
Está a parecer-me que a situação fica melhor definida assim...
Adenda:
Bem, aquele meu nono que ora me anima um bocadinho, ora me faz quase entrar em desespero, pediu-me tanto que só fizesse o teste 2ª feira... ainda tenho o domingo para me almofadar a fim de dar uma voltinha pelas mesas a ver o andamento dos testes sem ficar à beira de um ataque de nervos.
Quanto às pautas provisórias, a preencher ainda com cinco dias de aulas à frente... comigo não contem. Quando os putos estão cheios de testes, e ainda precisam de umas (tentativas de) recuperações, e os meus ficam para o fim, sou indisciplinada, pois, por princípio, não escrevo níveis em lado nenhum antes de os discutir com eles - pelo menos, quero que os sintam justos primeiro, além de que não é um teste que define a avaliação (nem até os três que fiz no Período - escandalize-se quem quiser, inclusive a Milu, que classifica os alunos por um exame).
P.S.: A propósito... por acaso, voltei a encontrar o H. há dias, no ano passado dera-lhe nível quatro (tinha cincos a quase tudo, era muito trabalhador, mas ainda precisava de "rodar", eu sabia-o e ele também), ficou envergonhadíssimo porque não se saíu bem no exame (_Setôra, a nota já não contava, fui nessa onda, concentrei-me pouco, afinal a prova era fácil, que vergonha, todos a falarem de nós! - foi o que me disse na altura), mas no 10º teve 16 no 1º Período, embora não estivesse contente: "Vou baixar, ainda não sei se para 15 se para 14 (...) mas volto a levantar!".
xiiiiiiii... a "desintermitência" tinha que sair comprida, por isto é que quero evitar escrever por agora, ia só deixar o jantar azul e rosa como pensamento antes de dormir e... os dedos ficam logo com corda!
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E, a propósito de Matemática...
Paul Gauguin (1896), No te aha oe riri? (Why Are You Angry?) Not angry... however...
Numa encruzilhada, Isabel?
(Vão aí dois filmes que quero ver, tenho à cabeceira um grosso volume que quero ler - em inglês, para meu susto, mas estou farta de pensar só em educação, preciso de pensar para onde caminha o mundo -, e tenho uma prioridade, a de perceber, na encruzilhada, que rumo dar ao meu património de memórias - sim, as memórias são um património de cada um, podem não ser escritas, mas há momentos em que temos que as rescrever na mente para que a agulha da bússola se mantenha visível. E, para tanta coisa, não chega o fim de semana, por isso prevejo que este cantinho vai continuar numa semipausa, como cantinho sem mobília, só paredes para pendurar um ou outro quadro, colar algum papelito rabiscado a tinta desbotada ou com esse meu lápis metafórico que por vezes tenho a mania de usar, mais para missiva a mim própria)
Aaron Horowitz, Full Moon over Raven in Tree
Teresa Martinho Marques
Adenda (10 de Março): O Sabor e Saber mudou de endereço, se o clic na imagem não vos guiar, façam o clic aqui.
(Foto privada) _______________________________________
Adenda: "Quando eu for grande..."
Quando eu for grande quero ser
Um bichinho pequenino
P'ra me poder aquecer
Na mão de qualquer menino
Quando eu for grande quero ser
Mais pequeno que uma noz
P'ra tudo o que eu sou caber
Na mão de qualquer de vós
Quando eu for grande quero ser
Uma laje de granito
Tudo em mim se pode erguer
Quando me pisam não grito
Quando eu for grande quero ser
Uma pedra do asfalto
O que lá estou a fazer
Só se nota quando falto
Quando eu for grande quero ser
Ponte de uma a outra margem
Para unir sem escolher
E servir só de passagem
Quando eu for grande quero ser
Como o rio dessa ponte
Nunca parar de correr
Sem nunca esquecer a fonte
Quando eu for grande quero ser
Um bichinho pequenino
Quando eu for grande quero ser
Mais pequeno que uma noz
Quando eu for grande quero ser
Uma laje de granito
Quando eu for grande quero ser
Uma pedra do asfalto
Quando eu for grande...
Quando eu for grande...
Quando eu for grande quero ter
O tamanho que não tenho
P'ra nunca deixar de ser
Do meu exacto tamanho
(José Mário Branco, letra de Manuela de Freitas)
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Adenda 2: Descobri mais um cantinho, graças à Teresa - A(zul)Mar
Road to Relaxation
Barbara Aliaga
“Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles foram meus, não são seus. Se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura. já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem”
(Agostinho da Silva, "Cartas a um jovem filósofo")
Juntos, um homem e a brisa viram uma página Betty Drevniok | ![]() Claude Monet (1873), Sunrise |

Lua cheia!
Por mais que caminhe,
O céu é de outro lugar.
Chiyo-jo
| Dias que se alongam — Cada vez mais distantes Os tempos de outrora! Buson | No intervalo, na sala de professores, uma amiga e colega de muitos anos dizia que já não estava a conseguir prosseguir, e caiam-lhe lágrimas. |
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Fui para a aula, um dos meus nonos anos. Tem andado outra vez difícil. Hoje não houve ralho ou discurso depois de se justificar. Hoje falei com eles antes de iniciar a aula. Não me apetece relatar, mas hoje a aula decorreu produtiva, trabalharam e puseram dúvidas, vim para casa sem cansaço (apesar de aulas produtivas para todos, pelo menos em Matemática em que as dificuldades e dúvidas naturalmente chovem, exigirem um rodopio de um lado para o outro). A próxima também vai correr bem porque antecede um teste. E depois das férias do carnaval, lá andarão outra vez para trás, e lá andarei pela certa outra vez quase em desespero - ou eu não os conhecesse há quase ano e meio. Mas, mesmo assim para a frente e para trás, no mesmo sítio já não estão, que eu bem me lembro de terem terminado o 8º ano comigo a perguntar-me: Que vou fazer, posso fazer alguma coisa?, e eles vieram de férias cheios de novas intenções, e a elas eu não larguei, e eles sabem que não largo, e eles até gostam e esperam que não largue (vá-se lá entender porque é que é preciso estar sempre a atá-los!), e não sou só eu que tento mais uma vez porque se eles não fossem também de novo tentando e depois tentando de novo eu e eles ficávamos no mesmo sítio, mas eles para a situação do ano passado... não, para essa em nenhum momento voltaram. | Ah, o rouxinol! |



E agora os cinco bloggers a quem passo o desafio (Vão seis, desculpo-me porque o Rui e a DE LBug têm o mesmo blog):
Rui - Os (In)Docentes
The LBug - Os (In)Docentes
emn - Reflectindo
ag_silva - Arte por um canudo 2... de Agostinho
Madalena - Chora-Que-Logo-bBebes
Ana Cristina - Vida de Professor
E agora... os cinco a quem não deixaria de passar o desafio se o Miguel Pinto não se tivesse já adiantado - fica o desafio em duplicado (também para ele, ora pois, já revelou cinco manias, mas foi ele que me meteu neste "desvendar", pode acrescentar outras cinco!)
Miguel Pinto - outrÒÓlhar
Miguel Sousa - Língua de Trapos
Teresa - Tempo de Teia
Tit - O canto do vento
adkalendas - Micómio