sexta-feira, novembro 21, 2008

Pausa (Estou a precisar de um tempo de silêncio)

EL SILENCIO

Me alejo del ruidoso mundo
refugiándome en el bosque del silencio,
huyéndole a molestos decibeles
que perturban mi agobiado pensamiento.

Descansando en la quieta soledad,
en mis reflexiones inmerso,
nuevas ideas estimulan mi intelecto
cual feliz renacimiento.

Me embarga una intensa calma
que invade mi interno fuero,
refresca su sed mi deshidratada mente
bebiendo del manantial del sosiego.

Embriágame el perfume de las flores
que me llega cabalgando sobre el viento,
oigo el conversar de sus olores,
como dulce susurro de barlovento.

Percibo los nostálgicos recuerdos
que vienen de muy lejos,
lejanía que refleja una distancia,
distancia que se alarga con el tiempo.

Inapreciable compañía es el silencio
con su mudo acento,
cuando se retiran nuestros tímpanos
a un merecido asueto.

Silencio que permite disfrutar
de un sordo momento,
en el que podemos soñar,
ya dormidos, ya despiertos.

En esta dimensión sin ruidos
donde rige el silencio,
descanso mi mente,
descanso mi cuerpo.

Cástulo Gregorisch

quinta-feira, novembro 20, 2008

Encontro sempre em Eugénio de Andrade poemas que me falem, poemas de que preciso...

Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.

_________________


Onde me levas, rio que eu cantei,
esperança destes olhos que molhei
de pura solidão e desencanto?
Onde me levas? Que me custa tanto!

Não quero que conduzas ao silêncio
de uma noite maior e mais completa,
com anjos tristes a medir os gestos
da hora mais contrária e mais secreta.

Deixa-me na terra de sabor amargo
como o coração dos frutos bravos,
pátria minha de fundos desenganos,
mas com sonhos, com prantos e com espasmos.

Canção vai para além de quanto escrevo
e rasga esta sombra que me cerca
Há outra face na vida transbordante:
que seja nessa face que me perca.

...

No prato da balança um verso basta
para pesar no outro a minha vida.

Eugénio de Andrade

quarta-feira, novembro 12, 2008

Ausente por uns dias





Não, não vou em viagem turística. Vou só, desta vez em corpo, lá onde meu pensamento está sempre a ir, transportando o infinito amor de mãe, esse amor que vela sem distâncias em constante prece à vida.



Escassos seis dias? Ora... que é afinal isso a que se chama tempo?



E não deixarei de aranjar uns instantes para seguir as notícas... só as da Educação, não vá perder alguma 'bombástica'... basta clicar uma vez por dia para um só blog onde tudo se sabe em cima do momento ;)

Até já...

terça-feira, novembro 11, 2008

Quando o que se diz é tão redutor do que se passa...

Jornalistas e comentadores não são analfabetos, mas não sei para que lhes serve saberem ler se nunca (ou raramente) estudam a matéria de que falam. E assim se vai insinuando ao país que os professores (ou pelo menos 80% deles) andam a fazer tão grande alarido por causa do preenchimento de duas fichazitas.
Mas já que só referem avaliação, avaliação, e até concluíram que se trata apenas de umas fichas a preencher, pois a Senhora Ministra assim o disse, ao menos podiam ir averiguar que perversidades têm as tais fichas. Ao menos, ao menos podiam reparar nalguma dessas perversidades, numa, numazinha só, por exemplo naquela que faz pesar na avaliação do professor as tachas de insucesso e de abandono escolar.
E sobre a burocracia de que se queixam os professores, ninguém informa a opinião pública sobre a papelada que já os estava a atolar antes das grelhas da avaliação. E voltando ao modelo de avaliação, jornalistas e comentadores (salvo raríssimas excepções) ignoram ou acham de somenos importância os critérios com que os avaliadores chegaram à categoria que lhes permite assumir tal função, bem como isso de um professor de uma disciplina ir avaliar um colega de outra área científica, isto para não falar de delegação de competências a efectuar agora para deixar de ser ilegal daqui a dois ou três meses; também ignoram ou acham de somenos importância qualquer confusão entre autonomia e arbitrariedade de escola para escola - confusão que começa a arrepiar-me, confesso.
Bem... já que o tema que anda nos ouvidos de todos é o modelo de avaliação do desempenho dos professores, não vou pedir (por agora) aos senhores jornalistas e comentadores que estudem outras preocupações relacionadas com a escola pública. Mas confesso que tenho uma vozinha dentro de mim a perguntar-me baixinho se Maria de Lurdes Rodrigues se manteria ainda tão intolerante e teimosa caso aquela figura de Director da escola não andasse já a tomar forma e a fazer os seus estragos numas tantas cabeças.

domingo, novembro 09, 2008

Uma responsabilidade dos governantes

Já passou o dia 8, mas a minha hora de deitar ainda me mantém nele. E, como vivo em Lisboa, a partir das 20h já pude estar em casa a ouvir noticiários. Ouvi o da TV1 das 20h e, depois, fui ouvindo os da SIC Notícias até quase à meia-noite.
Assim, começo por referir as declarações de MLR que ouvi nesse período de tempo, especialmente as primeiras porque nelas fez duas afirmações que me deixaram atónita.
(Não anotei as palavras exactas, mas memorizei bem o que disse)

Uma: Que o modelo de avaliação foi negociado em cerca de "100 reuniões" e que foi o resultado do acordo negocial. Acordo??!! (Pergunto e exclamo eu). Note-se que se trata do decreto da avaliação - Decreto Regulamentar n.º 2/2008 -, não do posterior 'Memorando de Entendimento', nem este caucionou o modelo.

Outra: Que o modelo de avaliação veio a ser validado pelo Conselho Científico, orgão independente. Validado??!! (pergunto e exclamo eu de novo). Bastaria MLR ter lido a introdução à Recomendação n.º 2/CCAP/2008 para não poder fazer aquela afirmação.

Não, não vou ofender MLR acusando-a de mentir. Pergunto apenas que confusões faz na sua cabeça.

Quanto a outras afirmações de MLR, também me fico por perguntar quem a informa e, pronto, sobre elas fico por aqui. Ah... já gora pergunto também se tem dos professores a ideia de que pelo menos mais de dois terços deles são mentecaptos manipulados por sindicatos.

Mas tudo o que disse acima até é o menos importante. Pois, neste momento, eu já nem me detenho no esforço de procurar isentamente compreender razões (maiores ou menores) de ambas as partes - governo e professores. Porque, mesmo que houvesse algumas razões 'teóricas' correctas nas intenções da Ministra e nem todo o descontentamento dos professores fosse justificado, um facto se sobrepõe a isso: a desmoralização e a desmotivação dos professores, incluindo tantos e tantos dos melhores que o país tem (ou tinha). E só isso deveria preocupar todo o país. E só isso deveria preocupar os que governam a Educação e Ensino. E só isso deveria, se a política não fosse o que tristemente é, levar esses governantes a suspender (para rever) o que está a fazer tantos professores perderem o gosto e o entusiasmo pela sua profissão, pois nenhuma reforma ou medida educativa compensará essa perda, nenhuma reforma ou medida na Educação poderá substituir o imprescindível: estabilidade e bom 'clima' nas escolas, gosto pelo ensino e condições para dedicação aos alunos. Encontrem-se as medidas para elevar a qualidade de ensino dos professores que precisem de a melhorar e encontre-se um modelo de avaliação justo e credível, mas sem deixar de, simultaneamente, zelar para que não se perca o (muito) que se tem de bom.
O país precisa que os bons professores sejam acarinhados e respeitados, e que os menos bons sejam formados e estimulados, mas isto não se faz à força e sem respeito, muito menos por processos de competência e credibilidade duvidosas.
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Adenda
Para os meus (nossos) arquivos de memórias... (De M.N. Bravo. O YouTube é de facto precioso!)

terça-feira, novembro 04, 2008

Aproxima-se o dia 8...

Não vou escrever sobre ele. Cada um tem a sua cabeça para pensar.

Então...até sábado! ;)
Lá estarei...

Por um rápido regresso da tranquilidade e da confiança às escolas; pelos estímulos externos ao prazer de ensinar e educar, prazer que cegamente um ministério da educação tem vindo a cercear; pelo respeito pela profissão docente e pela sua dignificação; e, sobretudo, por uma escola pública democrática e de qualidade para todos.


Adenda (06-11-2008)

Novo e definitivo percurso da manif - aqui. Ponto de partida: Terreiro do Paço.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Descubra as diferenças...


Essa "malha apertada" verifica-se na Finlândia, enquanto por cá também se verifica uma malha apertada para que as notas escolares melhorem em flecha nas estatísticas.
Dispenso-me de indicar as diferenças. Sugiro esse trabalho a Maria de Lurdes Rodrigues.

sábado, novembro 01, 2008

sexta-feira, outubro 31, 2008

Já tardava...

O comunicado conjunto da FENPROF e Movimentos de Professores já foi amplamente divulgado, no entanto não é totalmente claro quanto ao dia 8 de Novembro. Só fiquei completamente esclarecida com o pequeno texto que a FENPROF colocou no seu site, além do referido comunicado:

Sabe-se que a união faz a força. Já tardava que esse saber se aplicasse.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Um testemunho que deveria fazer MLR pensar

Primeira escola pública do ranking, a Infanta D. Maria, de Coimbra, está a ser penalizada pelo abandono dos professores mais experientes.

"Com a instabilidade que aqui se vive, não será por muito tempo que nos mantemos como a primeira escola pública no ranking."

"A avalancha de pedidos de reforma tem transformado a escola num inferno."

No Público de hoje. Como o link para o jornal não é permenente, leia-se o texto integral colocado pelo Paulo Guinote aqui.

Prémio "Dardos"

Agradeço ao Miguel o carinho de contemplar este meu cantinho com o prémio “Dardos”, mais uma das nossas correntes blogosféricas, no qual (passo a transcrever) «se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”

Quem recebe o “Prémio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:

1. - Exibir a distinta imagem;
2. - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio;
3. - Escolher quinze (15) outros blogues a que entregar o Prémio Dardos.»

Passo a fazer as minhas quinze nomeações, sem critério específico de ordem. (Alguns dos blogues que indico não serão "outros" blogues, mas não conseguiria evitar repetições)

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outrÒÓlhar
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Terrear
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Tempo de teia
- Da Crítica da Educação à Educação Crítica
- (Re)Flexões
- Ao londe os barcos de flores
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Chora Que Logo Bebes
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4thefun
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Existente Instante
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Professores Sem Quadro
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Conversamos?!
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Revisitar a Educação
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Arte por um Canudo 2
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Universos paralelos
-
O Canto do Vento

quinta-feira, outubro 23, 2008

Mais do mesmo (mas num crescendo imparável). Até quando?

Diariamente se escreve mais do mesmo na blogosfera docente, e o mesmo é a ADD. Mais testemunhos ou notícias pouco acrescentam ao que já foi escrito antes e antes, pouco acrescentam até ao que foi previsto logo que se conheceu o desastroso decreto 2/2008. No entanto, esse escrever mais e mais sobre a mesma ADD tem sido, parece-me, o reflexo do mal-estar e do descontentamento que continuam a crescer nas escolas, já bem evidente no 8 de Março, mas agora avolumado pela generalização da aplicação do referido decreto no quotidiano concreto das escolas. O que, durante um tempo, foi uma denúncia por previsão ou antecipação das perversidades do modelo de avaliação do desempenho dos docentes criado por Maria de Lurdes Rodrigues, está agora a ser uma constatação que gera maior consciência não só do peso da burocracia que o modelo impõe, mas (e sobretudo, talvez) da sua perda de credibilidade perante as diversas situações que começaram a evidenciar-se como atropelos à seriedade que um processo de avaliação requer.

O que já não sei é se esse aumento novamente crescente de mal-estar e descontentamento, feito de fadiga a que não se reconhece utilidade para aqueles a quem se destina a escola e de descrença na exequibilidade de uma avaliação séria, justa e formativa, vai culminar numa força negocial que os professores só podem ter se quiserem e souberem unir-se, e não terão se se dispersarem por descontentamentos ao mesmo tempo contra as medidas da actual ministra da Educação e contra as organizações legalmente instituídas para os representar.

E é mais que altura de os professores não embarcarem em dispersões que mais não são que tiros nos próprios pés. Porque é mais que tempo de suspender um processo que anda a envenenar a vida nas escolas. E, quem sabe (?), talvez haja que fazer dessa pedra envenenada que está a ser a ADD a primeira pedra a arrancar do edifício de uma reforma que Maria de Lurdes Rodrigues fabricou, a fim de que as atenções possam voltar a dirigir-se para outras pedras talvez mais basilares desse mesmo edifício e que parecem esquecidas. Pedras tais como, além do ECD - que é pano de fundo da ADD -, o novo modelo da gestão e o novo regime de formação para a docência - o primeiro andando relegado para segundo plano, e o segundo não tendo estado nunca em primeiro plano como alvo das atenções (talvez porque se sabe que se enfrentariam demasiados poderes e interesses, independentemente de qualquer governo do momento).

Enfim... que mais e mais do mesmo tenha efeito depressa, que os professores tenham discernimento para se unirem impondo a rápida revisão do actual modelo da avaliação do desempenho docente, pois, se este está a ser um veneno que urge depurar, outras questões basilares esperam espaço para as atenções.
Ah... E também esperam espaço para as atenções "pequenos" temas como colaboração, ambiente humano...

terça-feira, outubro 21, 2008

Sobre Amizade

Ajudando a chorar

A menina chegou em casa atrasada para o jantar.
Sua mãe tentava acalmar o nervoso pai enquanto pedia explicações sobre o que havia acontecido. A menina respondeu que tinha parado para ajudar Janie, sua amiga, porque ela tinha levado um tombo e sua bicicleta tinha se quebrado.
- "E desde quando você sabe consertar bicicletas?" perguntou a mãe.
- "Eu não sei consertar bicicletas!" disse a menina. "Eu só parei para ajudá-la a chorar".

sábado, outubro 18, 2008

Contemplação (Pensamento para o longe)


Adriano Correia de Oliveira. Contemplação.

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Claude Monet (1888). Les Montagnes de Esterel.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Momentos

Há dias que anoitecem de repente muito antes do anoitecer. Depois há que não desistir de recuperar a luz do Sol.

domingo, outubro 12, 2008

As minhas páginas web - uma memória

ou
A propósito da frenética campanha de implementação das tic no ensino

(Na sequência do post anterior, ocorreu-me esta memória; depois, o meu pensamento regressou à actualidade, por isso o subtítulo)

Estávamos ainda na década de 90 do anterior século quando envolvi a minha turma de dt do 9º ano na criação da nossa primeira página da escola - uma página de Matemática que os meus alunos baptizaram de RacioMat. Há muito que a desactivei, mas ainda guardo a recordação do grupo de alunos voluntários que prosseguiram com a incumbência da sua actualização ao nível dos conteúdos.

Posteriormente, criei a página Eu e a Matemática, com a ajuda da mão do meu amigo Francisco no 'visual'. Estava engraçada, apelativa para os miúdos, e chegou a ser bastante concorrida. Contudo, isto dos 'visuais' tem as suas modas, depressa ultrapassadas, pelo que fiquei surpreendida com um prémio recente (que referi aqui).


Entretanto, a primeira página RacioMat tivera uma secção que transpus para o placard da minha sala de aula na forma de concurso (mensal, às vezes quinzenal), concurso que suscitava grande contentamento entre os alunos de cada vez que era afixada a lista dos vencedores do mês. No final do ano lectivo eram apurados os três vencedores do ano e não esqueço que, no último ano em que o concurso funcionou, o primeiro vencedor foi um dos meus alunos mais fraquinhos - não esqueço o seu sorriso de orelha a orelha perante a vitória. Os problemas eram de lógica, não requeriam especiais conhecimentos de matemática, pelo que era frequente um aluno mais fraco acertar enquanto que outros melhores se precipitavam na entrega das respostas e erravam - por isso o concurso era motivador.

Foi o tipo de problemas desse concurso que me levou à experiência que relatei no post anterior - a página Lógica para Todos, abandonada por mim logo que a alojei, o que me devia envergonhar (mas eu só queria penetrar no css e no xhtml, e depois não continuei).


Mas tudo isto vem à minha memória a propósito da actual campanha frenética dos computadores na escola, e mais os quadros interactivos, e agora o computador Magalhães, campanha eleitoralista ignorante do facto de as tic jamais poderem constituir por si só solução para os problemas de insucesso escolar.
E eu não deixo de achar curioso que, tendo-me empenhado no uso dos computadores com os alunos logo que tive na escola uns escassos e já velhos pcs, não sinta agora grande contentamento com o investimento do governo em computadores para as escolas e os alunos, não que esse investimento em si não seja bem-vindo, mas porque as tic não se introduzem à pressão (influindo até o seu uso na avaliação dos professores) como se contivessem dentro de si ou por si só as inovações desejáveis nos tradicionais métodos de ensino - como se o computador, a internet e todos os recursos cada vez mais acessíveis fizessem sozinhos o milagre de mudar os métodos anquilosados de ensino que ainda se constatam em bastantes situações.

Desde aquelas minhas primeiras páginas web não passaram assim muitos anos, no entanto a rápida evolução fez delas páginas velhas e fora de moda. Entretanto, desejo que os ímpetos de modernidade dos nossos governantes de hoje sirvam bons intentos pedagógicos, acima de intentos eleitorais que nada têm a ver com a escola e a formação a que os alunos têm direito.

Página feita... página abandonada!

Foi a última que fiz destinada a alunos de 2º e 3º ciclo. Para aí há uns dois anos, não me lembro com precisão. Foi mesmo só uma página web pequenina, eu andava a querer experimentar um modelo css, em xhtml (nem sei bem se são correctas estas designações, não devia escrever sem perguntar a um amigo informático, mas como estou livre da avaliação de desempenho não faz mal). É assim como nos blogues, mas estes são criados automaticamente e depois uma pessoa lá vai aprendendo a mexer nos códigos, enquanto que criar uma página sem ser só "siga os passos 1, 2, 3" é mais complicado. Eu bem quis usar o meu velho e querido FrontPage, mas não é que ficava tudo fora do sítio de cada vez que acrescentava qualquer coisa?! Então lá fiz a página toda à mão, lá vi onde mudava códigos - enquanto outros continuavam (e continuam) chinês para mim. Eu, que já percebia bem o velho html, deparei-me (e continuo a daparar-me nos blogues) com mais o "x", pois, se não estou a dizer disparate, parece-me que o tal de xhtml encheu de mistérios o html sem x!

Mas tudo isto para contar que fiz e alojei a minha pequena e simples página de Lógica para Todos e depois... pronto, lá ficou abandonada, nunca mais a actualizei. Coitadita, lá vai tendo uma ou duas visitas por dia, que isso de as pessoas andarem a pesquisar no Google lá as vai levando aos sítios mais recônditos, mas a verdade é que hoje lembrei-me dela e fui revê-la. Ui! Aqueles problemas de lógica precisavam de variar, pus os primeiros só para levar a cabo aquela experiência, é uma vergonha não os acrescentar e mudar... só não sei por que não estou a ter vergonha de mostrar a página a quem queira seguir o link... mas por que hei-de ter vergonha se ela lá está com o meu nome?!

E pronto, já tive um pretexto para mais um post, que isto de querer manter o cantinho e andar com tanta falta de inspiração, motivação, disposição (sei lá qual o "ão" mais adequado!) não é fácil.

sábado, outubro 11, 2008

A minha neta e o ábaco

A minha neta Inês (10 anos) mostrou-me um ábaco no seu livro de Matemática e lembrei-me que tinha um arrumado algures cá em casa. Ela quis logo que eu o procurasse e achei-o.


Estivemos a brincar com ele, nas contas ficámos na subtracção porque entretanto a mãe veio buscá-la. Fez quatro ou cinco subtracções e a última já fez num instante. Nada de papel e lápis nem de calculadora, cálculo mental também não que este de hoje seria muito difícil para ela.
Quando se foi embora, o último resultado ficou no ábaco. Pedira-lhe para subtrair 714 a...

(1 124 630)

Ora descubra o leitor como fazer! Lembre-se de que cada haste tem 10 peças. A Inês fez - vê-se abaixo o resultado que deixou - e ao leitor eu dou 20 segundos para pensar como, e já é muito pois li algures que alunos chineses fazem cálculos no ábaco em menos tempo do que levam os nossos a digitar os números no teclado da calculadora.

O leitor descobriu em menos de 20 segundos como fazer? Ora confesse... ;)