domingo, dezembro 20, 2009

DESTAQUE

Não deixem de ouvir esta Conversa com Professores do JMA - conversa com professores à boa maneira de Rubem Alves ;)
(Às vezes o vídeo demora um bocadinho a abrir, é questão de minimizarem e continuarem a trabalhar por um minutinho)

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Só os MEDROSOS aceitam cometer injustiças

Não resisto a umas breves palavras, pois acabo de saber que a 3za, do Tempo de Teia, de cujo extraordinário trabalho com os alunos não preciso de falar pois bem o conhecemos e admiramos, e que, aliás, defendeu a sua tese de mestrado muito recentemente tendo a classificação excepcional de Excelente... a 3za, dizia, foi avaliada na sua escola com um Bom!!!
Sem comentários... o meu comentário já está no título deste post.

sábado, dezembro 12, 2009

Red Carnatiom in Portugal-Cravo de Abril

Embora muito simples e sem recursos matemáticos para obter efeitos mais bonitos, pois foi feito nesta tarde dado que há afazeres da época natalícia que tenho atrasados, gosto de o ter feito e publicado no site internacional MIT EDU (também no nosso Sapo Scratch) para que scratchers ou apenas visitantes conheçam algo do nosso Portugal (através das notas laterais ao projecto).

(Ter sido visto e comentado quase logo após a publicação por um dos mais conhecidos scratchers do MIT no domínio da aplicação da Matemática à Arte foi o estímulo deste sábado para a pouco mais do que principiante que eu sou)


Scratch Project

Clicar na imagem para ver o projecto correr e ligar o som

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Mas houve muito tempo...


A Batalha de Natal


— Só mais seis dias — disse Neli.
Enquanto a filha tentava assobiar Noite Feliz, a mãe repetiu, pensativa, numa voz que não soava alegre:
— Ainda seis dias.
Após uma curta pausa, prosseguiu, suspirando:
— Se tudo já tivesse passado!
Com o assobio suspenso no ar, Neli olhou para a mãe com ar estupefacto:
— Não estás contente?
— Claro que sim, mas já estou pelos cabelos com esta agitação toda!
Como Neli não tinha aulas à tarde, foi patinar com uma amiga. Ao cair da noite, dirigiu-se ao supermercado onde a mãe trabalhava. Havia tanto movimento que o lugar mais parecia uma colmeia. A mãe estava sentada numa cadeira giratória, diante de uma das seis caixas registadoras. Os produtos chegavam-lhe num tapete rolante. Enquanto a mão direita marcava os números no teclado, a mão esquerda rodava as embalagens para que a máquina pudesse ler os códigos. Finda a operação, os produtos eram colocados, um a um, no carrinho de compras. Quando acabava de marcar tudo, a mão direita carregava na tecla do total e rasgava o talão, enquanto a esquerda afastava o carro cheio e puxava o próximo, vazio, para junto dela.
— Que bem fazes isso — dissera-lhe Neli uma vez. — Eu faria tudo devagar e, ainda por cima, metade saía mal.
— Ora — dissera a mãe a rir. — É uma questão de treino. Quando comecei, também não era assim tão despachada. Não encontrava a etiqueta com o preço e, muitas vezes, carregava nas teclas erradas. Como tinham de esperar, as pessoas resmungavam. Agora já quase consigo fazer isto automaticamente.
— Como um robô! — Neli riu-se.
E se tivesse um robô como mãe? Nunca teria dores de cabeça, nem à noite estaria tão cansada. Mas um robô não tem coração e, por isso, Neli preferia a mãe tal como era, mesmo quando, em certas noites, quase nem conseguia falar de tão cansada!
Só mais quatro dias.
Só mais três.
As filas nas caixas eram cada vez mais longas. As pessoas abasteciam-se de comida como se o Natal durasse meio ano. Com um ruído sibilante, as portas automáticas abriam e fechavam, abriam e fechavam. A mãe sentia nas costas a corrente de ar e os cartões pendurados no tecto balançavam de um lado para o outro.
Um sino de Natal, por cima da cabeça da mãe, tinha escrito a vermelho: PROMOÇÃO: Bombons, 250 gr, a preço especial.
Perto dele balançava um anjo de papel com uma faixa nas mãos, como nas igrejas, mas onde não estava escrito Paz na terra aos homens de boa vontade, mas sim Fiambre para o Natal a 15,80€/kg.
Os altifalantes debitavam música de Natal:
Noite feliz…
Cabeça de anho
Noite feliz…
Descafeinado
Papel higiénico de três folhas
O Senhor…
Lenços com monograma
Mostarda
Nasceu em Belém…
A mãe suspirava e, com um movimento rápido, limpava o suor do lábio com as costas da mão. Os clientes, impacientes, esperavam, apoiando-se ora numa, ora na outra perna. De olhar ausente, nem olhavam para a senhora da caixa, pensando apenas no regresso a casa com os sacos pesados e o eléctrico cheio.
Ufa!
Só mais três dias, e acabaria tudo.
— Vou fazer um jantar como o do ano passado — disse a mãe, à noite, virando-se para Neli. — Patê em folhas de alface, porco assado, batatas fritas, feijão e, para sobremesa, creme de chocolate de lata com peras.
No dia 24 de Dezembro, a loja só estava aberta até às quatro horas da tarde. Em seguida, os empregados podiam comprar, com um desconto de 15%, os produtos que tinham sobrado. A mãe de Neli achava que valia a pena e, por isso, tinha guardado as compras maiores para essa altura: uma pasta escolar para Neli, uma boneca, lápis de cor, um anoraque para o pai, e a comida para a ceia de Natal.
Na sala do pessoal, houve um lanche para todos os empregados.
— A batalha de Natal foi mais uma vez vencida — alegrou-se o chefe do pessoal, que proferiu mais umas palavras elogiosas.
Depois foram servidos pãezinhos com fiambre e um copo de vinho a cada um.
Após o lanche, a mãe de Neli deixou ficar os gordos sacos de compras esquecidos na sala do pessoal. Só reparou quando já estava na paragem do autocarro. “As minhas prendas! Todas aquelas coisas boas para a ceia!”, pensou assustada.
Mas a loja já estava fechada e, antes do dia 27, não voltava a abrir. Chegou a casa de mãos vazias.
Nessa noite, apesar de tudo, festejaram o Natal. O pai acendeu as velas da árvore de Natal e Neli recitou um poema. Só se lembrou das duas primeiras estrofes e depois encravou, mas a mãe achou-o muito bonito e o pai nem reparou que ainda continuava. O jantar foi mais curto do que o planeado. Por sorte, a mãe já tinha comprado o assado e havia batatas em casa, mas não houve entrada nem sobremesa. Trincaram nozes e comeram maçãs.
— Assim, não fico com o estômago tão pesado como no ano passado — disse o pai. — Comidas pesadas não me caem bem.
Também não havia muito que desembrulhar.
Por isso, sobrou tempo. Muito tempo.
Neli foi buscar o jogo “Memory” que recebera no Natal anterior. Durante o ano inteiro, esperara, em vão, todos os domingos, que alguém tivesse tempo para jogar com ela.
Agora, os pais tinham tempo.
O pai nunca tinha jogado “Memory”. Ao fim de algum tempo, Neli já tinha encontrado sete pares de cartas, a mãe três, e o pai, que geralmente queria ganhar sempre, procurava constantemente no sítio errado.
Tentava alguns truques, pondo, sem ninguém dar conta, migalhinhas de pão em cima das cartas que tinha decorado, ou pousava as mãos na mesa, de forma a que o polegar indicasse a direcção em que estava uma determinada carta. Mas Neli descobriu-lhe a jogada. Jogaram mais duas ou três vezes e o pai não se zangou por perder sempre. Depois, ainda jogaram o jogo do assalto.
À meia-noite, o pai apagou a luz e ficaram a olhar pela janela. A neve reflectia uma luz clara e ouviam-se os sinos a tocar.
— A esta hora, há quase dois mil anos, nasceu Jesus — disse a mãe, e Neli reparou que, afinal, a mãe estava contente por ser Natal.
Ao ir para a cama, Neli disse:
— Este foi um Natal muito bonito.
— A sério? — perguntou a mãe, admirada. — Mas não houve ceia nem prendas quase nenhumas.
— Mas houve muito tempo — respondeu Neli.


Jutta Modler (org.)
Brücken Bauen
Wien, Herder, 1987
(Tradução e adaptação)

Via Clube de Contadores de Histórias

terça-feira, dezembro 08, 2009

Convite/Desafio Natalício

O Raul Martins, do blogue Por Um Mundo Melhor, lançou-me o desafio que consiste em revelar um pouco de nós, em época natalícia, completando as frases que foram propostas. Aqui ficam as minhas respostas e, seguindo as regras, no fim, apresento os CINCO blogues que convido a responderem ao desafio.

1. Eu já... vivi Natais longe de alguns dos meus entes mais queridos, mas com toda a força do meu pensamento e do meu infinito amor a acompanhá-los.

2. Eu nunca... deixei de fazer uma árvore de Natal muito grande e bonita para alegria, primeiro das minhas filhotas, agora dos netos que tenho perto, nem nunca deixei de satisfazer o pedido ao Pai Natal das netas que estão longe.

3. Eu sei... que o Natal é para muitos uma histeria de consumismo, enquanto para muitos mais no mundo é fome e miséria como em todos os outros dias, sem que os 'senhores do mundo' cuidem de um Natal todos os dias para todos.

4. Eu quero... que minha mãe, com os seus 96 anos, ainda viva bastantes Natais na companhia da nossa família.

5. Eu sonho... com a paz, o progresso, a liberdade e a eliminação de qualquer forma de miséria ou de discriminação para toda a humanidade, independentemente de opções religiosas.





E agora, os meus convites para adesão a este desafio (por ordem alfabética dos autores dos respectivos blogues):





- Fátima André -
Revisitar a Educação


- Isabel Preto - Histórias con(m) Vida!


- Madalena Mendonça - Chora Que Logo Bebes


- Matias Alves - Terrear


- Miguel Pinto - outrÒÓlhar


-Teresa Marques - tempo de teia





[Desculpem a incapacidade de contar até cinco ;) ]

Consertar o Mundo

A estória é conhecida, corre por email, mas acho importante não a esquecer...


clicar para ler

terça-feira, dezembro 01, 2009

Um momento de beleza...

... numa interpretação ousada.

Nota: O vídeo tem apenas a segunda parte. Podem vê-lo mais completo
aqui, onde é pena faltar no título a referência de "Ballet Chinês".

domingo, novembro 29, 2009

sexta-feira, novembro 27, 2009

Objectivo: eliminar parte da população mundial? Infelizmente, não me espanta!

Não sei se isto é totalmente verdade, mas estou convencida de que tem pelo menos algo de verdade. Sabemos que é preocupante o crescimento quase exponencial da população mundial, mas resolver o problema matando grande parte dessa população é diabólico.
E a influência e os interesses das grandes companhias farmacêuticas são terríveis.
Não deixem de ver o vídeo.

domingo, novembro 22, 2009

O fascinante "número de ouro"

Sempre me fascinou essa proporção a que alguns chamam "divina", sobretudo por se encontrar por todo o lado na natureza.

[Ando a fazer um projecto no Scratch em partilha com o meu amigo e grande Scratcher Fred para mostrar ao menos dois exemplos dessa geometria na natureza- ele está a fazer o nautilus e eu estou a tentar fazer uma pinha mostrando as espirais que a formam (ainda não sei é se conseguirei, pois uma coisa é entender a matemática no papel, outra ainda complicadíssima para mim é aplicá-la no Scratch)]


A propósito, lembrei-me de deixar aqui dois exemplos, mas não na natureza (ambos quadros de Seurat). Porque todos (ou quase todos) os grandes pintores usaram essa proporção em que a razão é o "número de ouro" (número irracional, tal como o conhecido Pi).



sábado, novembro 21, 2009

Que bom o YouTube fazer esta publicidade!

É a minha sugestão de prenda de Natal para pré-adolescentes e adolescentes que não tenham lido o Principezinho. (Para adultos também, mas que adulto dos nossos conhecidos não o terá lido?)

segunda-feira, novembro 16, 2009

A Casa de nossos filhos ou netos - a Terra - em perigo

Recebi em pps como "premiado como o mais valioso pps de 2008" (autor não identificado) e converti em vídeo, pois é importante a sua divulgação e urgente a acção de TODOS.
(Decerto haverá no YouTube outros vídeos com o mesmo alerta)


domingo, novembro 15, 2009

Descobrindo mais potencialidades pedagógicas do Scratch

Estou descobrindo como o Scratch também pode ser uma ferramenta incentivadora do gosto pela Matemática para os alunos mais velhos, do E. Secundário, sobretudo para aqueles que gostem da disciplina de EV ou gostem de projectos artísticos. Eu não tenho a mínima "veia" artística, mas vejo trabalhos lindíssimos no MIT.Edu programados mediante conhecimentos de Matemática, alguns avançados, mas outros não requerendo mais do que os que os alunos aprendem no E. Secundário (ou os professores se esforçam por que aprendam) - vale a pena uma visita aqui e aqui (não é precisa inscrição só para ver ou pesquisar, basta clicar no projecto que se quiser ver a funcionar).

É verdade que ainda não foi no projecto que publiquei hoje que me aventurei a tentar aplicar funções/equações, pois ainda sou quase principiante no Scratch, e há uma distância considerável entre saber no papel e saber aplicar no programa, mas este permite inclusivamente usar funções trigonoméricas e logatítmicas, embora com uma programação complicada na base da criação de diversas variáveis se se quiser fazer um projecto bonitinho.

No projecto que hoje acabei ainda só usei cálculos bastante simples no papel baseados apenas nos procedimentos para construção geométrica de certas curvas, mas já fiquei toda contente por ter conseguido no Scratch duas rosáceas e a conhecida (pelo menos entre o pessoal da mat) espiral de Fibonacci, que respeita a "razão áurea" - essa proporção mágica que existe tanto na natureza e é usada em muitas das grandes obras de arte (talvez em quase todas).

Penso que o meu projectozinho de hoje serve para mostrar como tanto os alunos do 2º ou do 3º ciclo podem usar, por exemplo, apenas a circunferência escolhendo raios e coordenadas de centros para obterem efeitos que, se calhar, alguns conseguirão mais bonitos dos que os meus, como podem os mais velhos apenas basear-se nas construções geométricas de outras curvas para as programar sem grande dificuldade no Scratch.


Clicar na imagem para ver o projecto e ligar o som:

Uma imagem do projecto onde se verá tenuamente o rasto do voo da borboleta
em espiral de Fibonacci
:


Nesta, como se vê, apenas arcos de circunferência
depois de completada a visualização do enchimento:


Nota: Os inscritos no MIT ou no Sapo Scratch que tenham o programa instalado podem fazer o download de qualquer projecto, o qual abre automaticamente no nosso programa permitindo vê-lo "por dentro", ou seja, como foi feita a programação (a fim de estudar procedimentos, não de copiar, claro).

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Adenda

Deixo aqui os meus parabéns à 3za (já lhos dei, mas repito) por o seu "Scratch Time" (clube para os alunos) estar entre os 50 finalistas (TOP50) de um concurso internacional 2009.

terça-feira, novembro 10, 2009

Flores do meu "jardim"

Entre aspas porque é um jardim na minha varanda. É bom ter flores, e eu tenho sempre, pois umas vezes são umas floreiras ou vasos que estão floridos, outras vezes são outros e... quando tal não acontece sou logo cliente do Horto do Campo Grande. ;)

Mas antes das minhas flores...


Para receber o orvalho
as flores abriram
as suas portas ao dia.

Albano Martins (*)

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(*) Albano Martins (1995). Com as Flores do Salgueiro. Porto, Ed. Universidade Fernando Pessoa.

Imagem daqui