domingo, junho 21, 2009
sexta-feira, junho 19, 2009
Valores
Recebi este prémio da Isabel do blogue Histórias (con)m Vida. Como o prémio se inspira nos valores do humanismo, sobre os quais é pedido um comentário, em vez de comentário ocorre-me deixar esses dois vídeos, apesar de o primeiro ser bastante conhecido (mas sabe sempre bem rever), e de já ter posto o segundo aqui (pps que converti em vídeo)
sábado, junho 13, 2009
Só para desejar bom fim de semana (Mais uma vez, o Scratch)
Tenho andado tão ocupada com experiências no Scratch e com a aprendizagem no Grupo Scratch do Interactic que nem me tenho lembrado do meu bloguezito.
Hoje venho só desejar...
;)
segunda-feira, junho 08, 2009
sábado, junho 06, 2009
Bom fim de semana! ;)
(Para o fim de semana deixo só um poema)
Brinquedos
Nós, que somos espantosamente grandes,
que já não deslizámos pelo gelo desde as duas guerras,
Ou se o fizemos alguma vez, sem querer
Já nos fracturámos um ano,
Um dos nossos importantes e duros anos
De gesso...
Oh, nós, os espantosamente grandes
Sentimos por vezes
Que nos faltam os brinquedos.
Temos tudo o que necessitamos,
Mas faltam-nos os brinquedos.
Temos saudades do optimismo
Do coração de algodão das bonecas
E da nossa nau
Com três fieiras de velas,
Que tanto sulcava as águas
Como a terra firme.
Gostaríamos de montar um cavalo de madeira
E que o cavalo relinchasse ao mesmo tempo que a madeira
E que nós lhe disséssemos: 'Leva-nos a algum sítio
Não importa qual,
Porque em qualquer sítio da vida
Propomo-nos levar a cabo
Formidáveis façanhas'.
Oh, quanta falta, por vezes, nos fazem os brinquedos!
Mas nem sequer podemos estar tristes
Por essa razão,
E chorar com toda a alma,
Agarrando a perna da cadeira
Porque somos tão adultos
Que não há ninguém mais velho que nós
Para nos acariciar.
Marin Sorescu
(Via Amélia Pais)
Brinquedos
Nós, que somos espantosamente grandes,
que já não deslizámos pelo gelo desde as duas guerras,
Ou se o fizemos alguma vez, sem querer
Já nos fracturámos um ano,
Um dos nossos importantes e duros anos
De gesso...
Oh, nós, os espantosamente grandes
Sentimos por vezes
Que nos faltam os brinquedos.
Temos tudo o que necessitamos,
Mas faltam-nos os brinquedos.
Temos saudades do optimismo
Do coração de algodão das bonecas
E da nossa nau
Com três fieiras de velas,
Que tanto sulcava as águas
Como a terra firme.
Gostaríamos de montar um cavalo de madeira
E que o cavalo relinchasse ao mesmo tempo que a madeira
E que nós lhe disséssemos: 'Leva-nos a algum sítio
Não importa qual,
Porque em qualquer sítio da vida
Propomo-nos levar a cabo
Formidáveis façanhas'.
Oh, quanta falta, por vezes, nos fazem os brinquedos!
Mas nem sequer podemos estar tristes
Por essa razão,
E chorar com toda a alma,
Agarrando a perna da cadeira
Porque somos tão adultos
Que não há ninguém mais velho que nós
Para nos acariciar.
Marin Sorescu
(Via Amélia Pais)
sexta-feira, junho 05, 2009
quinta-feira, junho 04, 2009
Pequeno intervalo
Pela marca que nos deixa |
terça-feira, junho 02, 2009
segunda-feira, junho 01, 2009
No Dia Mundial da Criança
Deixo este vídeo que também diz respeito às crianças porque os adultos, que já foram crianças, devem pensar nas crianças contribuindo para que cresçam em igualdade de direitos e se tornem adultos livres.
Final do vídeo:
Please, ask your government to put this document, the Universal Declaration of Human Rights, into every passport.
sábado, maio 30, 2009
A manifestação
Foto do site da FENPROF
Tencionava tirar fotos para pôr aqui, mas quando cheguei à manifestação dei conta de que a minha máquina estava sem bateria. Assim, remeto os visitantes para aqui.
sexta-feira, maio 29, 2009
Amanhã lá estarei
Estou aposentada, mas continuo a manifestar-me pelos meios ao meu alcance na defesa de uma Escola Pública de qualidade para todas as crianças e jovens (escola onde, aliás, tenho netos) e por uma Educação Integral, decisiva para o futuro do país, o que exige professores motivados, estimulados e apoiados adequadamente.Não vou à manifestação apenas por solidariedade para com os meus colegas que, no activo, são e querem continuar a ser profissionais dedicados; vou para protestar contra uma política educativa desastrosa em muitos aspectos - cujas consequências não poderão ser remediadas no imediato nem a curto prazo -, na esperança de que venha a ser corrigida.
quinta-feira, maio 28, 2009
quarta-feira, maio 27, 2009
Folhas secas (Desencanto)
Desencatada da política - hipócrita e eleitoralista -, deixo haikus japoneses, que sempre me encantam.
Dá para uma fogueira —
O tanto de folhas secas
Trazidas pelo vento.
Ryôkan
Tão miseráveis,
As glicínias sem folhas
Do velho templo.
Buson
Varrer o chão
E então parar de varrê-lo —
Estas folhas secas.
Taigi
Dá para uma fogueira —O tanto de folhas secas
Trazidas pelo vento.
Ryôkan
Tão miseráveis,
As glicínias sem folhas
Do velho templo.
Buson
Varrer o chão
E então parar de varrê-lo —
Estas folhas secas.
Taigi
Kamisaka Sekka (1866 - 1942)
segunda-feira, maio 25, 2009
A minha neta Inês e o Scratch
Depois da nossa iniciação e da motivação resultante do Scratch Day (16 do corrente mês na FPCE de Lisboa), a Inês já completou dois projectos - o segundo no computador dela (ainda não o vi), o primeiro aqui na minha casa. E eu (avó "babada") não resisto a deixar aqui esse seu primeiro projecto para minha recordação desta aventura no Scrath, onde os miúdos se iniciam em programação.
Clicar na imagem
(Depois, clicar na bandeira e, para que as instruções funcionem, é preciso pôr o rato em cima do projecto)
domingo, maio 24, 2009
Construir no homem
MON PAYS
Vois-tu
nous avons d'abord bâti dans du sable,
le vent a emporté le sable.
Puis nous avons bâti dans du roc,
la foudre a brisé le roc.
Il faut qu'on pense sérieusement à batir
dans l'homme.
Ahmed Bouanani
Poeta marroquino
1939, Casablanca
Vois-tu
nous avons d'abord bâti dans du sable,
le vent a emporté le sable.
Puis nous avons bâti dans du roc,
la foudre a brisé le roc.
Il faut qu'on pense sérieusement à batir
dans l'homme.
Ahmed Bouanani
Poeta marroquino
1939, Casablanca
O meu país
Vê bem
Construímos primeiramente na areia
o vento levou a areia
Depois construímos na pedra
o raio quebrou a pedra
Temos de pensar seriamente em construir
no homem
Tradução de Amélia Pais
Com o agradecimento à Amélia Pais
sexta-feira, maio 22, 2009
Momentos com a música
LUDWIG VAN BEETHOVEN:
ODE AN DIE FREUDE, DA SINFONIA No. 9
Não sei se isto é um hino e os anjos
precisam deste instrumento
para ampliar o silêncio. O que sei
é que chega de longe esta surpresa
de poder segmentar em força o coração
que em mim pulsa e eu não sei
de onde vem quando na música
pressinto um tema que só aos anjos pode pertencer
pela pujante candura dos acordes
e a humilde magnificência da alegria.
Tudo quanto ignoro é que está bem.
Amadeu Baptista
(Poema via Amélia Pais)
ODE AN DIE FREUDE, DA SINFONIA No. 9
Não sei se isto é um hino e os anjos
precisam deste instrumento
para ampliar o silêncio. O que sei
é que chega de longe esta surpresa
de poder segmentar em força o coração
que em mim pulsa e eu não sei
de onde vem quando na música
pressinto um tema que só aos anjos pode pertencer
pela pujante candura dos acordes
e a humilde magnificência da alegria.
Tudo quanto ignoro é que está bem.
Amadeu Baptista
(Poema via Amélia Pais)
quinta-feira, maio 21, 2009
Eu e o Scratch
Procurei iniciar-me no Sctratch para poder iniciar também a minha neta Inês antes de irmos participar no evento Scratch Day que se realizou no passado dia 16 na FPCE de Lisboa.
Agora, ela está a tentar fazer um projecto, mas com desenhos dela, pois gosta muito de desenhar e pintar (EVT é a única disciplina em que tem tido nível 5). Entretanto, pareço eu uma criança a brincar com o scratch. Ainda me falta muitíssimo para chegar ao nível dos projectos da 3za, mas quero deixar aqui a recordação dos meus primeiros passos na aprendizagem - duas experiências destinadas a motivar e ensinar a Inês, a primeira antes do Scratch Day, a segunda depois. Mas eu própria ando com o "bichinho" do scratch a fazer-me querer aprender muito mais. ;)
Clicar na imagem
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terça-feira, maio 19, 2009
Pelos vistos, já é tempo de não nos queixarmos dos jovens ;)
Com o agradecimento à Amélia Pais, de quem recebi estas citações.
QUATRO CITAÇÕES SOBRE A JUVENTUDE. SURPREENDENTE!
1ª citação:
"A nossa juventude ama o luxo, é mal educada, zomba da autoridade e não tem nenhuma espécie de respeito pelos velhos. As crianças de hoje são tiranas. Não se levantam quando um velho entra numa sala, respondem a seus pais e são muito simplesmente más"
- Sócrates (430-399 a.C.)
2ª citação:
"Não tenho nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o mando amanhã, porque estes jovens são insuportáveis e não têm moderação. Simplesmente terrível".
- Hesíodo (720 a.C.)
3ª citação:
"O nosso mundo atingiu um estado crítico. Os filhos não escutam os seus pais. O fim do mundo não pode estar longe".
- Inscrição no túmulo dum sacerdote egípcio (2000 a.C.)
4ª citação:
"Esta juventude está podre desde o fundo do coração. Os jovens são maus e preguiçosos. Não serão nunca a juventude de outrora. Os jovens de hoje não serão capazes de manter a nossa cultura".
- Inscrição numa olaria de Babilónia (2500 a.C.)
Fonte: Ronald Gibson, British Medical Journal, cit. por "Revista da Armada", s.d.
1ª citação:
"A nossa juventude ama o luxo, é mal educada, zomba da autoridade e não tem nenhuma espécie de respeito pelos velhos. As crianças de hoje são tiranas. Não se levantam quando um velho entra numa sala, respondem a seus pais e são muito simplesmente más"
- Sócrates (430-399 a.C.)
2ª citação:
"Não tenho nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o mando amanhã, porque estes jovens são insuportáveis e não têm moderação. Simplesmente terrível".
- Hesíodo (720 a.C.)
3ª citação:
"O nosso mundo atingiu um estado crítico. Os filhos não escutam os seus pais. O fim do mundo não pode estar longe".
- Inscrição no túmulo dum sacerdote egípcio (2000 a.C.)
4ª citação:
"Esta juventude está podre desde o fundo do coração. Os jovens são maus e preguiçosos. Não serão nunca a juventude de outrora. Os jovens de hoje não serão capazes de manter a nossa cultura".
- Inscrição numa olaria de Babilónia (2500 a.C.)
Fonte: Ronald Gibson, British Medical Journal, cit. por "Revista da Armada", s.d.
domingo, maio 17, 2009
Que não se desista de despertar a beleza adormecida
«(...) O escultor ama o bloco de mármore bruto por causa da beleza da Pietá que está dentro dele. E o seu trabalho de escultor é uma luta contra o mármore para arrancar a beleza que ele sepulta. Exupéry dizia que "o deserto é belo porque nele se esconde uma fonte". E o educador - outro tipo de escultor - ama os adolescentes terríveis e violentos por saber que em algum lugar da sua alma vive uma beleza adormecida. (...)»
Rubem Alves. A boa nova dos dias.
(Destaque meu)
sábado, maio 16, 2009
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