta-feira, maio 13, 2010

E se estudassem o que é o Construtivismo?

Num artigo de uma revista brasileira (veja.com), deparei-me, a dada altura, com...


“À luz das versões tropicais do construtivismo, essa deficiência é até uma vantagem, pois, afinal, cabe aos próprios alunos definir com base em sua realidade o que querem aprender.” (destaque meu)


O construtivismo não tem culpa das disparatadas e cretinas ilações como a citada.

Piaget não foi pedagogo, mas não deixou de escrever alguns textos para os professores. Se estes nunca os leram, nem sequer sabem o que é construtivismo... é lamentável. Tal como é lamentável que figuras públicas cá da nossa Praça também não saibam, incluindo uma que escreveu livrinho muito publicitado e vendido onde revela grande confusão entre aquele conceito e umas "modernices" acerca dele sem qualquer credibilidade na comunidade científica da área.


Não me admira, pois, que o artigo acima citado também informe:

"De acordo com a mais completa compilação de estudos já feita sobre o tema, consolidada pelo departamento de educação americano, os estudantes submetidos a esse método de alfabetização têm-se saído pior do que os que são ensinados pelo sistema tradicional. Foi com base em tal constatação que a Inglaterra, a França e os Estados Unidos abandonaram de vez o construtivismo nessa etapa."


(In revista citada)

Agora consegui :)



Pelo menos esse desenho é mesmo um fractal...















No projecto:


Scratch Project

Clicar

quinta-feira, maio 06, 2010